O Miguel Noronha destaca, n’O Insurgente, a extraordinária revelação do Diário Económico: PPR do Estado fogem da dívida pública portuguesa. Extraordinária não por ser surpreendente, já que se espera que o Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social esteja atento ao mercado e actue em conformidade, mas por demonstrar à exaustão até onde vai a encenação do Governo – com repercussões graves na sua credibilidade internacional – relativa ao ataque especulativo à dívida pública portuguesa. É que das duas uma: ou o Governo mente ou o Estado português é parte activa nesse ataque. Qualquer uma das hipóteses assusta e dá bem conta de quem temos a governar-nos.
Afinal…
Adolfo Mesquita Nunes,

Afinal, o Estado português é um desses “especuladores”. O que dirão, agora, os apoiantes deste (des)Governo?!
De histórias esfarrapadas
e com a casa por arrumar
muitas verdades deturpadas
agravam o nosso inflamar.
Difícil mas inevitável
o país está por consertar,
a loucura é lamentável
ceifando o nosso bem-estar.
As semelhanças são evidentes
nos nossos problemas seculares,
repetem-se razões decadentes
de políticas irregulares.
No meio dessa nulidade
do acaso da governação
brota a infeliz vaidade
da nossa secular inacção.
Era muito mais interessante arranjar um espaço arejado(por causa dos mus cheiros) colocar lá alguns politicos da nossa praça e depois dar um cacete ao cidadão comum. Isso é que era aliviar o stress, tipo Pato Donald…
Não se trata de ser parte ativa em ataque nenhum, trata-se apenas de atuar com prudência, vendendo ativos que se prevê venham a desvalorizar.
Do ponto de vista do investidor prudente, a sua atuação não é um ataque especulativo, é apenas uma gestão cuidadosa do seu dinheiro.
Se você prevê que um determinado ativo vai perder o seu valor, por quaisquer motivos bons ou maus, então você, se fôr um investidor prudente, procurará livrar-se desse ativo. Não estará dessa forma, no seu pontod e vista, a participar em qualquer ataque especulativo, mas tão-somente a agir de forma avisada.
Então o Estado sabe que o ataque é infundado, que não tem qualquer fundo de realidade e que se destina a atacar, por motivos ainda por explicar, Portugal e a sua economia, e actua como se, afinal de contas, esse ataque fosse fundamentado?