Questiono-me durante quanto tempo, a partir de hoje, José Sócrates permanecerá sem uma oposição audível no Partido Socialista.
ADENDA – José Medeiros Ferreira demonstra que nem todo o PS está petrificado e paralisado pela vontade do "chefe". Ainda bem.

O episódio Strecht antecipou isso mesmo…
Um portento de análise…
Um portento de desassombro, o seu.
V., de vez em quando, acerta. Parabéns!
Obrigado.
O PS é, hoje em dia, um grupo de seguidistas do grande líder. Isso não invalida, porém, que concorde em absoluto com o que FNV escreve aqui: 2/cabeca-fria-manipulacao-das-chefias-e.h tml
http://marsalgado.blogspot.com/2010/0
A blogosfera socretina está a rejubilar com esse post de FNV.
Trata-se de uma espécie de refrigério, mas sem substância.
Por um motivo simples: FNV não tem razão. Qualquer director ou colunista de jornal da época de Cavaco primeiro-ministro pode comprová-lo.
Com “inimigos” como FNV, o falso engenheiro não precisa de amigos.
O Filipe Nunes Vicente tem substancialmente razão naquilo que escreve. Mesmo que não lhe reconhecesse razão, reconhecia-lhe todo o direito a publicar o que entender no blogue de que é autor. Ele por lá e nós por aqui somos maiores e vacinados, assinamos por baixo e responsabilizamo-nos pelo que escrevemos. O que, lamentavelmente, não é o seu caso.
O Cortex e MBR têm os seus momentos de humor. O PS a lutar pela liberdade de imprensa? Decerto, quando lhe convinha. É sempre bom lembrar o chamado “caso República”, mesmo quando não é citado. Mas recordemos. Após o 25 de Abril, a primeira grande preocupação do PS foi controlar a informação que podia. No DN, por exemplo, Raul Rego, ministro da Comunicação Social do I Governo Provisório, chamou um grupo de jornalistas para lhes comunicar que o próximo director do jornal seria José Ribeiro dos Santos, assessorado por José Carlos de Vasconcelos. Na RTP e na então Emissora Nacional, gente do PS entra nos lugares cimeiros. Passa um ano. Após o 11 de Março aconteceu o que se sabe: o PCP conquista influência nalguns OCS (não teve nada a ver com o “República”, isso é outra história, perguntem a gente ligada à então UDP, como o José Manuel Fernandes). Vem o 25 de Novembro. Alguns órgãos de comunicação social estatizados, como o DN, são suspensos. Em Dezembro, o DN reabre: direcção afecta ao PS. Na Emissora Nacional, RTP e outros OCS centenas de jornalistas e outros trabalhadores são suspensos ou despedidos. Gente do PS fica a controlar. Resta um problema, “O Século”. Como o PS não o consegue controlar, Manuel Alegre, secretário de Estado com a tutela, fecha-o “para reestruturação”, alegando os prejuízos da empresa. Não reabriu. E as coisas continuaram assim. Mais tarde, no DN, quando Mário Mesquita bateu com a porta ao PS, Almeida Santos, ministro da tutela, tentou a asfixia financeira do jornal… E por aí fora, ad nauseam, tanto neste jornal como noutros meios de comunicação. As “prateleiras” da RTP, por exemplo, ficaram cheias de gente que mantinha os cargos e nada, ou pouco, fazia, à medida que mudava o poder político.
No poder, o PSD fez ou tentou fazer o mesmo ao longo de todos estes anos de democracia parlamentar. Digamos que são duas faces da mesma moeda…
O PS luta pela liberdade de expressão quando lhe convém, o PSD, idem. E ambos ficam em silêncio quando conseguem controlar minimamente as situações, como é notório.
Ter memória é lixado, Pedro.
Obrigado pela tua achega, David. Um grande abraço.
Ainda a tempo, creio. Outro grande exemplo da “luta do PS pela liberdade de expressão” foi a destruição à bomba dos emissores da Rádio Renascença, ordenada pelo governo do almirante Pinheiro de Azevedo, com a bênção do Patriarcado e do Partido Socialista. É verdade que a RR pertencia ao Patriarcado e estava “ocupada” pela extrema-esquerda, mas…