0 comentários em “Apesar, pois claro”

  1. Que ironia fina; o que uma palavra pode fazer no meio de declarações elogiosas que duraram cerca de um minuto.
    Mas no meio dos merecidos encómios que teceu sobre Mariano Gago, o 1º ministro podia ter dito que os quatro governos de que ele fez parte, onde foi uma excepção, foram maus ( um deles até o pior desde a Senhora Dona Maria II, de acordo com a voz insuspeita do seu ministro das finanças) e quando saíram deixaram Portugal pior do que encontraram.
    Mas isso é que seria mesmo coisa de badameco.

  2. O uso do “apesar” só tem um significado. Passos Coelho pretende referir que em matéria de péssima governação ele pretendeu, e conseguiu, destronar Sócrates.
    Seria o mesmo que eu dizer: Apesar de Paulo Macedo (pessoa que admiro por sua capacidade de gestão) servir Portugal através deste desgoverno PSD, felizmente não perdeu este excelente atributo.
    Não leve a peito a linguagem cabalística de Passos.

    1. Pois o Vento considera direito divino vender dívida e que o problema de Passos é não vender mais. Se fosse ao nível de Sócrates já estava bem…

      Basicamente um mundo de vigarice, pior que mera especulação financeira, na expeculação financeira ainda há a probabilidade de dar certo .

      Mas é esse o paupérrimo nível para boa parte da burguesia do país, aquela que julga que tem direitos aristocráticos sobre os outros e que por isso considera uma chatice a época do Renascimento a sua aritmética, preferindo os ódios e os amores do Romantismo.

      Pessoas como você sempre acreditaram no “Inteligent Design”.
      A religião é que é outra. Mas primitiva.

      1. Não vejo motivo para falar sobre mim quando tenho aqui você. Aliás, quando pretendo saber algo sobre mim, leio-o. Continue.

  3. Momentos de luto, são momentos de luto.
    Uma coisa é uma coisa, outra coisa é fandango, do mais pobre e desgraçado que este país já teve.
    Mariano Gago foi um cientista vulgar ou medíocre, e um ministro mau, talvez tenha escapado de ser péssimo, sim, valha-lhe esse elogio.

    E não foi mau por ter defendido, de forma ridícula, o Engº Sócrates, na sua licenciatura Independente.
    Num país em que o financiamento científico e tecnológico é quase exclusivo do Estado, favoreceu o compadrio à sua volta, a níveis de inspiração siciliana ou napolitana.

    Por isso, nem é estranho ver tanto brado por personagem tão pequena. A única coisa de grande que teve foi um pequeno poder, que a muitos serviu. Podia ter sido pior?
    Podia… nunca é preciso esperar muito.

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