Abril de 2015: os meus votos


Pedro Correia,

Figuras nacionais do mês

Paulo de Morais (no Porto, dia 18) e  António Sampaio da Nóvoa (em Lisboa, dia 29) anunciaram candidaturas à Presidência da República.

 

Figura internacional do mês

Hillary Clinton, em jogada de antecipação face a potenciais rivais, anuncia candidatura à Presidência dos Estados Unidos.

 

Facto nacional do mês

Relatório parlamentar sobre o caso BES aprovado a 29 de Abril, em clima de raro consenso, na Assembleia da República. Redigido pelo social-democrata Pedro Saraiva, mereceu a aprovação do PSD, PS e CDS, com a abstenção do BE e apenas o voto contra do PCP. Documento aponta responsabilidades a Ricardo Salgado mas também critica o Banco de Portugal pela actuação “tardia” no processo que conduziu à derrocada do Grupo Espírito Santo.

 

Facto internacional do mês

Brutal sismo  no Nepal, a 25 de Abril, provoca mais de 7200 mortos e 14.355 feridos, destruindo grande parte do centro histórico de Catmandu, património mundial da Humanidade, e cerca de 70 mil habitações. O terramoto, que teve grau 7,9 na escala de Richter, afectou oito milhões dos 28 milhões de nepaleses.

 

Frase nacional do mês

«José Sócrates não confiava nos modos normais de circulação de fundos.» (Pedro deLille, um dos advogados de Sócrates)

 

Frase internacional do mês

«No século passado, a nossa família humana passou por três tragédias sem precedentes. A primeira, que foi largamente considerada como o primeiro genocídio do século XX, atingiu o povo arménio.» (Papa Francisco, referindo-se ao massacre de um milhão e meio de arménios em 1915 com palavras que enfureceram as autoridades turcas)

0 comentários em “Abril de 2015: os meus votos”

  1. 20 000 Boers mortos nos campos de concentração à mão dos ingleses (que inventaram os campos de concentração), no início do século passado. A quantos mil começa um genocídio?

    1. A intervenção do Papa, que deixo em hiperligação no texto, diz tudo quanto há de essencial na matéria. Não banalizemos a palavra genocídio. Tal como não deve ser banalizada a palavra holocausto.

      1. A morte deliberada de quase 15% de uma população, constituída essencialmente por mulheres e crianças colocadas em campos de concentração e deixadas morrer por quem tinha obrigação de as socorrer, é então uma banalização.
        Para que conste desde já afirmo que tenho raízes inglesas próximas. É preciso lembrar que quando apontamos um dedo aos outros temos três apontados a nós.
        O problema dos genocídios está sempre dependente de quem ganha as guerras.
        http://thefirstholocaustofthe20thcentury.blogspot.pt/

  2. Voto na : não confia nos modos tradicionais.
    Alias podia ser a anedota do ano.
    O papa Francisco que tem muita simpatia fazia-lhe bem ler umas coisas sobre os kmers vermelhos, que como todos sabemos são pessoas deste mundo, não da seita dele mas seres humanos.

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