Acordar é como adormecer. É despertar para uma realidade inversa. É nadar no fundo do mar e por breves instantes não saber se estamos prestes a romper o espelho de água ou a descer ao fundo do mar.
Acordar é como adormecer. Um deles é nos mais querido que o outro. Um deles salva-nos do outro. Dependendo do momento que estamos a viver na realidade ou no sonho.

Já dizia Pessoa; por vezes, é preciso sabermos descer ao mais fundo de nós, para conseguirmos descobrir o que somos e, íntima e verdadeiramente, o que queremos. Independentemente do que supomos que queremos, ou do que julgamos que devemos querer.
Eu… concordo com o Poeta; temporal e intemporalmente.
Caro Bartolomeu. Uma vez mais agradeço a leitura e o comentário 🙂 Por vezes, uma destas duas “realidades” diz-nos o que realmente queremos. Algo que na outra “realidade” não conseguimos ver.
E se de cada vez que nos depararmos com uma realidade, pegarmos nela e a virarmos de pernas para o ar, Claudia?
Se a desmontarmos e voltarmos a montar em seguida?!
Se a analisarmos por dentro, se lhe esmiuçarmos as entranahas e subtilmente lhe trocarmos de posição uma ou duas coisitas que achemos se encontram no lugar errado?
Acha que quando a voltarmos a montar, ela permanecerá realidade?
Ou, voltando a Pessoa; iremos encontrar uma realidade transformada, ou uma realidade diferente, menos real e mais consentânea?
😉
Eu gostei do texto. Mas não haverá um limbo? Não podemos sonhar acordados?
🙂
Obrigada Bruno. Tantas vezes já sonhei acordada 🙂 é verdade.
e uma cronica não um texto mano aprende a ler o titulo