“A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, chamou o ex-responsável da plataforma Citius, nomeado por José Sócrates em 2009, para “remendar” o bloqueio informático que já dura há mais de um mês nos tribunais portugueses.” – DN
A teimosia rende-se à evidência
Sérgio de Almeida Correia,

Provavelmente é quem melhor conhece a borrada que fêz.
Estava a funcionar. A “reforma” do mapa judicial lixou tudo. Houve quem avisasse. Não ligaram.
E agora a borrada é de quem fez o quê? Haja pachora…
Não fez borrada nenhuma. Fez um sistema informático adequado à anterior realidade das comarcas que havia. Quem fez borrada foi a ministra, que alterou as comarcas sem primeiro verificar se o sistema informático de que dispunha se adequava às novas comarcas.
Não faz a menor ideia do que está a falar pois não?
O CITIUS há anos que estava a trabalhar, sempre, 24 h dia, sem qualquer problema. Foram-lhe ao longo dos anos acrescentadas novas funcionalidades e novas espécies de processos, sem qualquer problema, e tinha operações de manutenção aos fins de semana para não causar incómodos para os utilizadores – eu utilizava-o diariamente ou quase, sem o menor problema.
Veio esta ministra, ignorante, incompetente, mudou toda a equipa que sabia daquilo, ignorou, juntamente com os boys and girls entretanto nomeados, todos os avisos e alertas que os outros fizeram (vi na TV que está uma equipa de 40 pessoas em permanência, a outra equipa posta a andar eram 14).
Solução? Pregar ao país que o CITIUS não prestava, era uma manta de retalhos, ela é que está a fazer uma reforma de fundo, etc.
Pobre país este…
mudou toda a equipa que sabia daquilo
Pois, é o que eu calculava. A verdadeira notícia não deveria, pois, ser que a ministra agora chamou o gajo que fez o CITIUS para o restaurar; a notícia deveria ter sido que a ministra, mal pôs o pé no ministério, despediu esse gajo.
Ou seja, aquilo que cabe perguntar é por que motivos a ministra despediu os tipos que geriam o CITIUS.
Pois, eu o que gostaria de saber é por que motivo é que esse indivíduo saiu em primeiro lugar do posto que ocupava. Ou seja, por que é que ele não permaneceu até agora no posto para o qual Sócrates o nomeara em 2009. Será que quando muda o governo os técnicos de informática também têm que mudar?
Provavelmente foi quem o ( CITUS) sabotou…
” Não acredito nelas … mas qui as hay, hay!
Senhor De Amendes:
Sabotou-o quando?
Agora ou quando este governo entrou em funções?
Nunca se interrogou sobre isso.
Porque é que desde Junho de 2001 até 1 de Setembro de 2013 o CITIUS funcionou sem problemas, apesar do responsável ter sido demitido, tal como o resto da equipa.
Agora que entrou em acção a reforma salvadora tudo baqueou.
Mas o Chefe de gabinete, João Miguel Barros, deu uma entrevista em que dizia que tinha avisado a ministra do desastre que se avizinhava.
Como vê, é fácil acusar os outros… e não se ver os nossos erros.
Penso que deverá demitir-se após tudo estar resolvido. Apesar de tudo, pelo que me é dado a perceber, no final o sistema judicial estará melhor. E isso é o mais importante, não a ministra.
Desculpem minha ignorância, só pretendo saber o que é correcto dizer-se: Estado do CITIUS ou Estado de SÍTIO?
A ministra, na audiência que vi na ARTV, diz que “tudo” está funcional e que as folhas de excel resolveram o problema nas comarcas. Que os processos anteriores a Setembro podem ser consultados no outro CITIUS e que a partir de Setembro no novo CITIUS. Em que ficamos?
A ministra vai-se embora depois da aprovação do OGE. Esperemos que nessa altura o CITIUS já esteja operacional. E entretanto a reforma, que é o mais importante, fica feita.
Quanto ao tal técnico: se foi nomeado pelo Sócrates, é competente concerteza.
Este modo de governar às vezes por pura capricho e aos repelões foi inaugurado um pouco por Cavaco e atingiu o seu auge com Sócrates.
Do “acordo ortográfico” ao Citius é a mesma de falta vergonha de governar à revelia do Povo Português – como bem notava Vasco Pulido Valente.
Uma aplicação informatica comportam dois embrógloios.
Um é tecnico, o outro é “comercial”.
Quanto ao primeiro, o técnico, se o comprador sabe o que quer … faz-se, dentro do prazo e a preço.
O segundo, o “aspecto” comercial da questão -que pouco tem a ver com “informática”- é o problema.
Por um lado o Estado é, por definição, um comprador “inteligentemente” perdulário. Por outro o Vendedor sabe como instalar armadilhas ao retardador …
E na verdade até não foi esta Ministra que encomendou, contratou, e “comprou” este Citius ….
Já há muito devia ter chamado Armando Vara.