Ainda do Orçamento, mas sem ser o Orçamento


Filipa Reis,

O desprendimento de mesquinhices faz-me falta. Se sou ingénua? É possível. Aliás é muito provável. Mas ainda vou podendo dar-me ao luxo de pensar por mim, e achar completamente desprezível aqueles que desrespeitam a sua própria consciência em prol de uma obediência acéfala à disciplina partidária. Mas depois dizem-me que é precisamente essa obediência acéfala (agora ia dizer bovina, mas contive-me) a característica mais desejada pelos partidos. Todos eles. Calha agora este exemplo. 

14 comentários em “Ainda do Orçamento, mas sem ser o Orçamento”

  1. Lá esta, e ainda há quem diga que isto é democracia, que o parlamento funciona, etc.
    Só este exemplo que aqui traz é suficiente para julgar tudo isto como fantochada masoquista.

      1. Pois, estatutos partidários versus realidade.
        Começo a achar que este governo não tem capacidade para resolver o problema do país. É mais do que certo que os anteriores hipotecaram o nosso presente e futuro, mas um Governo que se propõe a resolver uma crise (seja qual for a sua origem) nunca deve cometer o erro de culpar os anteriores. Esse foi e é o principal erro do Governo de Passos e Portas. Numa situação destas, ou o Governo tem a capacidade de mobilizar o país duma forma consensual começando por praticas exemplares, e caso não o faça devia ser o P.R a tomar uma atitude face a isso. Porque em tempo de crise não há lugar para estatutos e ideologias partidárias, há apenas um problema para resolver, um problema de todo o país e do qual todos fazemos parte, mas da forma como estão actuando só estão conseguindo gerar conflito e discórdia, e claro, como todos sabemos, nada se resolve quando há discórdia.

  2. Bem-vinda, Filipa. Muitos posts de vida aqui no Delito. Este tema dá pano para mangas, tens razão. É por essas e por outras que nunca me filiei em nenhum partido.

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