Está agora explicada a estranha ausência da campanha eleitoral do ainda ministro da Justiça. Alberto Costa reapareceu hoje no papel institucional a fazer uma declaração que há-de calar fundo em muita gente: acabaram os vasos sanitários nas prisões. Não só todos os presos passam a ter acesso a instalações sanitárias, como está finalmente atingido aquele que constituía um objectivo do governo.
Ao fim de quatro anos e meio de governação, este era o anúncio da Justiça que faltava e que o País esperava ansiosamente. O ministro bem merece este destaque, por ter cumprido com tanto afinco e prontidão tão elevado objectivo.

Na verdade, trata-se de uma revolução, não intestinal, mas de procedimentos. É que cagar no meio da cela, à vista dos parceiros, é de uma indignidade incomensurável. Acabou-se? Parabéns.
Sem dúvida, Carlos. Devia estar resolvido há muito. O que me espanta é a cagança do anúncio. Aquele ar impante de vitória sobre os vasos desconcertou-me.
Qual “Gatos Fodorentos ” qual carapuça…o DO e neste caso o João é que é … essa dos vasos é digna de antologia:))
Não precisa de exagerar. Hehe…
Ainda há muito potencial para surpresas neste país.
Como exemplo: as cozinhas dos hospitais podem deixar de ter azulejos partidos. E os hospitais podem passar a ter ar climatizado.
Outra novidade bonita de se ver mexida foi a lavagem de mãos dos médicos e existência de desinfectantes de mãos nos hospitais. Mas ficamos à espera de ver os cafés ao lado do hospital sem batas e estetoscópios.
Exigência e profissionalismo. Este ano, ainda o Hermínio Loureiro pedia audiências com a ministra por causa da gripe A já o FCPorto rastreava todos os atletas que chegavam ao estágio. Lá está, exigência e profissionalismo costumam dar resultado.
Que há coisas que se vão fazendo – e até muitas ainda à espera de vez – que já deviam estar feitas há muito, isso todos sabemos. O que me surpreende é o folclore com que um político surge lá do seu alto para dizer que já conseguiu colocar letreiros em todos os refeitórios a dizer que é proibido cuspir no prato. Enfim…
Tem razão. Reconhecer o óbvio parece um desperdício de elogios.
É escusado, Francisco. Eles não resistem, nem que seja só para anunciar que acabaram de assinar uma requisição para comprar duas esferográficas para o gabinete.
Depois vêm as eleições; poucos se lembram e ainda menos se querem lembrar. Desperdício mesmo.
Não entendo que seja mérito do ministro, acho, pelo contrário, que foi uma grande pouca vergonha que atravessou todos os partidos e a que ninguém pôs cobro desde o mais pintado ministro da Justiça a começar por Mário Raposo, Meneres Pimentel, Laborinho Lúcio, António Costa, etc , etc .
No fundo, prova que o Bloco Central não conseguiu vencer o império da merda .
Do mesmo modo que não é fácil habituar certos comentadores à linha desejável. Mas devagarinho a coisa lá vai.
Bolas, até parece o João Gonçalves a citar Céline e a vaselina….
Não recomece a descambar, que lhe fica mal.
Debalde pensámos que esta medida seria concretizada logo no início do mandato de um governo tão moderno, tão ‘na hora’, tão prafrentex, tão simplex. Mas vale mais tarde que nunca. Nas celas das prisões portuguesas, o século XXI chega enfim, com mais quatro anos e meio de atraso.
Eu também esperava que tivesse sido muito antes. Debalde.
Era mais importante preservar as pinturas rupestres de Foz Côa e entregar os títulos ao Citibank …
Prioridades, meu caro, dada a escassez de recursos…:)
Então retiro o “debalde”. Fica ‘devaso’…
Caro João,
Por muito que custe a muita gente essa é uma marca civilizacional, uma coisa aparentemente muito simples mas que ninguém antes conseguiu que acabasse. Quando está em causa a dignidade da pessoa humana tudo o que se fizer será sempre pouco. Noutras coisas não terá estado tão bem, mas aí: 5 estrelas.
Nã-nã-nã-nã, Sérgio. Concordo contigo integralmente, mas não é isso que eu viso.
Como já expliquei acima, o que me dana é a cagança do anúncio lançado a nível nunca abaixo de ministro, é aquele ar desconcertante de vitória.
Percebo e também não gosto, mas neste momento desvalorizo isso em função do resultado. Abraço,