O confronto com Espanha, já amanhã, era o mais temido pela selecção portuguesa, que preferia defrontar o Chile nos oitavos de final. Tanto mais que a equipa de Villa, Torres, Xaví, Iniesta e Ramos, após o susto inicial com a Suíça, voltou a mostrar-se em grande forma contra hondurenhos (2-0) e chilenos (2-1). “Todos menos os espanhóis”, chegou a dizer o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, com a argúcia e o sentido de oportunidade que todos lhe reconhecemos. Pois aí vem a fúria espanhola, certamente ainda mais animada após a manifestação pública de temor expressa pelo inamovível Gilberto Madaíl. Por mim, acho óptimo. Será um verdadeiro jogo de tira-teimas. Que permitirá confirmar se a solidez de que a nossa selecção tem dado provas é menos aparente do que real e se persiste entre os portugueses aquele antiquíssimo complexo de inferioridade perante os castelhanos que as palavras de Madaíl parecem confirmar.
Para já, ficam três dados relevantes:
1 – Portugal foi a equipa mais goleadora da primeira fase do Mundial da África do Sul (sete golos, a par da super-favorita Argentina).
2 – O jogo Portugal-Coreia do Norte – que nos ficará para sempre na memória – foi o que registou mais remates às balizas: 41. A par dos ocorridos no desafio EUA-Argélia.
3 – Cristiano Ronaldo é até agora o segundo jogador deste Mundial com melhor relação de remates por minutos jogados: 17, em 270 minutos. melhor que ele só Messi (Argentina), com 20 também em 270 minutos.
É muito? É pouco? Parece-me o suficiente para nos permitir alguma satisfação. E para considerar disparatadas as palavras medrosas do presidente da Federação.


“palavras medrosas do presidente da Federação.”com as mesmas letras da palavra”medrosas” , adjectivava as palavras do ilustre Madail de outra maneira 😉
Hum. Fiquei curioso: que adjectivo seria?
Apoiado, apoiado (terrivel esta mania de nos sentirmos pequenitos)
Quanto ‘maiores’ são alguns cargos, mas pequenininha é a atitude. Nada de novo na frente ocidental.
Gilberto Madaíl devia ter saído da FPF há pelo menos oito anos, após o desaire da selecção no Mundial de 2002. Quando finalmente decidir deixar o poleiro, já irá muito tarde.
Penso o mesmo, João. Já vai tarde. E deixa uma pesada herança.
Já vai sendo tempo de Portugal encarar com o mesmo à-vontade com que encarou o Grito do Ipiranga, o ‘complexo de 1640’ que nos persegue há quase 4 séculos.
Não sei se o Ipiranga irá alinhar, mas está bem visto. Eheh…
Vou estar “dividido”, é que Antolin não é propriamente um apelido servo-croata…ai ai … e depois a “Marcha Real” a modos que me puxa mais ao sentimento do que a “Portuguesa”…
Que fazer, como diria o tio Vladimiro…
A ‘Marcha Real’? Nem sombras. Os futebolistas espanhóis são os únicos neste Mundial que não cantam o hino. Pelo simples motivo de que o hino espanhol não tem letra oficial. Havia uma que foi banida e não conseguiram chegar a consenso sobre uma letra nova. Simplesmente hilariante.
Portugal com Ronaldo contra “Barcelona” sem Messi, eu aposto em Portugal!
abr
Eu também. Abraço.