Em resumo:
– Nomear como Ministro da Saúde alguém ligado a diversas empresas com interesses nesse sector.
– Anunciar cortes no sector que levarão a uma degradação significativa do Serviço Nacional de Saúde.
– Entregar o que restar à gestão de privados, transformando um direito humano universal num direito a que só pode aceder quem tem (muito) dinheiro.
Mais palavra ou menos palavra é isto mesmo.

Diga-se o que se disser sobre a qualidade do Serviço Nacional de Saúde, a verdade é que continua a não haver cura para a socialismicite aguda.
Espero que você seja muito rico ou muito saudável. Sempre é melhor do que ser muito totó.
Mesmo sabendo que este sector precisa urgentemente de arrumar a casa financeiramente (o dinheiro não abunda e os maus hábitos são muitos), também me preocupa muito que a Saúde seja avaliada de um ponto de vista exclusivamente economicista. A sensibilidade e a atenção às pessoas – os cristãos têm para isto a expressão “próximo”, que é muito bonita – são essenciais, mais do que em qualquer outra área.
Aquilo está a saque, Ana. Só isso.
É bem possível, mas não é de agora. O mal já é antigo.
Esta área dos transplantes era uma referência do SNS, um motivo de orgulho. Não se entende como é que entre tantos serviços que funcionam tão mal logo visaram este.
Isto não começa nada bem, não.
Coisas em que acredito…
1- A degradação do SNS, tomando como padrão o modelo Arnaut, já vem acontecendo, de forma claríssima, há pelo menos 5 anos
2- Menos dinheiro, menos serviços ao cidadão, não há hipótese de iludir a realidade e crer em alternativas miríficas.
3- Uma percentagem dos cortes na área da saúde pode bem ser conseguida em áreas sem expressão directa na prestação aos utentes: repensar a utilidade de dezenas de administradores por unidade hospitalar é uma delas…
4- Outra percentagem dos cortes terá fatalmente consequências nos cuidados de saúde directos. Já tem, aliás: a diminuição do número de camas, que tem acontecido nos últimos 2 anos, contraria em absoluto a politica de combate às listas de espera. Há serviços que querem carburar e não podem. E, p. ex, em vez das 30 intervenções diárias que podiam fazer, fazem 10. – Será o cheque-saúde uma boa medida?
5- Aumentar as taxas moderadoras é um dever. Criando uma tabela proporcional aos rendimentos. Não é possível manter um sistema de isenções para todos, ou em que todos pagam o mesmo.Quanto mais se negar esta evidência, mais inviabilizaremos um SNS. – É melhor pagar algo como um máximo de 25€ por uma consulta num hospital público, ou desembolsar 100€ num privado?
6- Manter um SNS é fundamental.
É pá, não tinha visto isto tudo. De qualquer modo creio que o post citado não era bem sobre o sns, mas sobre quem se escolhe para o “reformar”. Eu ainda hei-de escrever alguma coisa.