Quem esteja a acompanhar os depoimentos que estão a ser prestados na Comissão de Ética não pode deixar de ficar pasmado. O tom e o estilo de algumas intervenções, de que constitui belíssimo exemplo a desta manhã da jornalista Felícia Cabrita, que se dá ao luxo de fazer comentários e questionar o poder legislativo, como se afinal fosse este que estivesse a ser escrutinado neste momento, dizem tudo sobre o interesse do que por lá se passa. Ver a miséria assim exposta não aproveita a ninguém, mas os senhores deputados devem saber alguma coisa mais que eu não sei que justifique o espectáculo.

Vi agora parte, nas notícias, da intervenção de Felícia Cabrita e fiquei algo perplexo com o modo e acima de tudo com o teor do depoimento.
Cada vez mais me convenço que há aqui muita história mal contada. E estas pessoas não a estão a contar melhor, pelo contrário. Estão cada vez mais a mandar achas para a fogueira, negrinhas como o carvão, porque a fogueira arde, mas não se vê o combustível.
Uma jornalista, repito, jornalista, que vai a uma comissão de inquérito falar sobre os accionistas, proprietários, donos, interessados, seja o lá o que for, da empresa para onde trabalha, distribuir fotocópias (as fotocópias ganham cada vez mais relevo ultimamente) com umas caras, que parece, tinham os nomes escritos, à mão, no verso da cópia, é no mínimo estranho.
Ela não deveria falar unicamente sobre o trabalho que faz? Onde se baseia? Como obtém a matéria de que é feita a notícia (salvaguardando as fontes, ou não), onde vai, o que vê, sei lá, qualquer coisa sobre o seu trabalho. Aceito que esteja preocupada com o seu posto de trabalho e que zele pela sua manutenção, mas mais me parecia que em vez de uma jornalista, estava ali uma sindicalista, ou mandatária da direcção.
Mas ao menos ficámos a saber que afinal Angola não compra só grandes e boas propriedades em Portugal, nem acções de empresas que geram grande capital.
Também já compra meios de comunicação social.
Desde pequeno que ouço dizer que os Angolanos hão-de tomar conta disto e fazer ao Português o mesmo que lá fomos fazer em tempos (estou a ser simpático nas palavras e termos).
Cada vez mais a tese de que somos único o país africano na Europa ganha mais expressão.
Isto vai ser da família do sr Santos. Já faltou mais.
Acredito que há aqui muita má fé em grande parte das notícias.
Nunca comprei este jornal e agora, sabendo isto, NUNCA terei a tentação de o comprar.
Sol, hoje até há algum e ainda é de borla.
Ao ver, repetidamente, as imagens nos noticiários, a ideia que fica de Felícia Cabrita, é a da amante mal amada, que levou com os pés e que traçou como objectivo de vida uma perigosa e maquiavélica vingança contra o homem que a desprezou.
É que ela ainda por cima, tem um ar, assim, meio arruaceiro…
A Sra, que me desculpe, pois não é minha intenção ofender.
Mas ela expõe-se e parece que se revela……