Tenho-a também em lugar de destaque no meu panteão pessoal, Carlos. Não por acaso, ela já aqui passou com oito canções: ‘The Man I Love’, ‘The Very Thought of You’, ‘Don’t Explain’, ‘You’ve Changed’, ‘Strange Fruit’, ‘Solitude’ e ‘My Man’, além desta. Muitos intérpretes da música popular passam de moda ao fim de alguns anos, um par de décadas no máximo. Mas Billie Holiday perdura, como se estivesse em sintonia com todas as épocas. E está mesmo.
Completamente de acordo, Pedro. E é impressionante como podemos seguir a trajectória pessoal de Lady Day através da sua voz, desde a frescura das gravações para a Columbia nos anos 30 até à fase das gravações para a Verve, em que a frescura deu lugar a uma forma de cantar que assenta sobretudo na partilha de uma história; pelo meio, a gravação de “Strange Fruit” para a Commodore em finais dos anos 30, que antecedeu a folk de protesto, e a exuberância das gravações com orquestra para a Decca nos anos 40. Sempre, do princípio ao fim, uma voz e uma sensibilidade únicas, servidas por uma técnica impressionante que lhe permitiu ser admirada pelos principais instrumentistas como uma igual. Em suma: uma cantora absolutamente única (apesar das inúmeras tentativas de imitação).
É verdade, Carlos: absolutamente inimitável. E uma intérprete inconfundível de temas que nunca nos soarão tão bem nas vozes de outros intérpretes. ‘Strange Fruit’, que justamente menciona, é uma das canções mais belas e arrepiantes de todos os tempos, na interpretação de Billie Holiday.
Para mim, é a maior cantora popular norte-americana do século XX.
Tenho-a também em lugar de destaque no meu panteão pessoal, Carlos. Não por acaso, ela já aqui passou com oito canções: ‘The Man I Love’, ‘The Very Thought of You’, ‘Don’t Explain’,
‘You’ve Changed’, ‘Strange Fruit’, ‘Solitude’ e ‘My Man’, além desta.
Muitos intérpretes da música popular passam de moda ao fim de alguns anos, um par de décadas no máximo. Mas Billie Holiday perdura, como se estivesse em sintonia com todas as épocas. E está mesmo.
Completamente de acordo, Pedro. E é impressionante como podemos seguir a trajectória pessoal de Lady Day através da sua voz, desde a frescura das gravações para a Columbia nos anos 30 até à fase das gravações para a Verve, em que a frescura deu lugar a uma forma de cantar que assenta sobretudo na partilha de uma história; pelo meio, a gravação de “Strange Fruit” para a Commodore em finais dos anos 30, que antecedeu a folk de protesto, e a exuberância das gravações com orquestra para a Decca nos anos 40. Sempre, do princípio ao fim, uma voz e uma sensibilidade únicas, servidas por uma técnica impressionante que lhe permitiu ser admirada pelos principais instrumentistas como uma igual. Em suma: uma cantora absolutamente única (apesar das inúmeras tentativas de imitação).
É verdade, Carlos: absolutamente inimitável. E uma intérprete inconfundível de temas que nunca nos soarão tão bem nas vozes de outros intérpretes. ‘Strange Fruit’, que justamente menciona, é uma das canções mais belas e arrepiantes de todos os tempos, na interpretação de Billie Holiday.