Marques Mendes entendeu o contrário: que havia circunstâncias que não implicavam nem a assunção de ilegalidades, nem a sua condenação em tribunal mas que implicavam a suspensão do exercício de alguns cargos políticos ou a retirada da confiança política. Ele formulou a questão correctamente, insistindo que não se tratava de fazer um pré-decisão de condenação, ou de uma norma genérica que punha em causa arguidos apenas por serem arguidos. Ele insistiu que se tratava de um juízo político pontual, caso a caso, mas que tinha implícito que determinados comportamentos podiam exigir uma sanção política, mesmo sem ser ilegais e sem presunção de culpa. Perdeu três câmaras por causa disso, Oeiras, Gondomar e Lisboa, e o seu partido não lhe perdoou, pelas piores razões.
José Pacheco Pereira, Abrupto, 1 de Fevereiro de 2008
outros tempos, antes do vento ter virado.
Ler Pacheco e ouvir Jardim há 16 meses e hoje é um espanto. Estou sem saco para aturá-los. E há 16 meses também estava.
É isto que eu admiro nos políticos: a coerência e a verticalidade, a independência e moralidade das suas opiniões. Em minha defesa: a admiração, como sentimento, é de uma abrangência de significados enorme.
Confesso que não aprecio Marques Mendes desde o tempo em que o «JN» o retratava em simultâneo como «yes man» e na revista o fazia posar de skis sob o título de «Viva a Irreverência». Outros tempos.
Actualmente, e se fosse ele o líder das hostes centristas, quase lhe daria o meu voto. Quase. De qualquer modo, concordo genericamente com o post, muito embora nunca tenha ouvido falar da personalidade mencionada no título; quem é, um jogado de futebol?
Não sei se joga futebol, mas consta que é especialista a correr cem metros de obstáculos… com mala.
Caro Pedro,
Se ainda não constar do “Delito” e se me perdoar a ousadia, sugiro-lhe esta praia de Portugal (no pun intended):
http://4.bp.blogspot.com/_qTV_dZIgp2o/Sn h4cyQuPvI/AAAAAAAABT4/k9hQ6C49tCE/s1600-h/p ortinho.jpg
Portinho da Arrábida.