Anatomia de uma hecatombe (II)


Diogo Novo,

A fotografia foi-me enviada por vários amigos. Li o texto e rapidamente conclui que era uma manipulação, um fake com alguma graça, mas obviamente falso.

Acontece que, afinal, é verdade: no seu livro de memórias políticas (a primeira vez que uma obra do género é publicada por um Presidente de Governo em exercício de funções), Pedro Sánchez diz ao mundo que a sua primeira decisão como Chefe do Executivo espanhol foi a de mudar o colchão e renovar a pintura do seu novo quarto no Palácio da Moncloa. Quando se juntam, a pobreza de espírito, a falta de noção do ridículo e a soberba redundam sempre num absurdo que provoca vergonha alheia.

IMG_20190219_134241.jpg

 

0 comentários em “Anatomia de uma hecatombe (II)”

  1. Concordando com o post, questiono: a que hecatombe se refere o Diogo? E onde está o post (I) relativo a essa hecatombe?

      1. “está no caminho para onde o socialismo nos está a conduzir. ” Óptimo argumento com o qual concordo inteiramente. A questão do colchão demonstra de modo irrefutável que o socialismo é mau e o capitalismo salvador.

  2. El Falconeti, El Okupa, El doctor cum fraude…
    O equivalente de além-Caia ao “nosso” ´socrates.
    E não esquecer a Lola Trifálica…

    JSP

  3. Para lá de intempestiva, (quem está no ativo não publica memórias, essas hão de vir), o texto é elegante e de fino humor e carregado de uma verdade comezinha: “as questões de intendência sobrepõe-se a quase tudo”. Não me parece a anatomia de uma hecatombe. Já andar à roda num carrossel…

  4. Mas onde é que está o mal de dizer-se que a primeira coisa que fez foi mudar o colchão? Julgo que o disse com fina ironia. Não vejo que haja mal desde que ele e a mulher não se importem – e não se importam, ou não contaria.

  5. Sempre que leio prosa em castelhano, ouço a voz do Sancho Panza ( a poesia de um Neruda, Borges ou Alberti é … algo completamente diferente, roubo, com vénia, aos Monty Python).
    Até leio o Ortega Y Gasset em inglês, para afastar esse miasma.

    Castelhano: a língua ideal para manuais de tampos de sanita.

  6. ” Quem boa cama faz, nela se há-de deitar “.
    O homem -como qualquer bom político que se preze- apenas está a tratar da sua vidinha. “Prepar a caminha” é apenas utilizar, brilhantemente, uma metáfora. Obviamente trata-se subtil sentido figurado.
    Esperavam vê-lo a dormir debaixo de uma ponte?.

  7. “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és ; saiba eu com que te ocupas, e saberei também no que te poderás tornar”.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *