Ainda 2013 nuns quantos discos. 16: Roma, de JP Simões.


escafandro,

De forma similar a muitos brasileiros (não por acaso lhes vai buscar os ritmos em vários temas) ou a génios do calibre de Sérgio Godinho, JP Simões é capaz de usar a língua portuguesa como se fosse plasticina, esticando-a de modo a adquirir sentidos inesperados, torcendo-a em trocadilhos fonéticos, encaixando-a na música como se a velha história de ela não se prestar a ser cantada fosse um refúgio para pessoas sem talento. Mais: como Godinho, é capaz de fazer música com conteúdo político mantendo uma ironia e uma leveza dignas de registo.

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