Quando começou a sua carreira era preciso ter voz para fazer rádio. E que vozeirão ele tinha. António Sérgio, o autor e apresentador de programas como Som da Frente e Lança Chamas foi uma referência para os amantes do éter e um exemplo de profissionalismo para os seus colegas. Sempre na vanguarda da música, também na hora da despedida se chegou à frente. Demasiado à frente. Deixa-nos aos 59 anos.
António Sérgio
Teresa Ribeiro,


Últimamente tem sido uma dizíma nas “nossas” referências e ao mesmo tempo, digo eu, a expectativa amarga – de como será – quando chegar a minha vez…
D.E.P. António Sérgio…
Tão cedo.
🙂
Vão-se apagando, uma a uma, as vozes dos tempos áureos da ‘rádio de autor’. Numa época em que o próprio conceito de rádio de autor vai morrendo também aos poucos.
Acho que já desapareceu de vez esse conceito, Pedro. Infelizmente.
Teresa
É uma estranha sensação esta, a de uma implacável realidade que nos vai desligando uma a uma as vozes a que nos habituámos, que pensávamos eternas e que nunca nos abandonariam.
Familiarizei-me com a do António Sérgio ainda na adolescência, Ana. Quando ainda existiam programas de autor e a rádio nos ensinava muito sobre música, precisamente através de profissionais como ele. RIP
Como já disse o Pedro, a ‘rádio de autor’ está a desaparecer. E as grandes vozes que a assinam também – e sempre cedo de mais.
Anda um contingente cada vez maior de gente que faz falta a contornar as estatísticas que nos prometem esperança de vida até cerca dos 80.
Acho que são os amigos do inenarrável Francisco George…