Aplausos a Marcelo


Pedro Correia,

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1. Por ter promulgado o Orçamento do Estado sem deixar de exigir “rigor” na sua execução.

 

2. Por agir nesta matéria com a rapidez que o calendário justifica e o bom-senso impõe.

 

3. Por haver explicado, no essencial, o Orçamento do Estado aos portugueses.

 

4. Por tê-lo feito numa linguagem acessível, em cerca de dez minutos. Ao Presidente da República cabe também, entre os poderes informais de que dispõe, esta pedagogia democrática.

 

5. Por ter dispensado um discurso escrito, demasiado formal e ostensivamente pomposo. O que não significa que tenha falado de improviso, ao contrário do que alguns assinalaram. Façamos-lhe justiça: com Marcelo nunca há improvisos.

 

6. Por ter falado ao País às cinco da tarde, horário até agora impensável para os nossos maus hábitos políticos, pautados pelos jornais televisivos da noite – algo absurdo num mundo onde a informação circula a todo o momento. Todos nos lembramos de uma “importantíssima” declaração de Cavaco Silva anunciada em Julho de 2008 num jornal da manhã e só consumada às oito horas dessa noite, coincidindo com os telediários. O então inquilino de Belém, interrompendo as férias, deixou Portugal em suspenso durante um dia de trabalho para no final a montanha parir um rato.

 

7. Porque com ele, como sublinha o Luís Aguiar-Conraria, “a normalidade constitucional voltou a Belém“.

0 comentários em “Aplausos a Marcelo”

  1. voltei nele como entertiner, arte em que continua a ser exímio.
    na minha terra alentejana só se elogiava a merda
    não é só o peixw que morre pela boca
    manifesta a falta de coragem que atingirá as nossas cartêras

  2. Quem lhe diz que ele dispensou um discurso escrito? Ele pode muito bem tê-lo escrito e tê-lo mandado projetar na parede do fundo da sala, como se faz para os locutores dos telejornais. Ou seja, ele poderia estar de facto a ler, mas um discurso projetado na parede.

  3. Para o modelo de presidente institucionalmente implantado em Portugal, agiu em conformidade e inteligência, ao mesmo tempo que assume que é tempo do executivo governar em normalidade e mostrar o que vale e a crispação entretanto não leva a lado nenhum. Muito bem.

    1. Limar arestas, contra as crispações: é este o dever institucional do Presidente, é isto que esperam dele os que votaram Marcelo.
      Os que se apressam desde já a criticá-lo não votaram nele. Mais: fizeram tudo para que não fosse candidato e não hesitaram em combatê-lo durante a campanha, alegando que não era “bacteriologicamente puro” por não ter ‘pedigree’ de “direita” (seja lá o que isso for).
      Tudo normal, portanto.

  4. Particularmente significativa a escolha das 17 horas, que dá um claro sinal de que a função pública não trabalha fora-de-horas na presente e infamante regra troikista de pagamento de horas extraordinárias!

    1. E dá razão à nova líder do CDS, Assunção Cristas: a política não pode ser feita a partir das 20 horas, de acordo com padrões machistas destinados a excluir mulheres com vida familiar:
      https://books.google.pt/books?id=hwdOCwAAQBAJ&pg=PT51&lpg=PT51&dq=assun%C3%A7%C3%A3o+cristas+novos+hor%C3%A1rios+na+pol%C3%ADtica&source=bl&ots=8ajyLT21KL&sig=YjpnI1Kn04wU3X9oEJjTB1rF1zE&hl=pt-PT&sa=X&ved=0ahUKEwiDtaiU5eXLAhWMWxQKHdb1CTkQ6AEIPDAG#v=onepage&q=assun%C3%A7%C3%A3o%20cristas%20novos%20hor%C3%A1rios%20na%20pol%C3%ADtica&f=false

  5. Como já antes mencionado, PR Marcelo é, para mim, como os Americanos vistos por Churchill – no fim acabam por fazer a coisa certa, mas só depois de tentarem fazer as coisas de todos os diversos outros modos.
    Por agora, ainda estamos na fase de ir maquilhando e caucionando muita asinina, ou seja ainda não é tempo de fazer as coisas certas…. Ou seja, é tempo das ´fezadas’….

      1. Tem absoluta razão, mas Marcelo não recebeu um país sem dinheiro e sob a alçada da troika, que faria ele em igualdade de circunstâncias?

        1. Marcelo recebeu um país com uma divida bem maior e com uma Troika vigilante. Quanto a factos não há argumentos.

  6. MRS, o namoradinho dos portugueses e portuguesas,

    Até tem um cãozinho.

    Eu também votei no fofinho.
    Na riqueza.
    Se o apanho a jeito, pespego-lhe com uma beijoca repenicada na bochechita esquálida…ai ai…

  7. Considero-me uma razoável avaliadora do car, depois de quase 40 anos a trabalhar directamente com pessoas de todos os extractos sociais, cores, credos e nacionalidades. Não escondo que sempre gostei de MRS. Conhecê-lo foi apenas constatar que tenho quase sempre razão e raramente me engano 🙂 🙂 🙂
    Escusado será dizer que este texto do Pedro é exemplificador e não limita a realidade senão aos que estão limitados por outras realidades mais limitadas

    1. Marcelo chega à Presidência no momento certo, Dulce. Quando o País mais precisava dele, da sua palavra mobilizadora e do seu exemplo inspirador.
      Não tenho a menor dúvida quanto a isso.

      1. O iPad ( gadget infernal ) boicotou o carácter pela metade, e deixou só “car”… O tempo provará o engano da maquineta, tenho a certeza 🙂 🙂 🙂

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