Aborto ortográfico é…


Pedro Correia,

… uma «neo-ortografia que abastarda de forma completa a língua portuguesa». Na opinião — que subscrevo — de José Pacheco Pereira.

12 comentários em “Aborto ortográfico é…”

  1. Pois, de facto, lutar é antes da coisa acontecer, não depois de já estar vingente! Gostava muito que me esclarecesse uma dúvida. É que tenho ouvido muitas críticas em relação ao novo acordo, mas quase nenhuma menciona as razões pelas quais protestam!

  2. Portugal é complicado: 80% dos portugueses serão contra o denominado «acordo», alguns milhares menos a favor da corajosa e muito legal atitude do Dr. Vasco Graça Moura.
    Nem sequer discutindo se a ortografia deve ser um assunto de estado (não o é em Inglaterra ou nos Estados Unidos), é um facto que a legalidade do «acordo» é, atentos os seus próprios termos, muito duvidosa – e, como pensam muitos, para o a. destas linhas o acordo não está, claramente, em vigor…. – e o Dr. VGM limitou-se a cumprir a lei – cujas regras foram corrompidas pelo abuso estatal.
    Como é possível, então, que milhares de pessoas tomem um processo cheio de atropelos, culminado por resoluções apressadas como a encarnação mesma da Lei, transformadas as resoluções ilegais em bezerros de oiro da legalidade?
    Creio ser este um dos aspectos mais perversos em todo este repugante assunto: aproveitar um espírito nacional que é, infelizmente, mais legalista do que respeitador da lei e, hipocritamente, vender, com um estulto fatalismo, o “é a lei” para o que não é lei nenhuam mas tão só o fruto de favores e negociatas, um abuso criminoso e inédito na história da pulhice nacional?
    O verso desta campanha de vergonhosa propaganda estatal, com os ingredientes do totalitarismo, tem um igualmente vergonhoso – e necessário reverso: a ocultação das divergências e minimização das divergências, a supressão de uma verdadeira discussão, a política do facto consumado.
    Esta gente é perigosa e a «democracia» portuguesa, já fossilizada, não pode consentir mais esta afronta, a não ser que se queira tornar a definitiva filial de obediências que chegam onde nunca deviam nunca chegar.
    E, extravasando, ninguém se preocupa com as consequências para Portugal da ostensiva e leviana ostracização de Angola e Moçambique (ainda sem a quantidade de sociedades discretas suficientes para abafar o assunto ou alinhavar subserviências?).
    Como é possível, ver gente inteligente, a balbuciar (como Crato) ou a recitar inanidades sobre o valor da língua em percentagem do pib, como Portas (e nas outras linguas não é exactamente? E o que tem o «acordo» ortográfico a ver com isso?).
    Faltava agora Pacheco que tem sido um opositor platónico do acordo, com certeza porque «de minimis non curat praetor» fingir que não sabe o gravidade que constitui todo este processo.

      1. “.. emudecidas…”, de repente colocou-se mais uma dúvida, ou será excepção (como tantas outras), “humedecidas” (como nos países da CPLP), ou “umedecidas”?!

      2. Querem tirar a voz às consoantes mudas.
        Querem tirar os acentos às letras mais fraquinhas.
        Querem tirar os hífenes às palavras compostas e separar famílias unidas.

        E não se vê um sindicato organizar uma greve para defender os oprimidos, um grupo de benfeitores criar uma associação de ajuda a deficientes e famílias numerosas? Onde estão os paladinos da justiça e da caridade??

        Às armas!

  3. Pois a anónima ficou muito esclarecida acerca dos argumentos utilizados para a resistência ao Novo Acordo. Confesso que ando mesmo distraída! É verdade, pois não tenho atentado para a questão. Contudo, se coloquei a questão era para ficar melhor esclarecida.
    Agradeço a atenção e peço desculpa por algum incómodo.

    N.B.: Como este já é o quarto comentário que realizo, vou abandonar o estatuto de anónima! (risos)

    Cristina Silva

    1. Não incomoda nada. É sempre com gosto que assistimos aqui ao desvelar de um anónimo. Neste caso de uma anónima, como bem intuí.

      (a escrita tem sexo, Ana Vidal…)

      Bem-vinda a esta casa, Cristina.

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