Tenho estado ausente, acredito que tenha lido fora do contexto. Explico a leitura feita: vai surgir sempre um alguém que diga tais alarvidades, que considere ser o sexo um dado adquirido porque uma mulher se veste de determinada foma ou frequenta determinado local ou tem determinada profissão ou até determinado modo de vida. Só que esse alguém são muitos alguéns, homens e mulheres – se fosse apenas um seria sinal de melhoria. Na educação que adquirimos e na educação que damos.
Há mulheres que se vestem de determinada forma de acordo com o seu modo de vida. Sarin todos nós sabemos de mulheres que engravidam “por descuido ” sem outra paixão que um determinado interesse. Agora surge uma nova modus operandi. Fui violada, fui sujeita a perícia, tendo esta revelado vestígios orgânicos e perturbação pós traumática. Agora pergunto, alguém que recorre a tal estratégia não poderá estar já há algum tempo perturbada?
Isso em nada está relacionado com a frase “ela não sabia ao que ia?”, tão ouvida em tantos casos. Machismo puro – “ela” não tem de fazer o que os outros acham que “ela” é suposto fazer, seja numa festa seja num quarto de hotel. Nem “ela” nem “ele”. Podemos questionar a validade de denúncias e a motivação das mesmas sem usarmos preconceitos. Podemos e devemos, a bem do acusado e do acusador.
Uma prostituta ou uma actriz de filmes pornográficos veste-se ou despe-se de uma determinada maneira e de acordo com a sua profissão – e nem a roupa nem a profissão dão direito a um homem ou a uma mulher de ter com ela sexo não consentido.
Olá, Pedro 🙂
Existe hoje sexo não consentido e sexo arrependido. Olá Sarin
Sempre existiu, sempre existiram. Assim como sempre existiram aproveitadoras. Ínfimo número quando comparado com o de aproveitadores, mas indesculpáveis todos.
Tal como indesculpáveis são os que tentam desculpar tais atitudes com um “e ela não sabia ao que ia?”
Ínfimo o número de aproveitadoras por uma questão de biologia ou por uma questão de oportunidade? É que parece-me estarmos perante o surgimento de um cultura nova de Novas Oportunidades..
Questão sociológica, mesmo. Hoje como há 500 anos, pesem as Novas Oportunidades serem velhas como Salomé. Ou mais…
O problema é que há sempre muitos. E não é importante o caso. A mulher é frequentemente acusada de uma coisa ou outra e o homem raramente sofre a mesma humilhação.
A sociedade pôs-nos a jeito ao longo dos séculos… pôs-nos a nós a jeito para sermos vítimas e a vós, homens, para serem agressores. E o desdém, o opróbrio, a devassa da vida privada ainda é maior quando a vítima é um homem – a menos que seja jovem e vítima de outro homem, claro. Que até nisto as vítimas têm que ter sorte.
João André, claro que importa o caso: quer apostar que muitos trocariam um “ela não sabia ao que ia?” por um “canalha, o gajo merece prisão” se o acusado fosse, por exemplo, o empregado que recolhia os copos vazios durante uma festa? Apenas trocariam o machismo por outro ismo mais apetecível, porque para esses muitos o importante raramente são os factos.
Sarin, se o caso fosse com esse dos copos vazios não falariamos. Aliás ninguém se lembraria de uma noite distante cheia de anos.
Por isso depender do caso.
Mas discordo: uma vítima lembra-se, pode lembrar-se mesmo que o trauma oculte ou altere as memórias.
Não sei quem é a vítima – mas tendo sempre a considerar culpado aquele ou aquela que paga silêncios. No mínimo, serão culpados por cederem a questões de imagem em vez de pugnarem pelo direito de se defenderem às claras. No mínimo, são culpados por alimentarem o monstro.
Ronaldo também pagou o silêncio da mãe dos seus filhos. Parece estar-lhe no sangue. Mas o pagamento pode ser um modo de escapar à chantagem da mentira.
Pode ser chantagem à mentira – e ainda assim não há garantias de que esta não seja divulgada. Trump, Ronaldo, Argento, de repente recordo-me destes três terem pago por silêncios que o não foram.
Se são inocentes daquilo que os acusam? Não sei. Mas responsabilizo-os por contribuirem para escamotear a verdade, e (coisa rara em mim) culpo-os por, do alto do seu poder mediático, alimentarem o monstro das aparências e das meias verdades. Não é que quem não deve não tenha que temer – mas a honestidade requer métodos honestos. A velha história dos meios, dos fins e dos Princípios 😉
Neste tempo de sexo, algumas(muitas) dizem: estou de boa saude. faço sexo todos os dias ! Caraças. mas não trabalham, não leem? O maior jogador portugues foi “comido de cebolada” mais sorte teve um craque do Benfica na década de 80, o Reinaldo. Ja nem falo do arquiteto.
Não estamos, felizmente, muito menos na década de 60. Os casos apontados parece que foram consentidos, embora o artista tivesse uns gostos estranhos, não seria o que as senhoras queriam. Mas….como dizia o outro :ACONTECE.
Não sei o que se passou. Confesso que o meu interesse por estes “casos da vida” é pouco. Criticar a vítima (afinal, entrou na coutada do Macho Latino) é tão mau como criticar o suposto (presunção de inocência?) agressor, que é um burgesso cheio de dinheiro que pensa poder fazer o que quer. O sexismo funciona para os dois lados, burra dela que foi ao quarto dele, pôs-se a jeito (diz que de quatro), burro dele que molha o pincel em qualquer uma, sujeita-se a ficar de quatro, ainda que metaforicamente.
Sou um admirador confesso do Ronaldo. Para mim, é mesmo o melhor do mundo. O que ele faz fora das 4 linhas só me interessa na medida em que possa afetar o seu rendimento desportivo. Estou até à espera do jogo com a Udinese, para testar a situação. Mas estou preocupado. É que, se percebo alguma coisa de mulheres (coisa difícil), o facto de a queixosa ser assistida no hospital a ferimentos causados no ato, prova, só por si, que houve violência, logo, violação. Nenhuma mulher, quando não está preparada, consente ser rasgada dessa maneira. Estou preocupado! João de Brito
Na minha juventude, depois de uma valente farra universitária, houve uma moça que apareceu no meu quarto como Deus a pôs no Mundo e, sem cerimónias, se meteu no vale de lençóis que por mim já era ocupado, dizendo que tinha frio. Eu, rapaz avisadíssimo, tão conhecedor daquilo que o futuro nos traria quanto o grande Professor Karamba conhecedor é do que vai acontecer em 2019 ao habitante da Manchúria interior Xiang Zao Dong, ainda com a juvenil esperança de vir a ser milionário e ciente de que, àquelas horas da madrugada, dificilmente se encontraria à mão um Professor Doutor que me deslindasse as positivas ou negativas virtualidades semânticas daquele “tenho frio”, providenciei-lhe-lhe um aquecedor a óleo e um cobertor quentinho e fui dormir para o sofá da sala, não me esquecendo – por causa das moscas – de trancar à chave a porta da mesma.
… até porque estando a moça com frio ela nunca consentiria em sexo… e porque todos aprendemos desde há muito que as mulheres são seres frágeis e incapazes de assumirem as consequências dos seus actos.
Sim, também já me aconteceu!! Quando dei por ela estavam a tentar vender-me um time sharing no Algarve!!
São chatos. Mas felizmente podemos ignorá-los. Ou desligar o telefone.
Se for apenas um, será bom sinal… mas não é apenas um, pois não? E umas também.
“um momento” no sentido de: alguém (no caso, uma mulher) faz uma revelação.
Não, não há só um momento, nem sequer no mesmo caso há apenas uma revelação. As mulheres são dissecadas ad nauseam.
Se estava a perguntar sobre a série, já publiquei com datas para os próximos 7 dias….
Tenho estado ausente, acredito que tenha lido fora do contexto.
Explico a leitura feita: vai surgir sempre um alguém que diga tais alarvidades, que considere ser o sexo um dado adquirido porque uma mulher se veste de determinada foma ou frequenta determinado local ou tem determinada profissão ou até determinado modo de vida. Só que esse alguém são muitos alguéns, homens e mulheres – se fosse apenas um seria sinal de melhoria. Na educação que adquirimos e na educação que damos.
Há mulheres que se vestem de determinada forma de acordo com o seu modo de vida. Sarin todos nós sabemos de mulheres que engravidam “por descuido ” sem outra paixão que um determinado interesse. Agora surge uma nova modus operandi. Fui violada, fui sujeita a perícia, tendo esta revelado vestígios orgânicos e perturbação pós traumática. Agora pergunto, alguém que recorre a tal estratégia não poderá estar já há algum tempo perturbada?
Isso em nada está relacionado com a frase “ela não sabia ao que ia?”, tão ouvida em tantos casos. Machismo puro – “ela” não tem de fazer o que os outros acham que “ela” é suposto fazer, seja numa festa seja num quarto de hotel. Nem “ela” nem “ele”.
Podemos questionar a validade de denúncias e a motivação das mesmas sem usarmos preconceitos. Podemos e devemos, a bem do acusado e do acusador.
Uma prostituta ou uma actriz de filmes pornográficos veste-se ou despe-se de uma determinada maneira e de acordo com a sua profissão – e nem a roupa nem a profissão dão direito a um homem ou a uma mulher de ter com ela sexo não consentido.
Olá, Pedro 🙂
Existe hoje sexo não consentido e sexo arrependido. Olá Sarin
Sempre existiu, sempre existiram. Assim como sempre existiram aproveitadoras. Ínfimo número quando comparado com o de aproveitadores, mas indesculpáveis todos.
Tal como indesculpáveis são os que tentam desculpar tais atitudes com um “e ela não sabia ao que ia?”
Ínfimo o número de aproveitadoras por uma questão de biologia ou por uma questão de oportunidade? É que parece-me estarmos perante o surgimento de um cultura nova de Novas Oportunidades..
Questão sociológica, mesmo. Hoje como há 500 anos, pesem as Novas Oportunidades serem velhas como Salomé. Ou mais…
O problema é que há sempre muitos. E não é importante o caso. A mulher é frequentemente acusada de uma coisa ou outra e o homem raramente sofre a mesma humilhação.
A sociedade pôs-nos a jeito ao longo dos séculos… pôs-nos a nós a jeito para sermos vítimas e a vós, homens, para serem agressores. E o desdém, o opróbrio, a devassa da vida privada ainda é maior quando a vítima é um homem – a menos que seja jovem e vítima de outro homem, claro. Que até nisto as vítimas têm que ter sorte.
João André, claro que importa o caso: quer apostar que muitos trocariam um “ela não sabia ao que ia?” por um “canalha, o gajo merece prisão” se o acusado fosse, por exemplo, o empregado que recolhia os copos vazios durante uma festa? Apenas trocariam o machismo por outro ismo mais apetecível, porque para esses muitos o importante raramente são os factos.
Sarin, se o caso fosse com esse dos copos vazios não falariamos. Aliás ninguém se lembraria de uma noite distante cheia de anos.
Por isso depender do caso.
Mas discordo: uma vítima lembra-se, pode lembrar-se mesmo que o trauma oculte ou altere as memórias.
Não sei quem é a vítima – mas tendo sempre a considerar culpado aquele ou aquela que paga silêncios. No mínimo, serão culpados por cederem a questões de imagem em vez de pugnarem pelo direito de se defenderem às claras. No mínimo, são culpados por alimentarem o monstro.
Ronaldo também pagou o silêncio da mãe dos seus filhos. Parece estar-lhe no sangue. Mas o pagamento pode ser um modo de escapar à chantagem da mentira.
Pode ser chantagem à mentira – e ainda assim não há garantias de que esta não seja divulgada.
Trump, Ronaldo, Argento, de repente recordo-me destes três terem pago por silêncios que o não foram.
Se são inocentes daquilo que os acusam? Não sei. Mas responsabilizo-os por contribuirem para escamotear a verdade, e (coisa rara em mim) culpo-os por, do alto do seu poder mediático, alimentarem o monstro das aparências e das meias verdades.
Não é que quem não deve não tenha que temer – mas a honestidade requer métodos honestos. A velha história dos meios, dos fins e dos Princípios 😉
Neste tempo de sexo, algumas(muitas) dizem: estou de boa saude. faço sexo todos os dias !
Caraças. mas não trabalham, não leem?
O maior jogador portugues foi “comido de cebolada” mais sorte teve um craque do Benfica na década de 80, o Reinaldo. Ja nem falo do arquiteto.
Felizmente não estamos nas décadas de 80 nem de 90.
Não estamos, felizmente, muito menos na década de 60. Os casos apontados parece que foram consentidos, embora o artista tivesse uns gostos estranhos, não seria o que as senhoras queriam. Mas….como dizia o outro :ACONTECE.
Não sei o que se passou.
Confesso que o meu interesse por estes “casos da vida” é pouco.
Criticar a vítima (afinal, entrou na coutada do Macho Latino) é tão mau como criticar o suposto (presunção de inocência?) agressor, que é um burgesso cheio de dinheiro que pensa poder fazer o que quer.
O sexismo funciona para os dois lados, burra dela que foi ao quarto dele, pôs-se a jeito (diz que de quatro), burro dele que molha o pincel em qualquer uma, sujeita-se a ficar de quatro, ainda que metaforicamente.
O post não pretende falar dos acusados. Apenas da acusação que as mulheres que fazem a denúncia sofrem.
Comentário rápido: como se pode imaginar, esta série de posts é motivada por um caso recente.
Apesar do que possa parecer, não estou a retirar as frases que irão ver de qualquer caso específico.
Sou um admirador confesso do Ronaldo.
Para mim, é mesmo o melhor do mundo.
O que ele faz fora das 4 linhas só me interessa na medida em que possa afetar o seu rendimento desportivo.
Estou até à espera do jogo com a Udinese, para testar a situação.
Mas estou preocupado.
É que, se percebo alguma coisa de mulheres (coisa difícil), o facto de a queixosa ser assistida no hospital a ferimentos causados no ato, prova, só por si, que houve violência, logo, violação.
Nenhuma mulher, quando não está preparada, consente ser rasgada dessa maneira.
Estou preocupado!
João de Brito
Práticas sexuais violentas não implicam violação
Se implicassem, já não havia serventia carcerária para tanta rapaziada sadomaso…
Na minha juventude, depois de uma valente farra universitária, houve uma moça que apareceu no meu quarto como Deus a pôs no Mundo e, sem cerimónias, se meteu no vale de lençóis que por mim já era ocupado, dizendo que tinha frio.
Eu, rapaz avisadíssimo, tão conhecedor daquilo que o futuro nos traria quanto o grande Professor Karamba conhecedor é do que vai acontecer em 2019 ao habitante da Manchúria interior Xiang Zao Dong, ainda com a juvenil esperança de vir a ser milionário e ciente de que, àquelas horas da madrugada, dificilmente se encontraria à mão um Professor Doutor que me deslindasse as positivas ou negativas virtualidades semânticas daquele “tenho frio”, providenciei-lhe-lhe um aquecedor a óleo e um cobertor quentinho e fui dormir para o sofá da sala, não me esquecendo – por causa das moscas – de trancar à chave a porta da mesma.
… até porque estando a moça com frio ela nunca consentiria em sexo… e porque todos aprendemos desde há muito que as mulheres são seres frágeis e incapazes de assumirem as consequências dos seus actos.
Francamente, não entendi nada do que o meu amigo escreveu. Culpa minha, certamente…