A travessa


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Nas ruas de Maputo encontro a travessa que evoca o meu português preferido, e nisso o meu escritor português preferido – e sem nunca me ter preocupado se Mentes se Mendes … Uma mera travessa, noto-o, a isso da pouca monta que lhe deu o poder de Lourenço Marques. Olho e fotografo. A vizinha vê-me assim e pergunta-me se (lhe) estou a fotografar a grade da casa. Afianço-lhe que não, que levo só o nome da rua. “É seu conhecido?”, pergunta-me, verídica. Sou forte, e evito o riso, em carinho. Do nomeado digo-lhe quem foi, e quando. Sorri, num aqui tão típico “afinal!?” …

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