«Agora, graças à grande revolução audiovisual e cibernética, a privacidade deixou de existir, e em qualquer caso ninguém a respeita: transgredi-la é um desporto praticado diariamente pelos órgãos de informação perante um público que assim o exige com avidez. Desde que rebentou este escândalo [o da suposta infidelidade do general David Petraeus, director da CIA], as televisões, as rádios e os jornais – já para não falar das redes sociais – exploram o acontecimento de forma incessante e frenética, até à náusea. Esta é a civilização do espectáculo dura e crua, vomitando insídia em abundância mas também, há que reconhecer, submetendo o sistema a uma autocrítica impiedosa, implacável, mostrando as fragilidades que se ocultam por detrás do aparato do poder, e como as misérias e as debilidades humanas encontram sempre forma de entranhar-se nos redutos que mais parecem defendidos contra elas.»
Mario Vargas Llosa, hoje, no El País
(tradução minha)
A administração Obama bem tenta.
O ênfase dado ao alegado aspecto picante, envolvendo o Director da CIA -e que aliás era conhecido há meses- pretende desviar a atenção e encobrir os erros da administração Obama, antes e durante o ataque da AL Queda”, que resultou na morte de um Embaixador e 3 cidadãos dos EUA.
Esta procissão ainda vai no adro.
Aos republicanos -e aos militares- cheirou-lhes a sangue … e sem sangue Nixon teve que resignar.
Já imaginaram um Presidente Biden ?. 🙂
Humm… É impressão minha ou vai por aí muita teoria da conspiração?
Caro Pedro Correia. Sim uma boa pitada de …
Mas lembremo-nos que o “impeachment” de Nixon vendeu jornais, e TV, durante 2 anos. E até resultou.
Nestas coisas da propaganda política o resultado final, por vezes, tem menos valor do que os tempos de antena … o massacre diário.
E lá nos “States” a campanha eleitoral para 2016 já vai no adro … Concorda?. Cordialmente.