Paulo Portas (CDS): «Terminou o consulado de José Sócrates à frente do País.»
Pedro Passos Coelho (PSD): «Não vemos nenhuma razão para alimentar qualquer triunfalismo.»
José Sócrates (PS): «O Partido Socialista teve um resultado que dignifica o Partido Socialista.»
Manuel Alegre (PS): «Foi uma derrota de toda a esquerda.»
Almeida Santos (PS): «Não há derrotas honrosas.»
Francisco Louçã (BE): «Aprende-se sempre mais com as derrotas do que com as vitórias.»
Ana Jorge (PS): «Fiquei surpreendida. Fiz campanha em Coimbra e senti um grande apoio das populações.»
José Sócrates: «Não sei o que mais poderíamos ter feito para ganhar estas eleições.»
Capoulas Santos (PS): «José Sócrates teve que combater contra uma comunicação social totalmente hostil.»
Emídio Rangel (RTP): «Foi um desaire indiscutível do PS.»
Jorge Lacão (PS): «Estou triste.»
Pedro Passos Coelho: «Esta noite quem ganhou foi Portugal.»
José Sócrates: «Não perderei um minuto a fazer uma reflexão sobre o passado.»
António José Seguro (PS): «Os militantes do PS podem contar comigo.»

Um ensinamento da noite eleitoral:
O meu caro Pedro lembra-se da mioleira de vaca (louca presume-se) que o Capoulas enfardou para as televisões filmarem?
Pelo comentário de hoje que aqui reproduz ficámos a conhecer os efeitos secundários.
José Sócrates (PS): «O Partido Socialista teve um resultado que dignifica o Partido Socialista.»
Novo sentido do termo “dignificar”: uma coisa má mas que não causa vergonha. O problema é que causa mesmo vergonha, principalmente por causa do motivo: a péssima governação.
Há uma parte em que ele tem razão: o PS teve um resultado melhor do que o expresso, pois esse resultado já incorpora a percentagem a menos causada pelo Sócrates (PS – Sócrates = resultado eleitoral). De modo que, se não fosse a menos-valia chamada Sócrates, o PS até “corria o risco” de ter obtido um empate técnico com o PSD.
Manuel Alegre (PS): «Foi uma derrota de toda a esquerda.»
Já devia estar habituado depois de ter perdido 2 eleições presidenciais, na última das quais foi o único candidato elegível da esquerda!
Mas não lhe fica bem estar a “partilhar” a derrota do PS com os restantes partidos de esquerda, um dos quais nem sequer perdeu (a CDU).
Francisco Louçã (BE): «Aprende-se sempre mais com as derrotas do que com as vitórias.»
É o mesmo que dizer que se aprende com os erros.
É bem verdade, só é pena que não tenha esclarecido qual foi o erro que o BE de esquerda cometeu.
Mas tenho esperança que ainda o venha a dizer, mais a frio, pois tenho imensa curiosidade em saber qual é o erro que o Louçã pensa que o BE cometeu.
Ana Jorge (PS): «Fiquei surpreendida. Fiz campanha em Coimbra e senti um grande apoio das populações.»
Ora deixa cá ver… Em Coimbra tb terão sido os paquistaneses?
Será que ninguém explicou a essa Senhora quais eram “as populações” que estavam nos comícios e como tinham sido angariadas?
Ou será que aquela Senhora é tão ingénua como a frase que disse faz transparecer?
José Sócrates: «Não sei o que mais poderíamos ter feito para ganhar estas eleições.»
Era tão simples… bastava ter governado sem mentir com todos os dentes e sem exaurir por completo o Erário Público e o crédito que ainda tínhamos.
Ou será que estava convencido que não interessava a péssima governação que fez e que era possível obter um bom resultado eleitoral exclusivamente em consequência da respectiva campanha (ainda que cheia de mentiras)?
Capoulas Santos (PS): «José Sócrates teve que combater contra uma comunicação social totalmente hostil.»
Esta afirmação é de quem está no mundo da lua!
Devia ser urgentemente enviado a este Senhor o link da notícia que foi publicada sobre a actuação da Lusa (alguém já escreveu um post neste blogue a esse propósito).
Emídio Rangel (RTP): «Foi um desaire indiscutível do PS.»
Faltou-lhe acrescentar o seguinte: “(…), com muita pena minha.”.
Jorge Lacão (PS): «Estou triste.»
Essa tristeza vem tarde.
Já devia estar triste há muito tempo, tal como a maioria dos eleitores o demonstrou.
Pedro Passos Coelho: «Esta noite quem ganhou foi Portugal.»
Vamos a ver!
Esperemos que sim.
José Sócrates: «Não perderei um minuto a fazer uma reflexão sobre o passado.»
Conheci uma pessoa que dizia que nunca se arrependia do que fazia (e não, não era um político).
Tinha (e tenho) uma péssima impressão dessa pessoa. Essa afirmação é a demonstração que é incapaz de reconhecer e assumir os seus erros. E quem não reconhece que erra não pode emendar-se…
António José Seguro (PS): «Os militantes do PS podem contar comigo.»
Hum… tem sorte por o Sócrates já não estar “no activo”. Senão, diria que é um impreparado, irresponsável e que está com sede de poder.