O (des)governo de José Sócrates acaba de anunciar o aumento do IVA de 21% para 23%. Há dois anos, com eleições quase à porta e a crise já a bater forte na Europa, o (des)governo de José Sócrates baixou o IVA de 21% para 20%. Em Maio deste ano, já sem eleições no horizonte, o (des)governo de José Sócrates voltou a aumentar o IVA de 20% para 21%.
Em 2009, ano eleitoral – eleições europeias, legislativas e autárquicas -, o (des)governo de José Sócrates aumentou em 2,9% os salários da função pública. A crise era indisfarçável, mas a demagogia eleitoral falou mais alto. Agora, o (des)governo de José Sócrates anuncia cortes até 10% dos salários da função pública.
Alguém falou em credibilidade aí ao fundo da sala?

E há o fundo de pensões da PT que como refere o Público “a medida é em tudo semelhante às realizadas pelos governos PSD no caso da Caixa Geral de Depósitos e da ANA”. O que afirmou, na altura, o PS sobre essas operações?
Também me lembro. Na altura, o PS acusou o governo PSD/CDS de martelar as contas públicas.
Creio que até palavras como credibilidade perderam já o significado, desgastadas pelo falajar constante dos nossos governantes. Tinha acabado de publicar este post 010/09/relatorio-da-ocde.html
http://jose-catarino.blogspot.com/2
e, pouco depois, estava já desactualizado. Perdemos a independência nacional que ainda nos restava, a credibilidade externa, talvez, até, a vergonha… Sinceramente, preferia uma derrota com glória e não este esfumar lento daquilo que foi Portugal.
É verdade, José Catarino. O desempenho deste primeiro-ministro esvazia por completo certas palavras. Uma delas é precisamente esta – credibilidade.
Caro Pedro, permita-me acrescentar um parêntesis à questão pertinente/incisiva que coloca:
– Alguém falou em credibilidade (entenda-se, parasitária) aí ao fundo da sala?
Já agora, dou-lhe a minha resposta (em quadras, claro):
Numa sociedade lixada
por parasitagem tão fogosa,
essa peçonha fica fixada
de uma forma assaz fungosa.
Esses “parasitas” gastadores,
quais azémolas desembestadas,
são os símbolos reveladores
destas décadas tão enquistadas!
A ‘parasitagem’ anda cada vez mais ‘fogosa’, caro Manuel.
Claramente a factura destas brincadeiras a ser paga pelos mesmos de sempre.
Quanto a isso não resta a menor dúvida, Daniel.
Não me ocorre nenhum comentário que não seja em “bad, bad, portuguese”
Very very bad.