Haines Shoe House, em Hellam (Pensilvânia, EUA)
Esta casa-sapato (ou casa-bota) é a Haines Shoe House e fica em Hellam, um lugar rural na região de York, Pensilvânia. Foi erguida em 1948/49 pelo coronel milionário Mahlon M. Haines, patrão da Shoe Wizard, uma cadeia com 40 sapatarias e muita publicidade, em Pensilvânia e Maryland.
A estrutura é em estuque e madeira, sustentada por rede de arame. Tem sala, cozinha, três quartos e duas casas-de-banho, distribuídos por cinco níveis diferentes. No rés-do-chão havia uma garagem, mais tarde transformada em loja de gelados. A casa deu o nome à via que lhe passa em frente, a Shoe House Road.
As janelas têm vidro temperado, com decoração alusiva, e à entrada está a figura do próprio Haines com uma bota em cada mão e os dizeres: "Haines – The Shoe Wizard".
A verdade é que Haines nunca viveu nesta casa. Em vez disso, começou por oferecê-la a casais de meia-idade para fins-de-semana românticos: 38 casais tiveram a sorte de ser contemplados por ele, que tinha fama de ser um benemérito. Mais tarde, passou a sortear fins-de-semana de sonho a casais em lua-de-mel, com todo o conforto e serviço completo – tratados como "reis e rainhas" – entre os que tivessem uma Haines Shoe Store na localidade em que morassem. Cada casal recebia ainda calçado de primeira categoria.
Depois de morrer, em 1962, foi comprada por um dentista, que passou a vender gelados, snacks e souvenirs na antiga garagem, até que a casa ficou muito deteriorada e foi fechada, no início dos anos em 80.
Em 1987, foi comprada em leilão por uma neta de Haines, que passou quatro anos a restaurá-la para ser uma pousada. Não chegou a abri-la e vendeu-a em 1991, quando passou a ser uma atracção turística e novamente a vender gelados. Voltou a ser vendida em 2003, com a condição de se manter aberta a turistas e o interior preservado como casa-museu. Finalmente, em 2007, foi restaurada e passou a integrar o programa das Hampton Inn’s "Save-a-Landmark", uma cadeia hoteleira do grupo Hilton. Na loja, pode adquirir-se o livro The Life and Times of Mahlon Haines e o serviço no snack-bar incluiu petiscos sugestivos, como "heelbasi" e "toedogs".
O terreno em volta da casa conserva elementos em forma de sapato: a casota do cão, o motivo colocado no portão, a caixa do correio, o campo de jogos e por aí fora.
Seria injusto dizer que a Haines Shoe House é vista com maus olhos, até porque está no campo. Ou seja: é uma bota ao pé de coisa nenhuma. Mas representa um problema social sem solução: ninguém se sente muito atraído pela ideia de levar à boca (ou sequer ao nariz) um gelado ou um snack que sai de um sapato! Por isso, é previsível que continue a mudar de mãos. Só não se prevê que mude de pé…










Não sei porquê, João, mas não consigo achá-la polémica…
(Estarei a regredir à infância? Quem sabe…)
Um bom domingo!
Não é necessariamente polémica, mas a verdade é que tem mudado de dono consecutivamente. O interior de um sapato não é propriamente uma atracção, excepto para ideia infantil de um coronel excêntrico. Hehe…
:))
Imagine um sismo quando se está dentro daquela casa. Parecia mais um sapateado e ninguém ligava.
Sim, é verdade, mas eu referia-me à estética, achei giro o formato. Ainda não tinha chegado à parte de imaginar como será viver dentro de um sapato…
Acho que as crianças gostariam de brincar numa casa assim… por isso receio mesmo estar a regredir… imaginei-me nessa fase e a deparar com uma casa destas no meio do campo…
Onde é que descobre estas coisas?
É bom conservarmos algo de criança.
Esta descobri-a em Hellam (Pensilvânia, EUA). Hehe…
Ora aqui está uma bota nada fácil de descalçar.
Mesmo nada.
Essa “Bota”, no mínimo , João, tem um percurso extraordinário.:))
E é número exclusivo.
É caso para dizer que este milionário tinha tudo e umas botas.
Botas não direi. Mas lá que tinha uma bota do tamanho da sapataria, lá isso tinha.