Como se diz que não há duas sem três e, pelo menos um par de vezes por ano, gosto de dar uso às velhas pérolas de sabedoria popular, vou começar este texto da mesma forma que comecei os dois anteriores: com um desabafo. Detesto o nome artístico desta rapariga. Tentar fazer carreira com base no nome próprio é de cantor pimba – ou da Beyoncé mas essa é um caso à parte e, de resto, toda a gente lhe conhece o apelido enquanto eu tive que pesquisar imenso para descobrir o de Márcia (Santos). Tem isto importância? Não. Sim. Não. Depende. Não devia ter. Se calhar não tem. Mas pronto. Rant over.
O melhor termo para descrever o segundo álbum de Márcia Santos – a partir de agora vou tratá-la assim – é «depurado». Tanto que, por vezes, tão habituados estamos a música pop demasiado produzida, parece faltar algo. Não falta. É «apenas» delicado (título de uma das canções), preciso, quase nada – passe o trocadilho básico – marcial. O tema deste vídeo conta com a participação de Samuel Úria, cujo álbum do ano passado não surgirá nesta série apenas porque recuso voltar a aumentar o número de entradas (tem o sublime título O Grande Medo do Pequeno Mundo e – amor com amor se paga e, eureka, ainda estamos em Janeiro e já despachei a quota de pérolas de sabedoria popular – inclui um dueto com Márcia Santos que, em primeira audição descuidada, cheguei a pensar basear-se na vida de António José Seguro). Informação acessória: Márcia Santos estará no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, no dia 7 de Fevereiro, e na Casa da Música, no Porto, no dia 14 do mesmo mês.

Adoro! Valeu a pena aumentar a lista.
Óptimo. E só para que conste, um álbum surgir num dos números 21 a 25 não significa que não fizesse já parte dos vinte originais. Quando decidi aumentar a lista, reformulei a ordem de apresentação. Naturalmente, nunca revelarei quais foram acrescentados, nem que me arranquem as unhas uma a uma ao som dos One Direction.
(Mas, por favor, não ponham uma tipa atraente a fazer-me cócegas…)
(Ou, bem vistas as coisas, se calhar ponham.)