A violência mais cobarde


Teresa Ribeiro,

São machos traídos pela vida e que descontam na mulher e nos filhos todo o ódio acumulado desde a infância por culpa dos pais, dos tios, dos irmãos, dos colegas, dos professores, dos vizinhos, das namoradas, dos patrões e do raio que os parta.

Mais do que acusá-los, puni-los e dar visibilidade aos seus crimes era importante chamá-los pelos nomes. Um macho que gosta de arrear na mulher e nos filhos chama-se cobarde. Em todas as línguas.

Depois da censura social dos actos – coisa ainda tão inacreditavelmente recente – era importante avançar para o enxovalho social dos sujeitos, usando a terminologia que melhor entendem. Ora a um macho que é macho o pior que podem chamar é cobarde. Gostei da campanha que passou no Verão sobre o abandono dos animais, em que várias figuras públicas diziam o que pensavam sobre esses donos. Não tenho dúvidas de que uma campanha feita em moldes semelhantes sobre violência doméstica ajudava a estigmatizar os agressores, o que seria bom. Porque o estigma tolhe.

0 comentários em “A violência mais cobarde”

  1. Nestes assuntos convém sempre ouvir a opinião do dr. Lavoura antes de decidirmos qual a que deveremos seguir.

      1. Agora a sério, o que o sujeito quer é que lhe liguem. Daqui em diante prometo ignorá-lo, que é a única coisa que merece.

  2. As situações que aponta, mais que os números, devem ser reflectidas no seu contexto e devem ser interpretadas por quem de direito, seja em matéria jurídica seja em matéria sanitária.
    Mas o que eu ainda não compreendi em torno da questão da violência doméstica é se ela está aí para apontar uma realidade e tratar essas mesmas situações ou se para ser usada dando vazão a uma espécie de frustração existencial que se reflecte na condição de muitas mulheres (?).

    1. “As situações que aponta, mais que os números, devem ser reflectidas no seu contexto e devem ser interpretadas por quem de direito, seja em matéria jurídica seja em matéria sanitária” – sugere então que tratemos esses arraiais de pancadaria com pinças, para não ferir susceptibilidades.

      “Mas o que eu ainda não compreendi em torno da questão da violência doméstica é se ela está aí para apontar uma realidade e tratar essas mesmas situações ou se para ser usada dando vazão a uma espécie de frustração existencial que se reflecte na condição de muitas mulheres” – mais ainda: sugere que desconfiemos da publicidade que se dá ao tema, porque pode ser enganosa.
      Deixe-me adivinhar, nisto está com o amigo Marinho e PInto, que não concordou nada que a violência doméstica tivesse passado a crime público.

  3. E as fêmeas que malham nos machos?
    Neste caso:
    O macho é que devia ser apelidado de “maricas cobarde”!

    ( o caso é sério, desculpe a brincadeira)

  4. São fêmeas traídas pela vida e que descontam no marido todo o ódio acumulado desde a infância por culpa dos pais, dos tios, dos irmãos, das colegas, dos professores, das vizinhas, dos namorados, dos patrões e do raio que as parta.

  5. Um macho que gosta de arrear na mulher e nos filhos chama-se cobarde. Em todas as línguas.

    E como se chama a uma fêmea que passa a vida a diminuir psicologicamente o marido e a chatear os filhos?

          1. Não, porque ninguém tem obrigação de ter relações sexuais com ninguém. (Isso também é um dos pratos-fortes do feminismo hodierno: se a mulher diz “não”, isso quer dizer “não” mesmo.) O macho não carrega com culpa nenhuma por não querer (ou não poder – boa parte dos homens fica impotente mais cedo ou mais tarde) ter relações sexuais com a mulher.

  6. A violência doméstica tem género ? Só é má quando o autor é masculino ? E quando é de pais para filhos, ou de filhos para pais ? A violência a que se refere, é apenas a física ? Acredito na boa intenção do post, mas parece-me tendencioso, o que é em si mesmo uma violência sobre a forma correcta de abordar um tema tão sério. É machista.

    1. Não é sexismo, é estatística. Em rigor a violência doméstica não tem género, mas como é público e notório na esmagadora maioria dos casos reportados o agressor é do sexo masculino.

  7. É cobardia, sim senhor! Da pior espécie. Principalmente, a violência exercida sobre as crianças. Comparem os tamanhos! Não há argumento educacional que justifique tal cobardia.

  8. Certíssimo!… Não nos podemos é esquecer que nessa violência doméstica, não há só machos, também há machonas. As machonas quando agem, também são víboras, capazes das atitudes mais horrendas que possamos imaginar. Eles e elas, não são cobardes, são autênticos monstros, capazes de autênticas barbaridades e que quando as cometem, nunca têm a pena máxima que se pensarmos bem, é muito pequena para os actos cometidos.

    1. Claro que a violência física e psicológica não é exclusivo dos homens, mas a preponderância dos agressores do sexo masculino é indiscutível. E é a frequência e a gravidade dos casos de violência sobre as mulheres que constitui notícia e motivo para alarme social. No mês passado quantas machonas despacharam os maridos ao tiro e à facada? Ouviu falar de algum caso?

      1. Claro que os homens violentos são em maior número que as mulheres, nisso não há qualquer dúvida. Hoje, uma nora, matou a sogra duma maneira bárbara. Regou-a com álcool e deitou-lhe fogo.

  9. É mais do que infame, é desprezível, é coisa de animal, independentemente da origem estar no pai, na mãe ou nos filhos.

    A força do músculo, é geralmente o método que resta aos pobres de espirito e aos triste, para se libertarem das suas dependências e inseguranças, reais ou imaginarias e fazerem valer a sua razão e a sua maneira de ver o Mundo ao outro.

  10. Ahhh! agora o estigma já é bom. Excepto nos outros crimes todos.

    Nos outros estigmatizar é comportamento bárbaro.

    “na mulher e nos filhos todo o ódio acumulado desde a infância por culpa dos pais, dos tios, dos irmãos, dos colegas, dos professores, dos vizinhos, das namoradas, dos patrões e do raio que os parta.”

    Psicologia barata, também pode ser por causa da mulher e dos filhos, podem bem ser &%$#! , não tem é direito a fazer violência.
    Mas na mente socialista que deriva do tribalismo a separação, o ser diferente não é aceite.

    1. Ahahah! Com que então defende o “direito à diferença” nesta matéria. Afinal umas nalgadas, uns tiros e umas facadas são uma forma de expressão como outra qualquer. E se a mulher e os filhos forem &%$#, estão mesmo a pedi-las. É isso, não é? Fica-lhe bem defender a liberdade de expressão e o direito à diferença nestes termos.

      1. Não percebeu nada do que escrevi.

        Na primeira parte critiquei os seus dois pesos e duas medidas em relação a estigmatizar os oponentes.

        Parece que a "recuperação social" e "reinserção na sociedade" já não interessa nestes casos.
        Aqui já não houve palavras de "intelectuais" e assistentes sociais a normalizarem o crime. Mais uma vez se demonstra que tais teorias não são mais que desconstrução social marxista.

        Na segunda parte:

        O Direito à Diferença é cada um poder ir para seu lado. Escolher o seu caminho. Não ser violentado. Não pertencer ao outro. Pertencer é a palavra crucial.

        O poder sobre o outro, o direito a dispor do outro é tanto o homem sobre a mulher(nos casos mais comuns) como do Estado Socialista sobre o cidadão.

        http://en.wikipedia.org/wiki/Zersetzung

        1. Temos que entender o papel dos assistentes sociais e dos “psis” neste género de situações. Cabe-lhes perceber e depois explicar à comunidade que problemas sociais e psicológicos levaram as pessoas a cometer certos crimes. Não se trata de os desculpabilizar, mas de contextualizar as suas acções criminosas. Por formação profissional também se percebe porque em regra defendem o acompanhamento psicoterapêutico ao invés da punição pura e simples dos crimes cometidos.
          O problema é que esta abordagem na prática privilegia os criminosos em prejuízo das vítimas, descurando a sua protecção. Por isso nos casos em que os agressores constituem um perigo para a sociedade, por manifestarem uma persistente compulsão para a violência, não me incomoda a politicamente incorrecta estigmatização – defendo-a também em relação aos pedófilos. Nisso estou com a ministra da Justiça.
          Portanto, como vê, não há aqui dois pesos e duas medidas.

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