Alguém me explica…


cronicasnofeminino,

isto?

44 comentários em “Alguém me explica…”

  1. É o topo da nomenklatura.
    No Estado Socialista há uns mais iguais que outros.
    Uns têm datcha no Mar Negro outros não.

        1. Estava a brincar com o Mar Negro. Pelo que sei não há datschas, há daqueles prédios ‘Plattenbau’ tão típicos do Leste, mas olhe que a praia é excelente e o mar também.

          1. Na verdade há, muitas. Gorbatchev estava numa quando foi apanhado pelo golpe, Estaline também tinha uma.

  2. Eu gostava, mas não tenho capacidade para tal.
    Aliás, já tenho dúvidas sobre a minha capacidade mental!
    Há momentos que penso estar a viver um filme datado dos anos 20 do século passado.
    Noutros momentos parece-me estar e ver esse mesmo filme.
    Noutros ainda, acredito que morri e que estou rodeado de verdugos que me açoitam por ter sido tão parvo.
    A verdade é que nenhuma das hipóteses me seduz o que me leva a acreditar que na verdade sou mais parvo do que pensava.

    Cumprimentos.

    1. Somos quase todos parvos. Eu sinto-me bem parva por ter pensado que esta gente poderia fazer alguma coisa pelo país. E pode: dar cabo do resto.
      Há uma coisa que ainda não percebi: há dinheiro ou não há dinheiro? Deve haver certamente, se há dinheiro para aumentos é porque ela anda por aí.

  3. Parece-me que a medida se dirigirá mais aos professores no topo da carreira que, como se sabe, pouco vão às universidades e têm que ter, portanto, dinheiro disponível para outras actividades, muitas delas de cariz político (salvo as honrosas excepções que felizmente há).

    1. Completamente equivocada, Ana. Dirige-se a professores que foram contratados para o início da carreira. Se foram contratados fora da Universidade contratante, estão a receber o vencimento correspondente à categoria (Prof. Auxiliar). Se já pertenciam à Universidade, estão a receber o vencimento da extinta categoria de Assistente. É o que todas as instituições estão a fazer em 2012. Em 2011, umas fizeram de um modo, outras de outro. Aparentemente, a proposta que se noticia é que todos passem a receber o mesmo, que é o vencimento de Prof. Auxiliar.
      Espero que o comentário tenha sido útil…

      1. Claro que é útil. O meu comentário era um pouco irónico. Mas isso não desculpa o facto de, até contra o que costumo fazer, ter tomado como certo algo que aparece, à primeira, num jornal.

  4. Se a noticia for verdadeira, é razão para a nossa indignação; na FP não pode haver filhos e enteados.
    Mas sendo o Publico a dar a noticia, já me põe bastantes duvidas. Eles até acreditaram que a “historia da janelas dos aviões” era a sério. Credibilidade zero.

      1. O comentador Carlos P Marques, explicou o que se está a passar com esta situação. O que se pede aos jornais e jornalistas é que investiguem os assuntos antes de os publicarem. Mas isso dá muito trabalho, e publicar noticias com base em soundbites é muito mais facil.
        Em Portugal, não são apenas os politicos que têm pouca ou nenhuma qualidade: os jornalistas não lhes ficam atrás. Com as devidas desculpas aos poucos que ainda pautam a sua conduta profissional pela ética e pela verdade dos factos!

  5. acho que não é propriamente um aumento. Tem a ver com docentes que foram obrigados a ter um grau superior (doutorado, agregado, associado) e que continuavam a ser pagos pela categoria anterior (o que configurava uma ilegalidade). Seria como um técnico superior estar a ser pago como técnico intermédio…

      1. uma excepção, como? Aos Docentes do Ensino superior foi-lhes dito (aqueles que conheço) ou fazem o doutoramento ou vão para a rua. Eles fizeram o doutoramento, as tabelas salariais são claramente distintas e eles eram metidos numa que não era sua configurando uma ilegalidade…

        Vamos ver se me faço entender melhor, numa empresa uma pessoa é contratada como empregada de limpeza (a essa categoria corresponde pela tabela salarial-que tambem as há no privado- um valor de 4€/ hora) mas entretanto faz formação, tir um curso e a empresa aceita contratá-la como técnica de higiene e segurança no trabalho (cujo valor hora pela tabela salarial é de 8€/hora). Acha que passar-lhe o valor salarial para que corresponda com a sua formação é uma excepção?

        1. Vamos ver se nos entendemos. Nada, rigorosamente nada me move contra os professores universitários. Agora, na situação actual em que estão congeladas as progressões por que razão hão-de alguns ser promovidos e outros não? É que há mais profissionais a fazer formação, concluir graus académicos, a serem avaliados e a ficar exactamente no sítio onde estão por causa da situação do país. Continuo a acreditar que se os sacrifícios fossem partilhados sairíamos mais facilmente deste buraco. Ou se aumentam todos ou não se aumenta ninguém. É uma questão de justiça.

          1. Percebo onde quer chegar, mas, se bem entendi, a situação desses professores não é bem essa.
            Se percebi bem, esses professores só podem exercer, por lei, as suas funções, se tiverem obtido o grau de doutor, ou seja, para poderem desempenhar as suas funções, é-lhes exigido, por lei, um certo grau académico.
            Coisa diferente é um técnico obter um grau académico mais elevado e, por via disso, beneficiar de uma promoção, automática – essas promoções estão congeladas.
            A propósito, até me parece que os técnicos da função pública nunca deviam ser automaticamente promovidos apenas por obterem uma certa especialização, como é o caso dos que obtêm mestrados. Parece-me que essa promoção só devia acontecer quando aumentassem as suas responsabilidades profissionais ou, então, por mérito. Nunca automaticamente.
            Declaração de interesses: não sou fp.

      1. No DE está mais completo, mas ainda assim não se preocupa em explicar os fundamentos das excepções nem se percebe bem a lógica. É confuso. (Eu sou contra excepções, digo já, mas gosto de possuir a informação toda antes de me atirar ao ar… a notícia do Público, incompletíssima, foi avançada para nos atirarmos ao ar… Por isso me pareceu mau jornalismo.)

  6. Resposta curta:
    Estamento: forma de estratificação social na forma de classes ou castas, neste caso burocráticas.
    STATUS.

      1. Sim, porque não?
        Bure: palavra francesa para designar o tecido escuro que cobria o tampo das secretarias que depois evoluiu para bureau desta indicando escritório kratos: (grego), significa “força”.
        Afinal os professores também tem uma secretaria e também tem poder (pelo menos, estes tem).
        E porque ainda mais afinal, os governos, as leis e tudo o que leva a tais situações, deve-se à força dos burocratas.

        1. É um facto que há burocracia a mais no ensino que não o superior, a carga é mínima por lá e quem desempenha esses cargos nas secretarias não são os professores. Ser professor na sua essência tem muito pouco a ver com burocracia, ou nada mesmo. O problema foi o que fizeram dele.

          1. Nem por um pequeno momento me passou pela cabeça duvidar da sua vocação, digo mais, acredito que seja uma excelente professora.
            Será que posso classificar todos com a mesma nota?
            -Não, não creio ser possível, existem muitos na boleia de um emprego e de uma garantia de um ordenado e uma reforma sem chatices. Também até um certo status, veiculado pela memoria das épocas em que a classe era mesmo poderosa.
            Hoje é por demais ao extremo oposto a que a Educação chegou.
            Mas e já noutro sentido, a minha filha terminou o 6º ano, pelo menos duas disciplinas ficaram a meio do manual, uma foi literalmente a meio.
            No tempo que estudei, acontecia por vezes umas paginas ficarem por “dar”, mas meio manual!
            A um profissional não devia ser permitido “dar” apenas meio manual. Fazia-o só uma vez.

          2. Muito mas muito obrigada pelas suas palavras, mas olhe que é bom duvidar. Eu duvido muitas vezes de algumas opções. Não estava de forma alguma a elogiar-me, longe disso. Como em todas as profissões há um pouco de tudo, mas acredite que esses tempos acabaram. Ser professor hoje em dia exige muito mais e dá muito menos. Se não se tiver o respeito e o carinho dos alunos não dá nada mesmo. Quem está na profissão à procura de segurança apenas já não aguenta, até porque deixou de a haver e nada garante que para o ano não esteja em horário zero. O que a profissão exige não compensa o que dá.
            Uma pergunta mais concreta: mas meio manual equivale a meio programa? O programa é o mais importante, o manual é apenas uma leitura do mesmo. E a escola tomou alguma medida?

          3. Faz sentido o programa de ciências do 6º ano não contemplar o estudo de uma célula?
            Já foi no final do ano lectivo, este foi o exemplo que mais me marcou, mas tenho presente que haviam mais.
            E mesmo pegando na questão do programa.
            Mais de €200 euros em manuais para para ficarem por ensinar! Algo esta mal, ou é o programa é são os manuais.

          4. Não é admissível. Se os manuais foram adoptados pela escola devem ser utilizados sem qualquer dúvida. Há muita coisa que está mal. Trinta alunos ou trinta e dois alunos numa turma está péssimo.

          5. Sim, também concordo, ainda mais com esta evolução da relação entre professor aluno, cada vez exige mais sensibilidade e aproximação do professor para com o aluno.
            Os pais não têm tempo para os filhos, é andar numa roda viva agonizante para conseguir pagar as contas. A maternidade acaba por ficar nas mãos dos professores, se com 20 é difícil , com 30…
            Delinquencia e outras debilidades na formação de indivíduos vão ser cada vez mais.

          6. Turmas com vinte alunos neste momento são o paraíso. A sensação de que não se consegue chegar a todos é muito angustiante. Foi o pior início de ano lectivo que tive ao longo destes anos todos.

          7. Força, é o que lhe posso desejar.
            E esperança, pode que um destes dias as coisas mudem. Olhe, pelo menos para os do superior, tudo esta indo as mil maravilhas.
            Kratos, minha amiga, Kratos é o que vocês já não tem.
            O problema da falta de força pode muito bem andar por dentro da classe, se calhar uma reforma no sindicato não seria má ideia.

          8. De nada.
            Mas devia criar um sindicato ou pelo menos iniciar uma associação que juntasse a si profissionais de valor, daqueles que amam o que fazem, e partir para a luta, não só por vocês mas também por todos os que vocês educam e ajudam a crescer.
            Afirmem-se!

          9. Aqui chegada borrou a pintura. Nem mesmo quando houver um sindicato para cada professor se sentirá representada, é dos livros, e sempre se poupam os euritos das quotas. Eu que não me sinto representado por este governo também me apetecia deixar de pagar impostos…

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