A convivência entre as três religiões que separam os bairros de Jerusalém não é fácil e qualquer olhar menos distraído apreende a tensão que perturba a santidade dos lugares e a acalmia do fim de tarde. E foi preciso chegar aqui, vir aqui, para entender, sem aceitar, como um só lugar pode originar séculos de guerras e de ódios: em Jerusalém, a fé ganha, para aqueles que como eu a partilham, uma dimensão superlativa, como se os lugaes sagrados fossem afinal a confirmação ou a demonstração dessa fé.
E assim termino a estadia em Jerusalém e atravesso o muro rumo à Palestina.
