Não se trata de uma fobia. A realidade é que as pessoas nunca aprenderam a ler e a escrever e com o AO vão ficar ainda pior. Basta ver o que acontece actualmente com alguns serviços oficiais, designadamente do MNE, a fazerem comunicados e avisos. Ou ver como é que alguns deputados escrevem na página de blogues do Expresso misturando tudo. Mas isso deve fazer sentido num país onde há políticos que dizem “há-dem ” e o primeiro-ministro tem dificuldades na conjugação do verbo haver.
Uma pessoa sente quase ternura a ver erros como fazida e pida, são erros típicos cometidos por crianças que ainda não aprenderam que certos verbos são irregulares. Numa criança rimo-nos destes enganos que apenas seguem a lógica das analogias com os outros verbos.
O preocupante é que estes erros são praticados por adultos, adultos que, incrivelmente, parecem viver numa comunidade onde nunca foram corrigidos, como as crianças são ao longo da vida para aprenderem a conjugar bem os verbos irregulares. Quando eu oiço dizer que o AO e a simplificação da ortografia vão combater o analfabetismo e depois vejo estes erros, pergunto-me, O que tem a ortografia que ver com isto? Não é por causa de consoantes mudas que um adulto escreve pida em vez de peça e fazida em vez de feita, é ignorância, é falta de educação.
Os nossos dirigentes estão a lidar com problemas muito sérios com extrema leviandade. Estas pessoas ignorantes continuarão a ser excluídas das tais benesses pedagógicas que a reforma introduzirá. Do que elas precisam é de um sistema educacional melhor que não os falhe, não de remendos na língua.
Mas se calhar a simplificação do Pimental ainda venha a abranger também a regularização dos verbos irregulares. Já acredito que tudo possa vir dessas cabeças doentes. Mal posso esperar para ver como ir, ser, dizer serão conjugados no futuro…
«Senadores querem nova reforma ortográfica»
A notícia é dada aqui:
http://ilcao.cedilha.net/?p=14681
Mas pode ser confirmada aqui: or/cyromiranda/detalha_noticias.asp?codi go=119780
http://www.senado.gov.br/senadores/senad
Temos que agradecer a todos os que, por omissão, votaram a favor!
Quer fazer o favor de me explicar a relação entre os erros visíveis na imagem e o acordo ortográfico de 1990?
Tanta fobia não será doentia?
Não se trata de uma fobia.
A realidade é que as pessoas nunca aprenderam a ler e a escrever e com o AO vão ficar ainda pior. Basta ver o que acontece actualmente com alguns serviços oficiais, designadamente do MNE, a fazerem comunicados e avisos. Ou ver como é que alguns deputados escrevem na página de blogues do Expresso misturando tudo.
Mas isso deve fazer sentido num país onde há políticos que dizem “há-dem ” e o primeiro-ministro tem dificuldades na conjugação do verbo haver.
Uma pessoa sente quase ternura a ver erros como fazida e pida, são erros típicos cometidos por crianças que ainda não aprenderam que certos verbos são irregulares. Numa criança rimo-nos destes enganos que apenas seguem a lógica das analogias com os outros verbos.
O preocupante é que estes erros são praticados por adultos, adultos que, incrivelmente, parecem viver numa comunidade onde nunca foram corrigidos, como as crianças são ao longo da vida para aprenderem a conjugar bem os verbos irregulares. Quando eu oiço dizer que o AO e a simplificação da ortografia vão combater o analfabetismo e depois vejo estes erros, pergunto-me, O que tem a ortografia que ver com isto? Não é por causa de consoantes mudas que um adulto escreve pida em vez de peça e fazida em vez de feita, é ignorância, é falta de educação.
Os nossos dirigentes estão a lidar com problemas muito sérios com extrema leviandade. Estas pessoas ignorantes continuarão a ser excluídas das tais benesses pedagógicas que a reforma introduzirá. Do que elas precisam é de um sistema educacional melhor que não os falhe, não de remendos na língua.
Mas se calhar a simplificação do Pimental ainda venha a abranger também a regularização dos verbos irregulares. Já acredito que tudo possa vir dessas cabeças doentes. Mal posso esperar para ver como ir, ser, dizer serão conjugados no futuro…