6 comentários em “As canções do século (1118)”

    1. Temas italianos continuarão a passar por aqui, Ana. A canção italiana, tanto a de origem erudita como a de origem popular, influenciou os maiores cantores de todas as latitudes. Acho incompreensivel que seja sistematicamente esquecida nas habituais listas de ‘melhores de sempre’, quase apenas consagradas ao som anglo-americano. Recentemente espreitei uma lista dessas, elaborada pela ‘Rolling Stone’, com os ‘500 melhores’ temas musicais do sec. XX: apenas um não era em ingles! Como se o resto do mundo não existisse. E brasileiros, espanhois, cubanos, franceses e tantos outros não tivessem contribuido para que a música popular tivesse o caracter universal que hoje tem. Uma Piaf, um Piazzolla, um Brel, um Caetano, um Jobim, um Montand, uma Celia Cruz, uma Amália, uma Mercedes Sosa, são grande figuras da música sem fronteiras, reconhecidas em todo o mundo sem necessidade de prestar vassalagem ao idioma de Shakespeare e dos Beatles.

      1. Tens toda a razão. Tanto mais que muitos êxitos musicais em inglês são novas versões de canções italianas e francesas (e até espanholas) de que já ninguém se lembra. Esta hegemonia anglo-saxónica na música é ridícula, saloia e injusta.

        1. Tal e qual. Há inúmeros exemplos desses. O caso mais gritante é o célebre ‘My Way’, interpretado pelo Sinatra (‘Comme d’Habitude’, de Claude François, no original).

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