Aplauso.


Luís Menezes Leitão,

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Para este corajoso texto de Pacheco Pereira, a denunciar a vergonha que se está a passar aqui ao lado e em relação à qual a Europa pretende fechar os olhos:

“Em que países da Europa é que seria hoje possível fazer um processo por “sedição”? Dois: ­a Rússia e a Espanha. Neste momento estão a ser julgados em Madrid um conjunto de dirigentes políticos catalães eleitos, com funções na Catalunha durante o movimento pela independência, por “rebelião, sedição e peculato”. A acusação de “peculato” é ridícula, destina-se apenas ao esfregar das mãos dos seus adversários, dizendo que eles “roubaram” alguma coisa, quando a acusação diz respeito ao uso de dinheiros públicos, geridos pelo governo legítimo da Catalunha, para organizar os processos de referendo. Aliás, os argumentos jurídicos são a maneira neste caso de deixarmos de ver o essencial: estes homens foram eleitos para fazerem o que fizeram, contam com o apoio dos catalães e conduziram um processo pacífico destinado a garantir a independência da região da Catalunha, algo que não é alheio a direitos e garantias do próprio estatuto catalão e dos compromissos para a sua revisão. É um processo político puro, e os presos catalães são presos políticos puros.

A outra coisa do domínio do político é o silêncio cúmplice de toda a União Europeia, que não mexe uma palha perante o que se está a passar em Madrid, onde a comunicação social se comporta como partidária do “espanholismo” mais radical e mobiliza os seus leitores, ouvintes e telespectadores para exigirem a condenação dos catalães, como se de criminosos de delito comum se tratassem. Este silêncio cúmplice é mais uma pedra no abandono de valores da União, que se mobiliza para todas as causas longínquas e oculta as que estão bem dentro dela“.

0 comentários em “Aplauso.”

  1. Os acontecimentos na Catalunha nada mais são que o reflexo desta Europa que pretende levar a efeito a sedição de valores comuns e maioritários, tornando as funções do estado captivas de alguns grupos que pretendem levar a efeito agendas anti-naturais e contrárias ao senso comum.

    Destacam-se neste quadro não só as perseguições aos contestários catalães, transformando-os em presos políticos, mas também o que se passa em torno da ideologia do género e dos géneros e da falsidade em torno das alterações climáticas. Como referido, estas questões são somente ideológicas e não científicas.
    Pretende-se entregar as funções do estado à gestão repressiva histérica, procurando-se, assim, a corrupção de princípios através do desordenamento jurídico.
    A política farisaica associada a esta nova casta sacerdotal procura reproduzir a tradição dos levitas que agora se levantam empolgados, para amanhã caírem juntamente com as pedras do templo que cultuam, pois haverá sempre uma pedra de tropeço.

    Os cristãos, imbuídos do paganismo bacoco que se legisla, devem melhor interpretar a parábola do rico homem e do pobre Lázaro. Importa destacar o sentido desta, para alertar que é mais importante a atenção à verdade revelada que ao milagre que se pede. Também infelizmente, os cristãos utilizam a palavra prudência para encapotarem o medo que sentem e assim justificarem a inércia e inépcia do que julgam professar. Perante as situações caóticas em torno destas duas correntes, os cristãos e os pagãos, ambos a armar em cientistas, e como a geração é perversa, um só sinal lhes será dado: o de Jonas.

    1. “agendas anti-naturais e contrárias ao senso comum”
      Importa-se de mencionar quais são essas “agendas”? O seu comentário soa a fanatismo religioso.

  2. Pacheco Pereira tem razão. Claro que há muito boa gente que tem interesses nesta UE, mas.
    Por essa e por outras razões, ESTA União Europeia acabará por ou sobreviver mais algum tempo simplesmente pela força e pelas mentiras de certa comunicação social, ou irá desaparecer num canto escuro da história.

    Na verdade quem mais tem contribuído para o mal estar da opinião pública no Reino Unido são os próprios “responsáveis” pela gestão de esta UE:
    Exemplos de comportamentos inapropriados de esses responsáveis não faltam:
    -O funcionário de esta UE, o Sr. Tusk, a gritar que os Ingleses têm que ser castigados!?.
    -Outro funcionário (os não eleitos), o Sr. Junker, a tentar literalmente “enxotar” um deputado do Reino Unido no “Parlamento Europeu” no dia seguinta aos resultados do Brexit. Com que autoridade?.

    Agora, por fim, o próprio negociador representante de esta UE, o Sr. Barnier, reconhece a inqualificável atitude que teve -por mando da “União Europeia”- nas negociações … e retrata-se.
    Até o negociador francês, até agora sempre servil, chegou aos seus limites. Havia afinal ali uma réstia de dignidade.

  3. Conhecer a História de Espanha talvez ajudasse a não ser mera câmara de ressonância da propaganda indep/int.
    Quanto ao PP ( no pun intended…), que ignorante não é, lá terá os seus motivos para , uma vez mais, fazer de idiota útil.

    JSP

  4. Haha! os valores da União ficaram logo à vista quando usurparam a palavra Europa, em vez de se chamarem Unionistas.

    E que tem Pacheco Pereira a dizer da Republica Social Portuguesa?

    1. Importa o que Pacheco diz sobre a Catalunha. Ou será que qualquer outra opinião sobre outo tema anularia a importância do citado?

      1. Não, mas denota a inconsistência. Sabe o que aconteceria a quem quisesse fazer um Partido a defendera independência do Porto, ou do Algarve ou dos Açores?

        lucklucky

        (parece que os cookies foram de vez)

        1. Que quer que lhe diga ao absurdo de sua questão? Você entrou na mesma onda do género e dos géneros: quer tornar igual o que é diferente. Quer fazer da Catalunha um Porto e um Algarve e/ou Açores e Madeira. Quer que a natureza se digladie com ela mesma.
          Não me admira que a catequese propagada confirme o dito: andam cegos a guiar cegos. É isto que temos em Bruxelas, em Portugal e tantos mais.

  5. Não sei se parabéns é a palavra certa, mas, tenho de registar que o LML conseguiu algo que me parecia impossível: tornar-me “espanholista”. Citar Pacheco Pereira foi, como se diz em castelhano, “el broche de oro”!

  6. Por acaso estive em Madrid e vi de perto essa manifestação, Luís. Alguns – não muitos – milhares de independentistas catalães exigindo a libertação dos dirigentes presos. Tirando uma ou outra boca, não houve confusão de espécie nenhuma e alguns até aproveitaram para gozar o fim de semana em Madrid, que o tempo estava óptimo. E também por aí se valia o grau de liberdade num país. As manifestações do género na Rússia enfrentam problemas bem maiores

    1. Quer dizer o JPT que eles, os independentistas, têm liberdade para circular dentro das cadeias e nas ruas. Isso é mesmo liberdade.

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