…estou-me positivamente nas tintas para a maioria das gafes dos políticos, sejam estes de que partido forem.
90% são meros faits divers. Como meio de avaliar a qualidade de um político enquanto tal são, na melhor das hipóteses, irrelevantes, na pior, contraproducentes. E, se umas vezes dão para rir, outras nem isso. Numa altura em que o mediatismo é levado ao extremo e os políticos são constantemente chamados a fazer declarações perante perguntas – por vezes disparatadas – sem preparação, seria de esperar que se percebesse que as calinadas são inevitáveis e que pouco reflectem a opinião de quem as diz. É muito fácil nessas circunstâncias qualquer um de nós dizer um disparate não reflectido ou uma frase mal articulada.

Tens razão, as gaffes acontecem a qualquer um e a pressão permanente dos media não ajuda. Mas há frases infelizes que revelam muito da personalidade de quem as diz. E quando revelam preconceito, ignorância extrema ou estupidez pura, nada disso é irrelevante num político.
Ana, há, de facto, frases infelizes que revelam muito da personalidade de quem as diz: 10% do total (que é como quem diz, uma clara minoria).
As restante 90% trazem mais poeira do que matéria útil para avaliar a personalidade/capacidade de um político.
Nesta ordem de ideias para o Sr. Pimentel não importa que um politico chame tolos ou burros aos portugueses, certo?
Como a maior parte das tolices vão para além dos 10% que ” encaixa “, estará então positivamente de acordo com elas.
Ora ainda bem para si.
Já eu não posso dizer o mesmo, como diz o ditado ” quem não se sente não é filho de boa gente ” ( sem qualquer intenção de ofender os seus progenitores, claro)…
Caro Gui Pimentel, sempre ponderado. Concordo consigo.