Alguma bandeira a mais?


jmmcc,

Amantes dos Reis de Portugal, de Paula Lourenço, Ana Cristina Pereira e Joana Troni (Esfera dos Livros), e A Herança de D. Carlos, de António Cândido Franco (Ésquilo) têm sido os meus dois (sou geminiano) livros neste Verão.

O primeiro percorre as quatro dinastias numa abordagem insólita à vida de cada um dos monarcas portugueses, de D. Afonso Henriques a D. Manuel II, e a autoria apenas confirma o que emana do próprio tema: este livro só podia nascer da ideia e da escrita de mulheres.

O segundo é um romance histórico e o autor acha-o «essencial para compreender as raízes profundas do declínio da Monarquia Portuguesa». Quer-me parecer (para já) que é precisamente o peso da História que valoriza a trama da história, visto que se alarga do Marquês de Pombal à República.

Tenho a certeza que alguns dos fogosos do ’31’ vão dar pulinhos de contentes por saberem que ando a ler ao mesmo tempo Amantes dos Reis de Portugal e A Herança de D. Carlos. Até já pus um mastro junto do portão, para ver se ganho uma bandeira azul e branca que venha a sobrar das que andam a ser distribuídas. Só para colecção.

6 comentários em “Alguma bandeira a mais?”

  1. Discordo. Bandeiras há muitas, como já quase dizia o cinema do Estado Novo; quanto à forma do post, fazer pouco destes rapazes é dar-lhes demasiada importância.

    Boa noite João.

    1. «Fazer pouco» de alguém não faz o meu género. Desenvolvi mais o hábito de dizer e de escrever de quem gosto e de quem não gosto e o costume de explicar por quê.
      Boa noite, Carlos.

  2. Francamente meu caro João Carvalho, acho que os ‘piquenos’ originais já tiveram tempo de antena em excesso, face à “ousadia” do acto.
    As consequências eram previsíveis. Mas há quem goste de ganhar jogos sem pensar no campeonato do país. Com duas demãos nos egos, sentem-se uns tipos especiais e a pedagogia da cidadania é coisa que só equacionam como se vivessem num país de eleitos como eles se sentem.
    Não tenho pachorra para ousadias de meia tigela até porque só agitam mesmo águas muito restritas.

    Desculpe o testamento…

    BEA para si.

    :)))

    1. Pela minha parte, Maria do Sol, estou como já disse o Pedro (salvo erro): o episódio só me interessa por ficar a saber que aquilo foi possível nos Paços do Concelho principal do País, a dois passos de uma esquadra da PSP e do MAI. Nas calmas, filmado, com uma escada de três metros e com escalada do frontispício do edifício da câmara.
      Escreva sempre e muito.
      BEA para si também. Hehe…

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