O desprendimento de mesquinhices faz-me falta. Se sou ingénua? É possível. Aliás é muito provável. Mas ainda vou podendo dar-me ao luxo de pensar por mim, e achar completamente desprezível aqueles que desrespeitam a sua própria consciência em prol de uma obediência acéfala à disciplina partidária. Mas depois dizem-me que é precisamente essa obediência acéfala (agora ia dizer bovina, mas contive-me) a característica mais desejada pelos partidos. Todos eles. Calha agora este exemplo.
Ainda do Orçamento, mas sem ser o Orçamento
Filipa Reis,

Bem-vinda, Filipa.
Obrigada, Teresa.
Bem-vinda ao Delito, Filipa. É sempre um gosto receber reforços no nosso clã.
Pedro, muito obrigada. O gosto é todo meu.
Lá esta, e ainda há quem diga que isto é democracia, que o parlamento funciona, etc.
Só este exemplo que aqui traz é suficiente para julgar tudo isto como fantochada masoquista.
Portuguesacoriano, o parlamento funcionar, funciona. Mal seria. Aqui a questão é o sistemático confronto estatutos partidários versus consciência. E isto dá pano para mangas.
Pois, estatutos partidários versus realidade.
Começo a achar que este governo não tem capacidade para resolver o problema do país. É mais do que certo que os anteriores hipotecaram o nosso presente e futuro, mas um Governo que se propõe a resolver uma crise (seja qual for a sua origem) nunca deve cometer o erro de culpar os anteriores. Esse foi e é o principal erro do Governo de Passos e Portas. Numa situação destas, ou o Governo tem a capacidade de mobilizar o país duma forma consensual começando por praticas exemplares, e caso não o faça devia ser o P.R a tomar uma atitude face a isso. Porque em tempo de crise não há lugar para estatutos e ideologias partidárias, há apenas um problema para resolver, um problema de todo o país e do qual todos fazemos parte, mas da forma como estão actuando só estão conseguindo gerar conflito e discórdia, e claro, como todos sabemos, nada se resolve quando há discórdia.
Gostei desta entrada. Promete 🙂
Obrigada, Sara.
Bem-vinda e boa estadia por cá, Filipa.
Obrigada, Leonor.
Bem-vinda, Filipa. Muitos posts de vida aqui no Delito. Este tema dá pano para mangas, tens razão. É por essas e por outras que nunca me filiei em nenhum partido.
Bem-vinda, Filipa.
Minha cara este post de entrada é a minha cartilha. Bem hajas e bem vinda!