Mais uma excelente escolha . Fundamental a informação de que é a versão de 1967 pois Brel refez totalmente a letra em relação ao original de 1964 , como que se complementando as duas versões .
De facto, é uma informação importante. Hesitei entre as duas mas acabei por trazer esta aqui. Brel, um imortal da canção de todos os tempos. Volta e meia vejo listas anglo-americanas sobre ‘os melhores temas da música do século XX’ só com… música anglo-americana. Esquecendo gigantes como este belga que era cidadão do mundo. Listas boas para deitar para o lixo, portanto.
Como sabe não é a 1ª vez que comento aqui os seus posts de “As canções do século” , são pouco comentados e o seu esforço para dar a conhecer tanta preciosidade injustamente esquecida é algo que sempre admirei , como melómano semi-compulsivo que sou (semi !).
Ía portanto comentar com alguma informação adicional a questão pois há sempre algo por trás das aparências imediatas . Mas confesso que depois de ler o comentário a seguir ao meu isso me pareceu a mim também “indiferente” e poupo-me assim o trabalho .
Mas não , não é indiferente a versão . Se fôsse indiferente ele nunca a teria feito e muito menos em cima da mesma música , Brel nunca se repetiu e respeitava demais os outros . A “mordacidade” da letra da versão de 67 só pode ser compreendida conhecendo a “ingenuidade” da letra da versão de 64 .
Não por acaso do Jacques Brel tenho desde o 1º álbum de 1954 (“Grand Jacques”) até ao último de 1977 (“Les Marquises”), gravado quando ele já estava muitíssimo doente e a viver precisamente lá (nas Îles Marquises) . E todos os DVD com os video clips que existem (infelizmente muito poucos).
Quanto à parte final do post do meu amigo não podia estar mais de acordo . Por acaso também colecciono “outras músicas” além de quase toda a francesa . Há quem fume muito , há quem viaje muito , há quem troque de carro muito , etc , etc , eu colecciono música há 50 anos . Cada doido a sua mania . Os meus filhos e netos vão ter uma trabalheira a desfazer-se da “herança” porque deve ser comprada ao quilo …
A língua francesa , influência predominante na Europa (e não só) durante os anos 50 e 60 foi ficando cada vez mais para trás pelas razões que todos sabemos . Os meus filhos ali nos 40 anos lêem-na mal e já não a falam e para os meus netos adolescentes é algo de bastante exótico . Por isso restam alguns esforçados defensores por aí mas que não têm ido longe nem alguma vez irão conseguir grandes melhoras … Portanto se puser uma “chanson” vai não volta muito lhe agradeço , como sempre .
P.S. – Ter que optar é porque não é evidente a escolha mas , neste caso , só posso aplaudir ter escolhido esta versão de 67 , uma terrível crítica a uma “certa juventude da época” , que também conheci bem porque eu próprio já era universitário .
Gostei muito das suas palavras, que lhe agradeço. São também um estímulo acrescido para prolongar esta série, que esteve para terminar no nº 1000. No entanto, ao perceber que ficavam de fora excelentes canções, decidi dar-lhe novo fôlego até outro número redondo (eu gosto de números redondos). E fique descansado: não haverá mês nenhum sem a ‘chanson’ aqui estar representada. Nestes dois últimos meses, por exemplo, já por cá passaram Jacques Dutronc (Mini Mini Mini), Luciènne Boyer (Parlez-Moi d’ Amour) e Edith Piaf (Mon Légionnaire), além aqui do Brel.
rmg, terá de fazer um esforço, então. E de entender que, para quem é ‘Brelómana’ como eu, desde adolescente, todas as versões, et pour cause, são sublimes. Por maioria de razão e não por distracção. … E muito menos por superficialidade.
Pedro Correia postou uma canção de Jacques Brel . Eu fiz um comentário que considero “técnico” . Pedro Correia respondeu-me (como sempre faz , também nisso é incansável) com um comentário que também se pode considerar “técnico” , ninguém até aqui fez quaisquer outras considerações sobre Brel ou a sua obra . Laura Ramos fez um comentário desvalorizando (é uma força de expressão , peço desculpa) aquela troca de opiniões “técnica” em contraponto com a sublimidade da obra de Brel .
Não gostou que eu comentasse que não ía entrar na história da construção da versão de 67 e no porquê da desconstrução da versão de 64 por causa daquela sua intervenção , o que também é o seu direito como era o meu não querer ocupar muito mais tempo com o caso depois daí como explico a seguir (o que não me impediu de escrever bastante). Portanto , tendo todos exercido os seus direitos , podemos ficar por aqui .
Não vou então fazer um esforço ainda que lhe agradeça o ar condescendente e compreensivo com que se me dirige . Nunca esteve em causa que tudo fôsse sublime para uns e porventura uma grande palermice para outros mas daí a levar com um “para que é que isso interessa , é tudo bestial” vai uma certa distância (até porque nem tudo é bestial ainda que quase tudo o seja) .
A versão de 67 , insisto , é notável mesmo (e em especial se) comparada com a de 64 , meter tudo no mesmo saco é sempre banalizar algo . Mas a minha “2ª língua materna” é o francês , portanto quando do 1º disco dele de 1954 que meu Pai adquiriu já eu tinha 7 anos e “percebia” tudo ainda que não “compreendesse” nada , sou suspeito desde pequenino .
E como não disse nada a seu respeito que pusesse em causa as suas razões , as suas distracções e muito menos a sua superficialidade em relação a Brel ou ao que quer que seja , isso é tudo seu e consigo fica , nem vejo a que propósito foi buscar isso tudo .
P.S. – “Bon Dieu” no princípio de uma frase é sempre ambíguo , como deve saber. E na internet , não se tendo nem a entoação nem a cara do interlocutor , fica “pendurado” do seguimento da frase no contexto da conversa .
Bon Dieu, mas para quem conhece Brel é indiferente a versão. Sempre sublime.
Mais uma excelente escolha .
Fundamental a informação de que é a versão de 1967 pois Brel refez totalmente a letra em relação ao original de 1964 , como que se complementando as duas versões .
De facto, é uma informação importante. Hesitei entre as duas mas acabei por trazer esta aqui. Brel, um imortal da canção de todos os tempos. Volta e meia vejo listas anglo-americanas sobre ‘os melhores temas da música do século XX’ só com… música anglo-americana. Esquecendo gigantes como este belga que era cidadão do mundo. Listas boas para deitar para o lixo, portanto.
Como sabe não é a 1ª vez que comento aqui os seus posts de “As canções do século” , são pouco comentados e o seu esforço para dar a conhecer tanta preciosidade injustamente esquecida é algo que sempre admirei , como melómano semi-compulsivo que sou (semi !).
Ía portanto comentar com alguma informação adicional a questão pois há sempre algo por trás das aparências imediatas .
Mas confesso que depois de ler o comentário a seguir ao meu isso me pareceu a mim também “indiferente” e poupo-me assim o trabalho .
Mas não , não é indiferente a versão .
Se fôsse indiferente ele nunca a teria feito e muito menos em cima da mesma música , Brel nunca se repetiu e respeitava demais os outros .
A “mordacidade” da letra da versão de 67 só pode ser compreendida conhecendo a “ingenuidade” da letra da versão de 64 .
Não por acaso do Jacques Brel tenho desde o 1º álbum de 1954 (“Grand Jacques”) até ao último de 1977 (“Les Marquises”), gravado quando ele já estava muitíssimo doente e a viver precisamente lá (nas Îles Marquises) .
E todos os DVD com os video clips que existem (infelizmente muito poucos).
Quanto à parte final do post do meu amigo não podia estar mais de acordo .
Por acaso também colecciono “outras músicas” além de quase toda a francesa .
Há quem fume muito , há quem viaje muito , há quem troque de carro muito , etc , etc , eu colecciono música há 50 anos .
Cada doido a sua mania .
Os meus filhos e netos vão ter uma trabalheira a desfazer-se da “herança” porque deve ser comprada ao quilo …
A língua francesa , influência predominante na Europa (e não só) durante os anos 50 e 60 foi ficando cada vez mais para trás pelas razões que todos sabemos .
Os meus filhos ali nos 40 anos lêem-na mal e já não a falam e para os meus netos adolescentes é algo de
bastante exótico .
Por isso restam alguns esforçados defensores por aí mas que não têm ido longe nem alguma vez irão conseguir grandes melhoras …
Portanto se puser uma “chanson” vai não volta muito lhe agradeço , como sempre .
P.S. – Ter que optar é porque não é evidente a escolha mas , neste caso , só posso aplaudir ter escolhido esta versão de 67 , uma terrível crítica a uma “certa juventude da época” , que também conheci bem porque eu próprio já era universitário .
Gostei muito das suas palavras, que lhe agradeço. São também um estímulo acrescido para prolongar esta série, que esteve para terminar no nº 1000. No entanto, ao perceber que ficavam de fora excelentes canções, decidi dar-lhe novo fôlego até outro número redondo (eu gosto de números redondos). E fique descansado: não haverá mês nenhum sem a ‘chanson’ aqui estar representada.
Nestes dois últimos meses, por exemplo, já por cá passaram Jacques Dutronc (Mini Mini Mini), Luciènne Boyer (Parlez-Moi d’ Amour) e Edith Piaf (Mon Légionnaire), além aqui do Brel.
rmg, terá de fazer um esforço, então. E de entender que, para quem é ‘Brelómana’ como eu, desde adolescente, todas as versões, et pour cause, são sublimes. Por maioria de razão e não por distracção. … E muito menos por superficialidade.
Recapitulemos .
Pedro Correia postou uma canção de Jacques Brel .
Eu fiz um comentário que considero “técnico” .
Pedro Correia respondeu-me (como sempre faz , também nisso é incansável) com um comentário que também se pode considerar “técnico” , ninguém até aqui fez quaisquer outras considerações sobre Brel ou a sua obra .
Laura Ramos fez um comentário desvalorizando (é uma força de expressão , peço desculpa) aquela troca de opiniões “técnica” em contraponto com a sublimidade da obra de Brel .
Não gostou que eu comentasse que não ía entrar na história da construção da versão de 67 e no porquê da desconstrução da versão de 64 por causa daquela sua intervenção , o que também é o seu direito como era o meu não querer ocupar muito mais tempo com o caso depois daí como explico a seguir (o que não me impediu de escrever bastante).
Portanto , tendo todos exercido os seus direitos , podemos ficar por aqui .
Não vou então fazer um esforço ainda que lhe agradeça o ar condescendente e compreensivo com que se me dirige .
Nunca esteve em causa que tudo fôsse sublime para uns e porventura uma grande palermice para outros mas daí a levar com um “para que é que isso interessa , é tudo bestial” vai uma certa distância (até porque nem tudo é bestial ainda que quase tudo o seja) .
A versão de 67 , insisto , é notável mesmo (e em especial se) comparada com a de 64 , meter tudo no mesmo saco é sempre banalizar algo .
Mas a minha “2ª língua materna” é o francês , portanto quando do 1º disco dele de 1954 que meu Pai adquiriu já eu tinha 7 anos e “percebia” tudo ainda que não “compreendesse” nada , sou suspeito desde pequenino .
E como não disse nada a seu respeito que pusesse em causa as suas razões , as suas distracções e muito menos a sua superficialidade em relação a Brel ou ao que quer que seja , isso é tudo seu e consigo fica , nem vejo a que propósito foi buscar isso tudo .
P.S. – “Bon Dieu” no princípio de uma frase é sempre ambíguo , como deve saber.
E na internet , não se tendo nem a entoação nem a cara do interlocutor , fica “pendurado” do seguimento da frase no contexto da conversa .
Bon Dieu, mas para quem conhece Brel é indiferente a versão.
Sempre sublime.
Toujours, ma chère, toujours.