O calibre de quem desgraçadamente (des)governa este país.
38 comentários em “Alguém me arranja um sinónimo de mentiroso?”
1.- O mundo não mudou muito desde essa altura. E nessa altura sabia-se que o Ocidente se endividava, a competitividade ocidental reduzia-se de forma acelerada, o euro vivia uma crise.
2.- O PSD estava na oposição, como o CDS. Estar na oposição significa estar atento, significa estudar, meditar, e contrapôr soluções reflectidas. Ser deputado da Nação, não é ser um membro de uma claque de futebol em que basta não perceber nada de futebol mas ter boa garganta…
3.- Que andavam a fazer dezenas de deputados da Nação? Ou o conceito “reduzir a despesa” era uma coisa para encher a boca tão somente para o acéfalo militante e eleitor ir na onda?
4.- Vem isto a propósito das PPP´s. Há quanto tempo, o srs. deputados conheciam os contratos “blindados” ? Já não passou tempo para os estudar? Para invocar a sua redução?
5.- Vem isto a propósito das autarquias. Há quanto tempo os srs. deputados sabiam da desgraça orçamental de câmaras como as de Portimão, Gaia, Aveiro…ou vão lá de visita?
6.- Há quanto tempo os srs. deputados na altura sabiam da existência de luxos na educação? Sabe-se desde pelo menos 2000…medo de 100 000 professores?
7.- Há quanto tempo os srs. deputados sabiam das rendas da saúde e do negócio do medicamento em portugal?
ETC ETC
8.- Sabiam porque são pagos para saber. É suposto. Então porque razão não sabem reduzir na despesa, antes confiscam milhares de trabalhadores/empresários que criam riqueza que paga as despesas do Estado?
Não comento o resto mas luxos na educação desconheço. Sou professora há 25 anos e nunca os tive. Nunca. Suponho que ‘vocês’ sejam os portugueses. Sim, somos todos incómodos, se não Pedro Passos Coelho com o amén dos seus acólitos não nos tinha apresentado a porta de saída.
1.”Vocês” refere-se … aos deputados. 2. A despesa na educação tem a ver com os recursos humanos existentes. Todos os portugueses sabem que os professores não têm luxos. Todos , todos sabem que trabalham fora de horas. A grande maioria com mais de 10 anos de serviço é vocacionada e de qualidade! Se há profissão mais conhecida é a de professor porque…a grande maioria dos portugueses já os teve ou tem.
Brando. Muito brando. Este homem é perverso e mal intencionado. O objectivo não é salvar o país, em dias como o de sexta acho mesmo que é afundá-lo de vez.
Para “mentiroso” não me lembro de sinónimos, mas para “subida de impostos” tenho vários: “ajustamento dos escalões do IRS” e “combate ao desemprego” são dois exemplos. Mas arranja-se mais.
Tric, nunca concordei tento consigo: Sócrates é o sinónimo perfeito. Ainda há pouco o ouvi, não na sexta-feira, e o desfilar de virtudes já conseguidas só me fazia lembrar Sócrates: arrogância e total alheamento da realidade. Iguais. Preferia o Sócrates, era mais giro.
E não acha que depois de Sócrates, de tudo o que PPC prometeu e da seriedade do momento ele tinha obrigação de honrar os portugueses que tudo acatam e só lhe facilitam a vida? Mas não sou por isso. Verticalidade e honestidade precisam-se. estou farta de invertebrados e seres rastejantes.
Leonor: também não vale a pena acreditares em Seguro e nas suas pretensões de ter alternativas credíveis. E há uma coisa que ainda não percebi: que via defendes?
Não é Seguro que está em xeque. Em duas ou três pernadas: defendo alguém que não traia o eleitorado, não seja mentiroso e arrogante, com total insensibilidade social. Será pedir muito? Já sei que sim. Tendo em conta o momento actual e o nosso percurso socrático este governo tinha a obrigação e o dever de ser muito mas muito melhor que o seu antecessor. Até eu que não votei nele e que nunca votei PSD tinha esperança e acreditei que depois do descalabro anterior Pedro Passos Coelho iria honrar os portugueses e a confiança que lhe depositaram através do voto. Não me lembro de alguém tão mau em tão pouco tempo. É desastrado na forma de comunicar e esta última medida não tem sentido, ou melhor, tem o sentido de sempre. Se não há dinheiro o consumo vai retrair-se ainda mais e por consequência arrastará tudo o que tem consigo. Mais desemprego, maior despesa do Estado em subsídios de desemprego e o défice por cumprir. Não é a isso que temos assistido? Por outro lado, um estadista não pode fazer papel de Calimero e atribuir culpas a outros, como aconteceu com o Tribunal Constitucional. Como já deixei aí para trás, metem-me asco. Asco puro.
Ou seja: defendes a ruptura com as exigências da troika e a eventual saída do euro? É que essa é uma posição que posso compreender (eu próprio já escrevi muitas vezes que duvido que o euro resista); o que me incomoda são protestos sem indicação do que se está disposto a arriscar.
Não entendo. Um Primeiro-ministro que respeite o país, não minta, não seja inábil e demonstre o mínimo de sensibilidade pelos seus concidadãos implica sair do euro e romper com a Troika? Esse é o problema, legitimar a chacina que por aqui vai com os outros, neste caso a Troika. E pedir para flexibilizar o programa?
Então se você não quer a Troika – e eu acho muito bem é a melhor maneira dos portugueses aprenderem a não viver do dinheiro dos estrangeiros, sim porque dos outros portugueses a constituição obriga- onde vai buscar, por exemplo os 13 mil milhões pedidos emprestados este ano?
Quer cortes de 4 salários na Função Publica e Pensões em vez de 2? Pois é mais ou menos isso que o país tem que cortar para ser sustentável.
13 mil milhões de euros de nova dívida são mais de 15-16% dos gastos do Estado. Como o ano tem 12 meses quer dizer que sem eles chegava aos inícios de Novembro e não havia dinheiro para pagar ordenados, pensões e todos os outros gastos do Estado. O País está viciado no défice e dívida. Transformou-se num monstro que não consegue viver sem isso.
Leia bem o que escrevi acima. Está tudo lá bem explicado.
Lamento mas não está. Ok, pedias para flexibilizar o programa (algo por que Passos Coelho e Vítor Gaspar devem estar ansiosos) e eras confrontada com a resposta: «Por enquanto, não». O que fazias?
É capaz de haver mais soluções, não te parece? Taxar o ordenado mínimo é vil.
Quais? Lamento mas nesta fase não bastam palavras de indignação, por compreensíveis que sejam. Ou se faz um braço de ferro com a nossa única fonte de financiamento (e então temos que estar dispostos a assumir as consequências), ou se tenta cumprir o programa e se vai sugerindo, com apoio de números, a conveniência de alguns ajustes, sabendo que a decisão final não nos pertence (mas convém não esquecer que, podendo ser recomendável na fase em que estamos, mais tempo também significa mais dinheiro a pagar no futuro). A verdade é que Portugal é demasiado pequeno para colocar pressão seja em quem for. Quando (não é se) a situação espanhola se agravar, veremos que rumo é decidido. O que dará origem a outro belo conjunto de questões (e então, infelizmente, talvez cheguemos à conclusão de que devíamos ter saído do euro logo no início).
Obviamente já sabes que eu não sou governo nem sequer de finanças e como tal tudo o que eu disser cairá para ti no campo da especulação. Elegem-se governos para que eles, com o know-how que lhes devia ser inerente, resolvam os assuntos do país ou pelo menos que lhe dêem um rumo. Os portugueses têm sido exemplares a acatar o que lhes é imposto. Não te parece que tentar arranjar soluções para estimular a economia e não apertar desta forma o rendimento seriam desejáveis? As pessoas não vão consumir porque não têm sequer dinheiro para sobreviver. E sem qualquer mecanismo de controlo é claro que os patrões vão meter o dinheiro ao bolso. Quem é que beneficia desta medida? Por que não taxar os que têm rendimentos brutais? Por que não ser honesto e não andar a inventar ‘adaptações’ aos cortes? E pergunto, os especialistas na área não previram que estas medidas brutais de austeridade teriam este efeito perverso? Ou achas bem que as pessoas sejam atiradas para vidas indignas sem qualquer qualidade de vida? Quanto à indignação, pois, temos pena, eu sou do povo e o povo tem todo e qualquer direito à indignação. Temos todos. Gritar até a voz lhe doer se for preciso. Felizmente. Graças aos deuses. Uns dizem amén como tu, outros revoltam-se como eu. É a vida.
1.- O mundo não mudou muito desde essa altura. E nessa altura sabia-se que o Ocidente se endividava, a competitividade ocidental reduzia-se de forma acelerada, o euro vivia uma crise.
2.- O PSD estava na oposição, como o CDS. Estar na oposição significa estar atento, significa estudar, meditar, e contrapôr soluções reflectidas. Ser deputado da Nação, não é ser um membro de uma claque de futebol em que basta não perceber nada de futebol mas ter boa garganta…
3.- Que andavam a fazer dezenas de deputados da Nação? Ou o conceito “reduzir a despesa” era uma coisa para encher a boca tão somente para o acéfalo militante e eleitor ir na onda?
4.- Vem isto a propósito das PPP´s. Há quanto tempo, o srs. deputados conheciam os contratos “blindados” ? Já não passou tempo para os estudar? Para invocar a sua redução?
5.- Vem isto a propósito das autarquias. Há quanto tempo os srs. deputados sabiam da desgraça orçamental de câmaras como as de Portimão, Gaia, Aveiro…ou vão lá de visita?
6.- Há quanto tempo os srs. deputados na altura sabiam da existência de luxos na educação? Sabe-se desde pelo menos 2000…medo de 100 000 professores?
7.- Há quanto tempo os srs. deputados sabiam das rendas da saúde e do negócio do medicamento em portugal?
ETC ETC
8.- Sabiam porque são pagos para saber. É suposto. Então porque razão não sabem reduzir na despesa, antes confiscam milhares de trabalhadores/empresários que criam riqueza que paga as despesas do Estado?
9.- Acabou o tempo. Vocês são a despesa.
Não comento o resto mas luxos na educação desconheço. Sou professora há 25 anos e nunca os tive. Nunca.
Suponho que ‘vocês’ sejam os portugueses. Sim, somos todos incómodos, se não Pedro Passos Coelho com o amén dos seus acólitos não nos tinha apresentado a porta de saída.
1.”Vocês” refere-se … aos deputados.
2. A despesa na educação tem a ver com os recursos humanos existentes. Todos os portugueses sabem que os professores não têm luxos. Todos , todos sabem que trabalham fora de horas. A grande maioria com mais de 10 anos de serviço é vocacionada e de qualidade!
Se há profissão mais conhecida é a de professor porque…a grande maioria dos portugueses já os teve ou tem.
Obrigada, não tinha percebido.
No Alentejo utilizamos o termo “pantomineiro”.
‘Pantomineiro’ é giro. Eu também uso. Pedro Passos Coelho não é giro 😉
Que tal considerar-se eufemisticamente o adjectivo “sofista”?
‘Sofista’ é bonito e suave. Não será suave de mais?
Que tal “político”?
Visto que todos mentem…
Pois, parece que sim.
“trocador de tintas”.
Brando. Muito brando. Este homem é perverso e mal intencionado. O objectivo não é salvar o país, em dias como o de sexta acho mesmo que é afundá-lo de vez.
…é para melhor o salvar!
Para “mentiroso” não me lembro de sinónimos, mas para “subida de impostos” tenho vários: “ajustamento dos escalões do IRS” e “combate ao desemprego” são dois exemplos. Mas arranja-se mais.
Ah sim, para esses há muitos, Teresa. Para mentiroso é difícil.
Socrates…Pedro Passos Coelho é um grande Socrates…
Tric, nunca concordei tento consigo: Sócrates é o sinónimo perfeito. Ainda há pouco o ouvi, não na sexta-feira, e o desfilar de virtudes já conseguidas só me fazia lembrar Sócrates: arrogância e total alheamento da realidade. Iguais. Preferia o Sócrates, era mais giro.
Cínico
Pouco, muito pouco.
Na minha terra podemos dizer TRAFULHA.
Trafulha não está mal 🙂
!? É o que os Portugueses querem.
É igual ao calibre de todos os outros que estiveram antes dele. Conhece algum que prometeu subir impostos?
Todos o fizeram.
E fizeram porque os portugueses querem ter o dinheiro dos outros, dos que produzem riqueza.
E não acha que depois de Sócrates, de tudo o que PPC prometeu e da seriedade do momento ele tinha obrigação de honrar os portugueses que tudo acatam e só lhe facilitam a vida? Mas não sou por isso. Verticalidade e honestidade precisam-se. estou farta de invertebrados e seres rastejantes.
Leonor: também não vale a pena acreditares em Seguro e nas suas pretensões de ter alternativas credíveis. E há uma coisa que ainda não percebi: que via defendes?
A mais simples: o Estado Social é uma coisa perigosa nos latinos: pensam que basta imprimir dinheiro ou que há um outro planeta ao lado;
Espreita a fotografia aí em cima e vê bem o calibre de quem nos governa. Um pouco de pudor e mais respeito pelos portugueses seria desejável.
Não é Seguro que está em xeque. Em duas ou três pernadas: defendo alguém que não traia o eleitorado, não seja mentiroso e arrogante, com total insensibilidade social. Será pedir muito? Já sei que sim. Tendo em conta o momento actual e o nosso percurso socrático este governo tinha a obrigação e o dever de ser muito mas muito melhor que o seu antecessor. Até eu que não votei nele e que nunca votei PSD tinha esperança e acreditei que depois do descalabro anterior Pedro Passos Coelho iria honrar os portugueses e a confiança que lhe depositaram através do voto. Não me lembro de alguém tão mau em tão pouco tempo. É desastrado na forma de comunicar e esta última medida não tem sentido, ou melhor, tem o sentido de sempre. Se não há dinheiro o consumo vai retrair-se ainda mais e por consequência arrastará tudo o que tem consigo. Mais desemprego, maior despesa do Estado em subsídios de desemprego e o défice por cumprir. Não é a isso que temos assistido? Por outro lado, um estadista não pode fazer papel de Calimero e atribuir culpas a outros, como aconteceu com o Tribunal Constitucional. Como já deixei aí para trás, metem-me asco. Asco puro.
Ou seja: defendes a ruptura com as exigências da troika e a eventual saída do euro? É que essa é uma posição que posso compreender (eu próprio já escrevi muitas vezes que duvido que o euro resista); o que me incomoda são protestos sem indicação do que se está disposto a arriscar.
Não entendo. Um Primeiro-ministro que respeite o país, não minta, não seja inábil e demonstre o mínimo de sensibilidade pelos seus concidadãos implica sair do euro e romper com a Troika? Esse é o problema, legitimar a chacina que por aqui vai com os outros, neste caso a Troika. E pedir para flexibilizar o programa?
Então se você não quer a Troika – e eu acho muito bem é a melhor maneira dos portugueses aprenderem a não viver do dinheiro dos estrangeiros, sim porque dos outros portugueses a constituição obriga- onde vai buscar, por exemplo os 13 mil milhões pedidos emprestados este ano?
Quer cortes de 4 salários na Função Publica e Pensões em vez de 2? Pois é mais ou menos isso que o país tem que cortar para ser sustentável.
13 mil milhões de euros de nova dívida são mais de 15-16% dos gastos do Estado. Como o ano tem 12 meses quer dizer que sem eles chegava aos inícios de Novembro e não havia dinheiro para pagar ordenados, pensões e todos os outros gastos do Estado.
O País está viciado no défice e dívida. Transformou-se num monstro que não consegue viver sem isso.
Leia bem o que escrevi acima. Está tudo lá bem explicado.
Lamento mas não está. Ok, pedias para flexibilizar o programa (algo por que Passos Coelho e Vítor Gaspar devem estar ansiosos) e eras confrontada com a resposta: «Por enquanto, não». O que fazias?
É capaz de haver mais soluções, não te parece? Taxar o ordenado mínimo é vil.
Quais? Lamento mas nesta fase não bastam palavras de indignação, por compreensíveis que sejam. Ou se faz um braço de ferro com a nossa única fonte de financiamento (e então temos que estar dispostos a assumir as consequências), ou se tenta cumprir o programa e se vai sugerindo, com apoio de números, a conveniência de alguns ajustes, sabendo que a decisão final não nos pertence (mas convém não esquecer que, podendo ser recomendável na fase em que estamos, mais tempo também significa mais dinheiro a pagar no futuro). A verdade é que Portugal é demasiado pequeno para colocar pressão seja em quem for. Quando (não é se) a situação espanhola se agravar, veremos que rumo é decidido. O que dará origem a outro belo conjunto de questões (e então, infelizmente, talvez cheguemos à conclusão de que devíamos ter saído do euro logo no início).
Obviamente já sabes que eu não sou governo nem sequer de finanças e como tal tudo o que eu disser cairá para ti no campo da especulação. Elegem-se governos para que eles, com o know-how que lhes devia ser inerente, resolvam os assuntos do país ou pelo menos que lhe dêem um rumo. Os portugueses têm sido exemplares a acatar o que lhes é imposto. Não te parece que tentar arranjar soluções para estimular a economia e não apertar desta forma o rendimento seriam desejáveis? As pessoas não vão consumir porque não têm sequer dinheiro para sobreviver. E sem qualquer mecanismo de controlo é claro que os patrões vão meter o dinheiro ao bolso. Quem é que beneficia desta medida? Por que não taxar os que têm rendimentos brutais? Por que não ser honesto e não andar a inventar ‘adaptações’ aos cortes? E pergunto, os especialistas na área não previram que estas medidas brutais de austeridade teriam este efeito perverso? Ou achas bem que as pessoas sejam atiradas para vidas indignas sem qualquer qualidade de vida?
Quanto à indignação, pois, temos pena, eu sou do povo e o povo tem todo e qualquer direito à indignação. Temos todos. Gritar até a voz lhe doer se for preciso. Felizmente. Graças aos deuses. Uns dizem amén como tu, outros revoltam-se como eu. É a vida.
Aldrabão
Leonor, já escrevi isto não sei quantas vezes: um mentiroso é um mentiroso. Aqui não há sinónimos.