Um homem não chora, mas ontem vi montes deles em lágrimas num estádio. A bola, redonda como o mundo, é o país que inventaram para se poderem permitir fazer tudo, até ter chiliques devido à emoção, coisa que noutras circunstâncias só consentem às meninas.
Apesar de haver tanta mulher a vibrar com os jogos, este espaço continua a ser, na essência, de exclusividade masculina e por isso é que paradoxalmente invade tudo, ocupando tempos de antena infinitos nas televisões, monopolizando as manchetes dos jornais, varrendo para páginas interiores temas realmente sérios.
Fosse um campeonato mundial de futebol feminino e não haveria bandeiras nas janelas, nem acessos histéricos e avulsos de patriotismo, nem “países inteiros” em depressão ou euforia por causa dos resultados da bola. É no auge destes torneios que se percebe até que ponto o mundo pula e avança ainda e só segundo as idiossincrasias deles e à sua exacta medida.


🙂
Indeed, men are absolutely indispensable right now, invisible as it is to most feminists, who seem blind to the infrastructure that makes their own work lives possible. It is overwhelmingly men who do the dirty, dangerous work of building roads, pouring concrete, laying bricks, tarring roofs, hanging electric wires, excavating natural gas and sewage lines, cutting and clearing trees, and bulldozing the landscape for housing developments. It is men who heft and weld the giant steel beams that frame our office buildings, and it is men who do the hair-raising work of insetting and sealing the finely tempered plate-glass windows of skyscrapers 50 stories tall.
Every day along the Delaware River in Philadelphia, one can watch the passage of vast oil tankers and towering cargo ships arriving from all over the world. These stately colossi are loaded, steered and off-loaded by men. The modern economy, with its vast production and distribution network, is a male epic, in which women have found a productive role — but women were not its author. Surely, modern women are strong enough now to give credit where credit is due!
http://ideas.time.com/2013/12/16/its-a-m ans-world-and-it-always-will-be/
Longe de mim considerar alguma vez os homens dispensáveis, Lucky. O que eu dispensava era esta falocracia, que já cansa.
Sobre o choro, a famosa Tragédia do Siarrá para os Brasieliros:
1982 Brasil 2-Italia 3
“No 25º minuto de jogo, Cerezo tenta um passe cruzado,ainda no campo de defesa, para Oscar. Rossi se antecipa, rouba a bola e chuta. Itália na frente novamente. “Quando a Itália fez o segundo gol, olhei para o Cerezo e ele estava chorando. Fiquei louco de raiva. Descontrolado mesmo. Fui até ele e disse: ‘Se você não parar de chorar agora, meto-lhe a mão na cara. Este é um jogo para homens, Toninho. Se você está com medo, saia logo’”
Enquanto os homens desesperavam e deixavam as lágrimas correr livremente pelo sonho que se esfumou, as mulheres reagiam intensamente á dor do sofrimento do David Luis.
Daqui a uns dias acordarão para as “infra-estruturas”, espero que com a tranquilidade que o futuro necessita.
As mulheres não resistem a um homem a fazer beicinho