4 comentários em “Acordo, qual acordo?”

  1. Quer fazer o favor de me explicar a relação entre os erros visíveis na imagem e o acordo ortográfico de 1990?
    Tanta fobia não será doentia?

    1. Não se trata de uma fobia.
      A realidade é que as pessoas nunca aprenderam a ler e a escrever e com o AO vão ficar ainda pior. Basta ver o que acontece actualmente com alguns serviços oficiais, designadamente do MNE, a fazerem comunicados e avisos. Ou ver como é que alguns deputados escrevem na página de blogues do Expresso misturando tudo.
      Mas isso deve fazer sentido num país onde há políticos que dizem “há-dem ” e o primeiro-ministro tem dificuldades na conjugação do verbo haver.

  2. Uma pessoa sente quase ternura a ver erros como fazida e pida, são erros típicos cometidos por crianças que ainda não aprenderam que certos verbos são irregulares. Numa criança rimo-nos destes enganos que apenas seguem a lógica das analogias com os outros verbos.

    O preocupante é que estes erros são praticados por adultos, adultos que, incrivelmente, parecem viver numa comunidade onde nunca foram corrigidos, como as crianças são ao longo da vida para aprenderem a conjugar bem os verbos irregulares. Quando eu oiço dizer que o AO e a simplificação da ortografia vão combater o analfabetismo e depois vejo estes erros, pergunto-me, O que tem a ortografia que ver com isto? Não é por causa de consoantes mudas que um adulto escreve pida em vez de peça e fazida em vez de feita, é ignorância, é falta de educação.

    Os nossos dirigentes estão a lidar com problemas muito sérios com extrema leviandade. Estas pessoas ignorantes continuarão a ser excluídas das tais benesses pedagógicas que a reforma introduzirá. Do que elas precisam é de um sistema educacional melhor que não os falhe, não de remendos na língua.

    Mas se calhar a simplificação do Pimental ainda venha a abranger também a regularização dos verbos irregulares. Já acredito que tudo possa vir dessas cabeças doentes. Mal posso esperar para ver como ir, ser, dizer serão conjugados no futuro…

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