Estava a brincar com o Mar Negro. Pelo que sei não há datschas, há daqueles prédios ‘Plattenbau’ tão típicos do Leste, mas olhe que a praia é excelente e o mar também.
Na verdade há, muitas. Gorbatchev estava numa quando foi apanhado pelo golpe, Estaline também tinha uma.
Eu falava do povo 🙂 mas sim, o povo também tinha datschas e falei do ‘único’ Mar Negro que conheço. Muito pouco.
Eu gostava, mas não tenho capacidade para tal. Aliás, já tenho dúvidas sobre a minha capacidade mental! Há momentos que penso estar a viver um filme datado dos anos 20 do século passado. Noutros momentos parece-me estar e ver esse mesmo filme. Noutros ainda, acredito que morri e que estou rodeado de verdugos que me açoitam por ter sido tão parvo. A verdade é que nenhuma das hipóteses me seduz o que me leva a acreditar que na verdade sou mais parvo do que pensava.
Somos quase todos parvos. Eu sinto-me bem parva por ter pensado que esta gente poderia fazer alguma coisa pelo país. E pode: dar cabo do resto. Há uma coisa que ainda não percebi: há dinheiro ou não há dinheiro? Deve haver certamente, se há dinheiro para aumentos é porque ela anda por aí.
Parece-me que a medida se dirigirá mais aos professores no topo da carreira que, como se sabe, pouco vão às universidades e têm que ter, portanto, dinheiro disponível para outras actividades, muitas delas de cariz político (salvo as honrosas excepções que felizmente há).
Completamente equivocada, Ana. Dirige-se a professores que foram contratados para o início da carreira. Se foram contratados fora da Universidade contratante, estão a receber o vencimento correspondente à categoria (Prof. Auxiliar). Se já pertenciam à Universidade, estão a receber o vencimento da extinta categoria de Assistente. É o que todas as instituições estão a fazer em 2012. Em 2011, umas fizeram de um modo, outras de outro. Aparentemente, a proposta que se noticia é que todos passem a receber o mesmo, que é o vencimento de Prof. Auxiliar. Espero que o comentário tenha sido útil…
Claro que é útil. O meu comentário era um pouco irónico. Mas isso não desculpa o facto de, até contra o que costumo fazer, ter tomado como certo algo que aparece, à primeira, num jornal.
Se a noticia for verdadeira, é razão para a nossa indignação; na FP não pode haver filhos e enteados. Mas sendo o Publico a dar a noticia, já me põe bastantes duvidas. Eles até acreditaram que a “historia da janelas dos aviões” era a sério. Credibilidade zero.
O comentador Carlos P Marques, explicou o que se está a passar com esta situação. O que se pede aos jornais e jornalistas é que investiguem os assuntos antes de os publicarem. Mas isso dá muito trabalho, e publicar noticias com base em soundbites é muito mais facil. Em Portugal, não são apenas os politicos que têm pouca ou nenhuma qualidade: os jornalistas não lhes ficam atrás. Com as devidas desculpas aos poucos que ainda pautam a sua conduta profissional pela ética e pela verdade dos factos!
acho que não é propriamente um aumento. Tem a ver com docentes que foram obrigados a ter um grau superior (doutorado, agregado, associado) e que continuavam a ser pagos pela categoria anterior (o que configurava uma ilegalidade). Seria como um técnico superior estar a ser pago como técnico intermédio…
uma excepção, como? Aos Docentes do Ensino superior foi-lhes dito (aqueles que conheço) ou fazem o doutoramento ou vão para a rua. Eles fizeram o doutoramento, as tabelas salariais são claramente distintas e eles eram metidos numa que não era sua configurando uma ilegalidade…
Vamos ver se me faço entender melhor, numa empresa uma pessoa é contratada como empregada de limpeza (a essa categoria corresponde pela tabela salarial-que tambem as há no privado- um valor de 4€/ hora) mas entretanto faz formação, tir um curso e a empresa aceita contratá-la como técnica de higiene e segurança no trabalho (cujo valor hora pela tabela salarial é de 8€/hora). Acha que passar-lhe o valor salarial para que corresponda com a sua formação é uma excepção?
Vamos ver se nos entendemos. Nada, rigorosamente nada me move contra os professores universitários. Agora, na situação actual em que estão congeladas as progressões por que razão hão-de alguns ser promovidos e outros não? É que há mais profissionais a fazer formação, concluir graus académicos, a serem avaliados e a ficar exactamente no sítio onde estão por causa da situação do país. Continuo a acreditar que se os sacrifícios fossem partilhados sairíamos mais facilmente deste buraco. Ou se aumentam todos ou não se aumenta ninguém. É uma questão de justiça.
Percebo onde quer chegar, mas, se bem entendi, a situação desses professores não é bem essa. Se percebi bem, esses professores só podem exercer, por lei, as suas funções, se tiverem obtido o grau de doutor, ou seja, para poderem desempenhar as suas funções, é-lhes exigido, por lei, um certo grau académico. Coisa diferente é um técnico obter um grau académico mais elevado e, por via disso, beneficiar de uma promoção, automática – essas promoções estão congeladas. A propósito, até me parece que os técnicos da função pública nunca deviam ser automaticamente promovidos apenas por obterem uma certa especialização, como é o caso dos que obtêm mestrados. Parece-me que essa promoção só devia acontecer quando aumentassem as suas responsabilidades profissionais ou, então, por mérito. Nunca automaticamente. Declaração de interesses: não sou fp.
No DE está mais completo, mas ainda assim não se preocupa em explicar os fundamentos das excepções nem se percebe bem a lógica. É confuso. (Eu sou contra excepções, digo já, mas gosto de possuir a informação toda antes de me atirar ao ar… a notícia do Público, incompletíssima, foi avançada para nos atirarmos ao ar… Por isso me pareceu mau jornalismo.)
Sim, porque não? Bure: palavra francesa para designar o tecido escuro que cobria o tampo das secretarias que depois evoluiu para bureau desta indicando escritório kratos: (grego), significa “força”. Afinal os professores também tem uma secretaria e também tem poder (pelo menos, estes tem). E porque ainda mais afinal, os governos, as leis e tudo o que leva a tais situações, deve-se à força dos burocratas.
É um facto que há burocracia a mais no ensino que não o superior, a carga é mínima por lá e quem desempenha esses cargos nas secretarias não são os professores. Ser professor na sua essência tem muito pouco a ver com burocracia, ou nada mesmo. O problema foi o que fizeram dele.
Nem por um pequeno momento me passou pela cabeça duvidar da sua vocação, digo mais, acredito que seja uma excelente professora. Será que posso classificar todos com a mesma nota? -Não, não creio ser possível, existem muitos na boleia de um emprego e de uma garantia de um ordenado e uma reforma sem chatices. Também até um certo status, veiculado pela memoria das épocas em que a classe era mesmo poderosa. Hoje é por demais ao extremo oposto a que a Educação chegou. Mas e já noutro sentido, a minha filha terminou o 6º ano, pelo menos duas disciplinas ficaram a meio do manual, uma foi literalmente a meio. No tempo que estudei, acontecia por vezes umas paginas ficarem por “dar”, mas meio manual! A um profissional não devia ser permitido “dar” apenas meio manual. Fazia-o só uma vez.
Muito mas muito obrigada pelas suas palavras, mas olhe que é bom duvidar. Eu duvido muitas vezes de algumas opções. Não estava de forma alguma a elogiar-me, longe disso. Como em todas as profissões há um pouco de tudo, mas acredite que esses tempos acabaram. Ser professor hoje em dia exige muito mais e dá muito menos. Se não se tiver o respeito e o carinho dos alunos não dá nada mesmo. Quem está na profissão à procura de segurança apenas já não aguenta, até porque deixou de a haver e nada garante que para o ano não esteja em horário zero. O que a profissão exige não compensa o que dá. Uma pergunta mais concreta: mas meio manual equivale a meio programa? O programa é o mais importante, o manual é apenas uma leitura do mesmo. E a escola tomou alguma medida?
Faz sentido o programa de ciências do 6º ano não contemplar o estudo de uma célula? Já foi no final do ano lectivo, este foi o exemplo que mais me marcou, mas tenho presente que haviam mais. E mesmo pegando na questão do programa. Mais de €200 euros em manuais para para ficarem por ensinar! Algo esta mal, ou é o programa é são os manuais.
Não é admissível. Se os manuais foram adoptados pela escola devem ser utilizados sem qualquer dúvida. Há muita coisa que está mal. Trinta alunos ou trinta e dois alunos numa turma está péssimo.
Sim, também concordo, ainda mais com esta evolução da relação entre professor aluno, cada vez exige mais sensibilidade e aproximação do professor para com o aluno. Os pais não têm tempo para os filhos, é andar numa roda viva agonizante para conseguir pagar as contas. A maternidade acaba por ficar nas mãos dos professores, se com 20 é difícil , com 30… Delinquencia e outras debilidades na formação de indivíduos vão ser cada vez mais.
Turmas com vinte alunos neste momento são o paraíso. A sensação de que não se consegue chegar a todos é muito angustiante. Foi o pior início de ano lectivo que tive ao longo destes anos todos.
Força, é o que lhe posso desejar. E esperança, pode que um destes dias as coisas mudem. Olhe, pelo menos para os do superior, tudo esta indo as mil maravilhas. Kratos, minha amiga, Kratos é o que vocês já não tem. O problema da falta de força pode muito bem andar por dentro da classe, se calhar uma reforma no sindicato não seria má ideia.
Obrigada 🙂 Não sou sindicalizada. Não me sinto representada por nenhum deles.
De nada. Mas devia criar um sindicato ou pelo menos iniciar uma associação que juntasse a si profissionais de valor, daqueles que amam o que fazem, e partir para a luta, não só por vocês mas também por todos os que vocês educam e ajudam a crescer. Afirmem-se!
Aqui chegada borrou a pintura. Nem mesmo quando houver um sindicato para cada professor se sentirá representada, é dos livros, e sempre se poupam os euritos das quotas. Eu que não me sinto representado por este governo também me apetecia deixar de pagar impostos…
Eu sou parte interessada (e provavelmente beneficiada) e também não percebo.
Dividir para reinar. Não é assim que se costuma dizer?
Deve ser. Não tem o menor sentido, se não há dinheiro como eles dizem.
Pelos vistos há e não é pouco… Ora espreite o post do seu co-bloguer. http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/48 19448.html
🙂
É o topo da nomenklatura.
No Estado Socialista há uns mais iguais que outros.
Uns têm datcha no Mar Negro outros não.
E neste estado em que vivemos também.
O Mar Negro tem datschas?
Ok 🙂 necessária correcção: Na costa do Mar Negro.
Estava a brincar com o Mar Negro. Pelo que sei não há datschas, há daqueles prédios ‘Plattenbau’ tão típicos do Leste, mas olhe que a praia é excelente e o mar também.
Na verdade há, muitas. Gorbatchev estava numa quando foi apanhado pelo golpe, Estaline também tinha uma.
Eu falava do povo 🙂 mas sim, o povo também tinha datschas e falei do ‘único’ Mar Negro que conheço. Muito pouco.
Eu gostava, mas não tenho capacidade para tal.
Aliás, já tenho dúvidas sobre a minha capacidade mental!
Há momentos que penso estar a viver um filme datado dos anos 20 do século passado.
Noutros momentos parece-me estar e ver esse mesmo filme.
Noutros ainda, acredito que morri e que estou rodeado de verdugos que me açoitam por ter sido tão parvo.
A verdade é que nenhuma das hipóteses me seduz o que me leva a acreditar que na verdade sou mais parvo do que pensava.
Cumprimentos.
Somos quase todos parvos. Eu sinto-me bem parva por ter pensado que esta gente poderia fazer alguma coisa pelo país. E pode: dar cabo do resto.
Há uma coisa que ainda não percebi: há dinheiro ou não há dinheiro? Deve haver certamente, se há dinheiro para aumentos é porque ela anda por aí.
Parece-me que a medida se dirigirá mais aos professores no topo da carreira que, como se sabe, pouco vão às universidades e têm que ter, portanto, dinheiro disponível para outras actividades, muitas delas de cariz político (salvo as honrosas excepções que felizmente há).
Claro que há e nada contra os professores universitários, nada mesmo, só que fica por explicar porque é que continua a haver excepções.
Completamente equivocada, Ana. Dirige-se a professores que foram contratados para o início da carreira. Se foram contratados fora da Universidade contratante, estão a receber o vencimento correspondente à categoria (Prof. Auxiliar). Se já pertenciam à Universidade, estão a receber o vencimento da extinta categoria de Assistente. É o que todas as instituições estão a fazer em 2012. Em 2011, umas fizeram de um modo, outras de outro. Aparentemente, a proposta que se noticia é que todos passem a receber o mesmo, que é o vencimento de Prof. Auxiliar.
Espero que o comentário tenha sido útil…
Claro que é útil. O meu comentário era um pouco irónico. Mas isso não desculpa o facto de, até contra o que costumo fazer, ter tomado como certo algo que aparece, à primeira, num jornal.
Se a noticia for verdadeira, é razão para a nossa indignação; na FP não pode haver filhos e enteados.
Mas sendo o Publico a dar a noticia, já me põe bastantes duvidas. Eles até acreditaram que a “historia da janelas dos aviões” era a sério. Credibilidade zero.
A notícia também foi publicada aqui: aiba-tudo-o-que-podera-mudar-na-funcao-p ublica_152674.html
http://economico.sapo.pt/noticias/s
O comentador Carlos P Marques, explicou o que se está a passar com esta situação. O que se pede aos jornais e jornalistas é que investiguem os assuntos antes de os publicarem. Mas isso dá muito trabalho, e publicar noticias com base em soundbites é muito mais facil.
Em Portugal, não são apenas os politicos que têm pouca ou nenhuma qualidade: os jornalistas não lhes ficam atrás. Com as devidas desculpas aos poucos que ainda pautam a sua conduta profissional pela ética e pela verdade dos factos!
acho que não é propriamente um aumento. Tem a ver com docentes que foram obrigados a ter um grau superior (doutorado, agregado, associado) e que continuavam a ser pagos pela categoria anterior (o que configurava uma ilegalidade). Seria como um técnico superior estar a ser pago como técnico intermédio…
Uma excepção, portanto. Sou contra as excepções na situação em que estamos.
uma excepção, como? Aos Docentes do Ensino superior foi-lhes dito (aqueles que conheço) ou fazem o doutoramento ou vão para a rua. Eles fizeram o doutoramento, as tabelas salariais são claramente distintas e eles eram metidos numa que não era sua configurando uma ilegalidade…
Vamos ver se me faço entender melhor, numa empresa uma pessoa é contratada como empregada de limpeza (a essa categoria corresponde pela tabela salarial-que tambem as há no privado- um valor de 4€/ hora) mas entretanto faz formação, tir um curso e a empresa aceita contratá-la como técnica de higiene e segurança no trabalho (cujo valor hora pela tabela salarial é de 8€/hora). Acha que passar-lhe o valor salarial para que corresponda com a sua formação é uma excepção?
Vamos ver se nos entendemos. Nada, rigorosamente nada me move contra os professores universitários. Agora, na situação actual em que estão congeladas as progressões por que razão hão-de alguns ser promovidos e outros não? É que há mais profissionais a fazer formação, concluir graus académicos, a serem avaliados e a ficar exactamente no sítio onde estão por causa da situação do país. Continuo a acreditar que se os sacrifícios fossem partilhados sairíamos mais facilmente deste buraco. Ou se aumentam todos ou não se aumenta ninguém. É uma questão de justiça.
Percebo onde quer chegar, mas, se bem entendi, a situação desses professores não é bem essa.
Se percebi bem, esses professores só podem exercer, por lei, as suas funções, se tiverem obtido o grau de doutor, ou seja, para poderem desempenhar as suas funções, é-lhes exigido, por lei, um certo grau académico.
Coisa diferente é um técnico obter um grau académico mais elevado e, por via disso, beneficiar de uma promoção, automática – essas promoções estão congeladas.
A propósito, até me parece que os técnicos da função pública nunca deviam ser automaticamente promovidos apenas por obterem uma certa especialização, como é o caso dos que obtêm mestrados. Parece-me que essa promoção só devia acontecer quando aumentassem as suas responsabilidades profissionais ou, então, por mérito. Nunca automaticamente.
Declaração de interesses: não sou fp.
Acho que é fácil de explicar: mau jornalismo.
Mau jornalismo? No Diário Económico também? aiba-tudo-o-que-podera-mudar-na-funcao-p ublica_152674.html
http://economico.sapo.pt/noticias/s
No DE está mais completo, mas ainda assim não se preocupa em explicar os fundamentos das excepções nem se percebe bem a lógica. É confuso. (Eu sou contra excepções, digo já, mas gosto de possuir a informação toda antes de me atirar ao ar… a notícia do Público, incompletíssima, foi avançada para nos atirarmos ao ar… Por isso me pareceu mau jornalismo.)
Este governo é um desvario: não esquecer o igual tratamento à TAP e CGD.
Qualquer dia acontece um golpe de Estado – a paciência tem limites.
E essas excepções também se mantêm em 2013.
Resposta curta:
Estamento: forma de estratificação social na forma de classes ou castas, neste caso burocráticas.
STATUS.
Burocráticas?
Sim, porque não?
Bure: palavra francesa para designar o tecido escuro que cobria o tampo das secretarias que depois evoluiu para bureau desta indicando escritório kratos: (grego), significa “força”.
Afinal os professores também tem uma secretaria e também tem poder (pelo menos, estes tem).
E porque ainda mais afinal, os governos, as leis e tudo o que leva a tais situações, deve-se à força dos burocratas.
É um facto que há burocracia a mais no ensino que não o superior, a carga é mínima por lá e quem desempenha esses cargos nas secretarias não são os professores. Ser professor na sua essência tem muito pouco a ver com burocracia, ou nada mesmo. O problema foi o que fizeram dele.
Nem por um pequeno momento me passou pela cabeça duvidar da sua vocação, digo mais, acredito que seja uma excelente professora.
Será que posso classificar todos com a mesma nota?
-Não, não creio ser possível, existem muitos na boleia de um emprego e de uma garantia de um ordenado e uma reforma sem chatices. Também até um certo status, veiculado pela memoria das épocas em que a classe era mesmo poderosa.
Hoje é por demais ao extremo oposto a que a Educação chegou.
Mas e já noutro sentido, a minha filha terminou o 6º ano, pelo menos duas disciplinas ficaram a meio do manual, uma foi literalmente a meio.
No tempo que estudei, acontecia por vezes umas paginas ficarem por “dar”, mas meio manual!
A um profissional não devia ser permitido “dar” apenas meio manual. Fazia-o só uma vez.
Muito mas muito obrigada pelas suas palavras, mas olhe que é bom duvidar. Eu duvido muitas vezes de algumas opções. Não estava de forma alguma a elogiar-me, longe disso. Como em todas as profissões há um pouco de tudo, mas acredite que esses tempos acabaram. Ser professor hoje em dia exige muito mais e dá muito menos. Se não se tiver o respeito e o carinho dos alunos não dá nada mesmo. Quem está na profissão à procura de segurança apenas já não aguenta, até porque deixou de a haver e nada garante que para o ano não esteja em horário zero. O que a profissão exige não compensa o que dá.
Uma pergunta mais concreta: mas meio manual equivale a meio programa? O programa é o mais importante, o manual é apenas uma leitura do mesmo. E a escola tomou alguma medida?
Faz sentido o programa de ciências do 6º ano não contemplar o estudo de uma célula?
Já foi no final do ano lectivo, este foi o exemplo que mais me marcou, mas tenho presente que haviam mais.
E mesmo pegando na questão do programa.
Mais de €200 euros em manuais para para ficarem por ensinar! Algo esta mal, ou é o programa é são os manuais.
Não é admissível. Se os manuais foram adoptados pela escola devem ser utilizados sem qualquer dúvida. Há muita coisa que está mal. Trinta alunos ou trinta e dois alunos numa turma está péssimo.
Sim, também concordo, ainda mais com esta evolução da relação entre professor aluno, cada vez exige mais sensibilidade e aproximação do professor para com o aluno.
Os pais não têm tempo para os filhos, é andar numa roda viva agonizante para conseguir pagar as contas. A maternidade acaba por ficar nas mãos dos professores, se com 20 é difícil , com 30…
Delinquencia e outras debilidades na formação de indivíduos vão ser cada vez mais.
Turmas com vinte alunos neste momento são o paraíso. A sensação de que não se consegue chegar a todos é muito angustiante. Foi o pior início de ano lectivo que tive ao longo destes anos todos.
Força, é o que lhe posso desejar.
E esperança, pode que um destes dias as coisas mudem. Olhe, pelo menos para os do superior, tudo esta indo as mil maravilhas.
Kratos, minha amiga, Kratos é o que vocês já não tem.
O problema da falta de força pode muito bem andar por dentro da classe, se calhar uma reforma no sindicato não seria má ideia.
Obrigada 🙂
Não sou sindicalizada. Não me sinto representada por nenhum deles.
De nada.
Mas devia criar um sindicato ou pelo menos iniciar uma associação que juntasse a si profissionais de valor, daqueles que amam o que fazem, e partir para a luta, não só por vocês mas também por todos os que vocês educam e ajudam a crescer.
Afirmem-se!
Aqui chegada borrou a pintura. Nem mesmo quando houver um sindicato para cada professor se sentirá representada, é dos livros, e sempre se poupam os euritos das quotas. Eu que não me sinto representado por este governo também me apetecia deixar de pagar impostos…
Eu sou parte interessada (e provavelmente beneficiada) e também não percebo.