Nunca os economistas estiveram tanto em voga: quanto maior é a crise, mais rivalizam com os futebolistas enquanto campeões da permanência nos ecrãs televisivos. A esmagadora maioria limita-se a dizer-nos o que todos já sabemos, embora o diga com indisfarçável convicção: que as coisas estão más, que a situação é difícil, que a recuperação será penosa, que os problemas sociais poderão multiplicar-se, que a criação de emprego é um objectivo prioritário mas de concretização problemática. Patati, patatá.
Ouço este corrupio de crânios em desfile na pantalha, noite após noite, e questiono-me por que motivo não terão eles surgido com a sua palavra avisada e esclarecida quando o rumo dos acontecimentos era ainda incerto e a prosperidade parecia prolongar-se em rota ascendente ao contrário do que sucedeu depois.
Há um velho aforismo que me vem à memória em momentos destes: depois da batalha, todos somos generais.
E lembro-me de outro: Deus criou os economistas para que os meteorologistas tivessem credibilidade.
Estamos bem entregues com tantos génios a velar por nós.


«corrupio de crânios em desfile na pantalha»
Caso Cravinho na SIC.
Este cérebro privilegiado (por um cartão do partido),
discorria há dias sobre a Sra Merkel.
Um espanto.
O autor das borradas Ota´s & SCUT´s.
Somos assim.
Alguns dos generais notabilizaram-se precisamente pelas derrotas sucessivas que foram coleccionando. Não só em batalhas mas em vulgares escaramuças.
Estamos bem entregues com tantos génios a velar por nós. 012/04/04/para-quem-ainda-nao-tinha-perc ebido-a-perda-de-soberania-e-isto/
Estamos pois!
http://umjardimnodeserto.wordpress.com/2
Vi há minutos um desses sábios novamente na TV. Falava de coisas péssimas mas com um largo sorriso nos lábios, como se fosse imune a todas as intempéries. Às vezes questiono-me em que planeta vive certa gente.
Se um economista dissesse isso seria considerado louco pelos bem pensantes e escorraçado.
Em Portugal o que conta é sempre apanhar a disposição do presente, l’air du temps, não houve passado nem haverá futuro.
Carneiros.
Uma simples pergunta: O que aconteceria a um Economista que fosse contra o Défice em Portugal?
Como é obvio não arranjaria emprego em lado nenhum a não ser um medíocre.
Do povo aos políticos passando pelas grandes empresas estão todos viciados no défice.
E piorou, antigamente bastava défice de 3-4% agora défice de 10% parece ser o mínimo para não haver “recessão” dizem aqueles que não sabem fazer contas nem sabem o que é uma recessão…Défice sempre.
Finalmente a profissão de economista tem o bias de querer intervir na economia para justificar a existência e expansão da classe logo é do interesse profissional estar bem coladinho ao vento do tempo presente.
Nota-se. Por isso regresso ao meu tema de base: depois da batalha todos somos generais.
Ah, mas é que os houve. Ninguém se lembrou foi deles, daqueles que no ínicio disseram que isto ia dar para o torto.
Sim, mas não é desses que eu falo. É dos outros. A imensa maioria.