A Vida Privada de Salazar (em dois episódios, hoje e amanhã, na SIC) é uma chatice de todo o tamanho. Não tenho grandes dúvidas de que, na sua intimidade, foi uma vida que pouco ou nada teve de empolgante e, por isso, posso até admitir que esta tentativa não ande muito longe do que foi a realidade.
Mesmo assim, ainda que retratasse a realidade, é uma tentativa a que falta tudo: faltam diálogos, falta um mínimo de vivacidade que convença, falta o enquadramento histórico de cada época que ajudasse a criar uma atmosfera mais atraente, falta movimento e as cenas são tão paradas que nem se percebe por que é que surgem e como é que dão lugar umas às outras, falta permitir que se entenda a razão para uma ou outra alternância nas épocas, falta explicar uma quantidade de momentos que podiam nem existir, falta emoção, falta evidenciar o próprio encadeamento e desenvolvimento do guião.
Na intimidade, Salazar teve certamente um ou outro episódio de vida, como toda a gente, mas não necessariamente com interesse. No geral, devia ser uma imensa chatice. Nesse caso, não vejo o que pudesse justificar um telefilme em duas partes. Nem em uma. Resta a possibilidade de ele ter tido uma vida privada menos chata, só que tão privada, tão privada… que ainda não foi desta que veio a público. E é nisto que reside o problema: quando não há nada para contar, não se conta.


Não vi e não gostei.
Faltou-te o terceiro ‘não’, compadre: não viste, não gostaste e não perdeste nada.
E para não falar das PÉSSIMAS interpretações! Que MISÉRIA!!!
Perdi 15 minutos a ver ( 5 antes do “Conta-me como Foi” e 10 antes de começar o Domingo Desportivo). O suficiente para subscrever a sua opinião. Mas, como sou masoquista, hoje vou fazer mais uma tentativa.
Também vou. Também sou masoquista…
Pois eu não sou masoquista. Os primeiros e últimos cinco minutos chegaram e sobraram para não falar de cor e poder dizer com alguma propriedade: péssimo! Começa logo pelo tremendo erro de casting que é o Diogo Morgado, que não tem nem sequer vagas semelhanças com o Salazar…