AMN Memória (1)


Adolfo Mesquita Nunes,

 

A minha memória é caprichosa, não se deixa enganar ou seduzir pelas minhas instruções. Guarda o que lhe apetece, algumas vezes em segredo, muitas vezes contra a minha vontade. É ela, não eu, que escolhe o que me faz regressar ao ouvir o primeiro acorde ou ao ver primeira imagem. Esta é uma série que lhe é dedicada. Não à minha memória, que não merece, mas ao sítio para onde regresso quando lhe obedeço. 

13 comentários em “AMN Memória (1)”

    1. Bastam os primeiros acordes, logo os primeiros, e volto muito muito atrás. Vejo-me numa sala, que parecia enorme, tudo escuro a acomodar a luz brilhante que vinha da tv, porque o meu pai adorava ver sem luz, e o meu pai no sofá a ver isto!

  1. Ora aqui está uma série para avós, pais, filhos e netos. Marcou-me a mim e marcou-te a ti. Bonito, num tempo em que quase nada deixa marca!

      1. Caro Costa
        Marcas deixa. Mas eu falei de “marca”. Ou seja daquilo que lembramos com satisfação.

  2. Não perdia um único episódio. Grande série. E é giro isso que dizes: bastam os primeiros acordes de uma banda sonora (nem precisa de imagens) para nos fazer regressar no tempo a um determinado cenário. Comigo é igual, há sempre uma música qualquer a servir de “etiqueta” aos momentos marcantes da minha vida.

    1. E por melhores que sejam os momentos, é sempre triste, não é? É uma tristeza inofensiva, pelo menos para mim, mas não deixa de ser triste voltar atrás, mesmo que seja para recordar o que é bom, e mesmo que esse bom ainda se mantenha.

  3. Música, desempenho, era tudo excelente. E as personagens não eram unidimensionais. Tinham vida privada, personalidades definidas. A partir de Hill Street Blues nunca mais nada foi como antes.

  4. Uma memória que está sempre presente porque o Joe Spano ainda se vê por aí, por exemplo no NCIS. Sempre que aparece é automático: Hill Street.

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