«Cento e dez mil euros. Foi esta a indemnização recebida pelo motorista do presidente da Empresa Portuguesa de Águas Livres (EPAL), um valor mais de três vezes superior ao previsto na legislação do trabalho. O trabalhador, há 26 anos na empresa pública, é apontado como militante socialista e casado com uma funcionária da Federação da Área Urbana de Lisboa do PS — avança o Correio da Manhã.» A explicação da EPAL é interessante: «A rescisão surge no seguimento de “uma política de racionalização e renovação dos trabalhadores da EPAL.” A parte mais interessante é a da “racionalização”, como está bom de ver.
Já agora, como a EPAL pertence às Aguas de Portugal, como se trata de um motorista e como estamos a 15 de Novembro, que é feito disto?

João:
Eu não quero saber com que é que o tipo é casado. Por mim até podia ser com a Heidi Klum .
Quero apenas saber qual é o critério da política de racionalização da administração da EPAL. E acho que é aquilo que todos os portugueses , a começar pelos do PS, devem querer esclarecer.
Ó Sr. Eng.º José Sócrates: o que é esta merda ? O que é que esta gente anda a fazer? Quem responde por isto?
Achas que a Águas de Portugal terá abatido um carro da EPAL, daquela frota monumental?
Se calhar abateu vários, e dos melhores. E como o fulano não deve ter gostado, fez queixa à mulher e depois deram-lhe um pacote de caramelos.
Às tantas…
Tratando-se da empresa que é, encontro pelo menos uma atenuante: ali fazem naturalmente tudo para meter água.
E cumprem cabalmente o objectivo.