São machos traídos pela vida e que descontam na mulher e nos filhos todo o ódio acumulado desde a infância por culpa dos pais, dos tios, dos irmãos, dos colegas, dos professores, dos vizinhos, das namoradas, dos patrões e do raio que os parta.
Mais do que acusá-los, puni-los e dar visibilidade aos seus crimes era importante chamá-los pelos nomes. Um macho que gosta de arrear na mulher e nos filhos chama-se cobarde. Em todas as línguas.
Depois da censura social dos actos – coisa ainda tão inacreditavelmente recente – era importante avançar para o enxovalho social dos sujeitos, usando a terminologia que melhor entendem. Ora a um macho que é macho o pior que podem chamar é cobarde. Gostei da campanha que passou no Verão sobre o abandono dos animais, em que várias figuras públicas diziam o que pensavam sobre esses donos. Não tenho dúvidas de que uma campanha feita em moldes semelhantes sobre violência doméstica ajudava a estigmatizar os agressores, o que seria bom. Porque o estigma tolhe.

Nestes assuntos convém sempre ouvir a opinião do dr. Lavoura antes de decidirmos qual a que deveremos seguir.
Bem observado 🙂
Agora a sério, o que o sujeito quer é que lhe liguem. Daqui em diante prometo ignorá-lo, que é a única coisa que merece.
As situações que aponta, mais que os números, devem ser reflectidas no seu contexto e devem ser interpretadas por quem de direito, seja em matéria jurídica seja em matéria sanitária.
Mas o que eu ainda não compreendi em torno da questão da violência doméstica é se ela está aí para apontar uma realidade e tratar essas mesmas situações ou se para ser usada dando vazão a uma espécie de frustração existencial que se reflecte na condição de muitas mulheres (?).
“As situações que aponta, mais que os números, devem ser reflectidas no seu contexto e devem ser interpretadas por quem de direito, seja em matéria jurídica seja em matéria sanitária” – sugere então que tratemos esses arraiais de pancadaria com pinças, para não ferir susceptibilidades.
“Mas o que eu ainda não compreendi em torno da questão da violência doméstica é se ela está aí para apontar uma realidade e tratar essas mesmas situações ou se para ser usada dando vazão a uma espécie de frustração existencial que se reflecte na condição de muitas mulheres” – mais ainda: sugere que desconfiemos da publicidade que se dá ao tema, porque pode ser enganosa.
Deixe-me adivinhar, nisto está com o amigo Marinho e PInto, que não concordou nada que a violência doméstica tivesse passado a crime público.
Quando lhe faltam argumentos, divaga.
E as fêmeas que malham nos machos?
Neste caso:
O macho é que devia ser apelidado de “maricas cobarde”!
( o caso é sério, desculpe a brincadeira)
O caso é sério, mas aqui temos sentido de humor, não tem de se desculpar
São fêmeas traídas pela vida e que descontam no marido todo o ódio acumulado desde a infância por culpa dos pais, dos tios, dos irmãos, das colegas, dos professores, das vizinhas, dos namorados, dos patrões e do raio que as parta.
Fala de alguém em particular? Se quer desabafar esteja à vontade, também estamos aqui para isso.
Não falo de ninguém em particular. Segundo se sabe (há relatos), os casos dessas fêmeas são, infelizmente, muito comuns.
Um macho que gosta de arrear na mulher e nos filhos chama-se cobarde. Em todas as línguas.
E como se chama a uma fêmea que passa a vida a diminuir psicologicamente o marido e a chatear os filhos?
Responda o Lavoura, que estou curiosa.
Besta. Ou mal fodida.
Tanta acrimónia é muito reveladora. Mas como lhe estalou o verniz, teremos que ficar por aqui.
No segundo caso a culpa volta a ser do macho…
Não, porque ninguém tem obrigação de ter relações sexuais com ninguém. (Isso também é um dos pratos-fortes do feminismo hodierno: se a mulher diz “não”, isso quer dizer “não” mesmo.) O macho não carrega com culpa nenhuma por não querer (ou não poder – boa parte dos homens fica impotente mais cedo ou mais tarde) ter relações sexuais com a mulher.
A violência doméstica tem género ? Só é má quando o autor é masculino ? E quando é de pais para filhos, ou de filhos para pais ? A violência a que se refere, é apenas a física ? Acredito na boa intenção do post, mas parece-me tendencioso, o que é em si mesmo uma violência sobre a forma correcta de abordar um tema tão sério. É machista.
Não é sexismo, é estatística. Em rigor a violência doméstica não tem género, mas como é público e notório na esmagadora maioria dos casos reportados o agressor é do sexo masculino.
É cobardia, sim senhor! Da pior espécie. Principalmente, a violência exercida sobre as crianças. Comparem os tamanhos! Não há argumento educacional que justifique tal cobardia.
Certíssimo!… Não nos podemos é esquecer que nessa violência doméstica, não há só machos, também há machonas. As machonas quando agem, também são víboras, capazes das atitudes mais horrendas que possamos imaginar. Eles e elas, não são cobardes, são autênticos monstros, capazes de autênticas barbaridades e que quando as cometem, nunca têm a pena máxima que se pensarmos bem, é muito pequena para os actos cometidos.
Claro que a violência física e psicológica não é exclusivo dos homens, mas a preponderância dos agressores do sexo masculino é indiscutível. E é a frequência e a gravidade dos casos de violência sobre as mulheres que constitui notícia e motivo para alarme social. No mês passado quantas machonas despacharam os maridos ao tiro e à facada? Ouviu falar de algum caso?
Claro que os homens violentos são em maior número que as mulheres, nisso não há qualquer dúvida. Hoje, uma nora, matou a sogra duma maneira bárbara. Regou-a com álcool e deitou-lhe fogo.
É mais do que infame, é desprezível, é coisa de animal, independentemente da origem estar no pai, na mãe ou nos filhos.
A força do músculo, é geralmente o método que resta aos pobres de espirito e aos triste, para se libertarem das suas dependências e inseguranças, reais ou imaginarias e fazerem valer a sua razão e a sua maneira de ver o Mundo ao outro.
Nem mais, Zé.
a força do músculo e/ou a manipulação psicológica (mais corrente do que parece). apoiado, zé.
Ahhh! agora o estigma já é bom. Excepto nos outros crimes todos.
Nos outros estigmatizar é comportamento bárbaro.
“na mulher e nos filhos todo o ódio acumulado desde a infância por culpa dos pais, dos tios, dos irmãos, dos colegas, dos professores, dos vizinhos, das namoradas, dos patrões e do raio que os parta.”
Psicologia barata, também pode ser por causa da mulher e dos filhos, podem bem ser &%$#! , não tem é direito a fazer violência.
Mas na mente socialista que deriva do tribalismo a separação, o ser diferente não é aceite.
Ahahah! Com que então defende o “direito à diferença” nesta matéria. Afinal umas nalgadas, uns tiros e umas facadas são uma forma de expressão como outra qualquer. E se a mulher e os filhos forem &%$#, estão mesmo a pedi-las. É isso, não é? Fica-lhe bem defender a liberdade de expressão e o direito à diferença nestes termos.
Não percebeu nada do que escrevi.
Na primeira parte critiquei os seus dois pesos e duas medidas em relação a estigmatizar os oponentes.
Parece que a "recuperação social" e "reinserção na sociedade" já não interessa nestes casos.
Aqui já não houve palavras de "intelectuais" e assistentes sociais a normalizarem o crime. Mais uma vez se demonstra que tais teorias não são mais que desconstrução social marxista.
Na segunda parte:
O Direito à Diferença é cada um poder ir para seu lado. Escolher o seu caminho. Não ser violentado. Não pertencer ao outro. Pertencer é a palavra crucial.
O poder sobre o outro, o direito a dispor do outro é tanto o homem sobre a mulher(nos casos mais comuns) como do Estado Socialista sobre o cidadão.
http://en.wikipedia.org/wiki/Zersetzung
Temos que entender o papel dos assistentes sociais e dos “psis” neste género de situações. Cabe-lhes perceber e depois explicar à comunidade que problemas sociais e psicológicos levaram as pessoas a cometer certos crimes. Não se trata de os desculpabilizar, mas de contextualizar as suas acções criminosas. Por formação profissional também se percebe porque em regra defendem o acompanhamento psicoterapêutico ao invés da punição pura e simples dos crimes cometidos.
O problema é que esta abordagem na prática privilegia os criminosos em prejuízo das vítimas, descurando a sua protecção. Por isso nos casos em que os agressores constituem um perigo para a sociedade, por manifestarem uma persistente compulsão para a violência, não me incomoda a politicamente incorrecta estigmatização – defendo-a também em relação aos pedófilos. Nisso estou com a ministra da Justiça.
Portanto, como vê, não há aqui dois pesos e duas medidas.
essa é uma violência que nunca mais acaba. nunca é demais denunciá-la.