“634 mil euros em carros de luxo no Banco de Portugal
Autoridade monetária comprou 17 automóveis topo de gama entre o início de 2013 e fevereiro deste ano.“
“634 mil euros em carros de luxo no Banco de Portugal
Autoridade monetária comprou 17 automóveis topo de gama entre o início de 2013 e fevereiro deste ano.“
Continuam as obscenidades à conta da miséria de muitos. Esta gente ainda não se deu conta do que anda a semear.
Os dirigentes do BP ganham mais do que os congéneres norte-americanos do FED. E fazem compras destas, numa altura destas.
Explicação: quando se perde a vergonha e o respeito tudo é possível.
O presidente do BP ganhava em 2009 mais do que do que o presidente do banco central sueco.
O rendimento per capita sueco foi, em 2012 de USD 55094 e o português de 15702.
Alguém anda a brincar com os portugueses.
Estes srs levam-me à náusea. De lastimar a insensibilidade e o desprezo pelos milhares de concidadãos que vivem a crueza e o desgaste de uma austeridade feroz.
O Banco de Portugal é uma coisa independente. O governo, seja ele de que cor for, não é para aí chamado.
acredito que tenham sido seguidas rigorosamente as orientações para conseguir a maior poupança nas compras.
certamente que o vendedor ofereceu um desconto e, de uma forma geral, quanto maior o preço da viaturas maior será o valor do desconto e portanto maior será a poupança.
por exemplo, um desconto de 10% no preço de uma viatura de 20 000 euros origina uma poupança de 2 000 euros; o mesmo desconto de 10% no preço de uma viatura de 50 000 euros resulta numa poupança de 5 000 euros.
portanto o banco de portugal deve até ser felicitado por estas compras e pela poupança que certamente terá conseguido para os contribuintes.
Dá 37.000€ por carro.
Isso é topo de gama de quê? da fiat?
Os 634.000€ a dividir pelos 17 carros dá um valor unitário de 37.300€, acha que são topos de gama? Demagogia barata.
Sr. Luís Marques não sei se trata ou não de carros de luxo. Nunca tive dinheiro para comprar um carro de 37.294,12 euros, e olhe que trabalhei a vida inteira e nunca por nunca ser vivi acima das minhas possibilidades. Antes, pelo contrário, vivi e vivo abaixo! O senhor fala em demagogia. Será?! Num país em profunda crise, com austeridade em cima de austeridade, (digam lá os governantes o que disserem), em que os alvos a abater são sempre os mesmos, os funcionários públicos e os reformados, considerados «ricos» se ganharem 1.000,00 euros, e que são esmifrados até ao tutano com os impostos directos e indirectos, com o custo de vida, com os sucessivos aumentos, com a CES e com o que sei lá eu mais, em que todos os cêntimos que recebem têm que ser declarados e sobre os quais o fisco nada perdoa, será demagogia considerar este gasto do supervisor supérfluo?! Quando, como o senhor muito bem sabe, o supervisor não supervisiona nada! Vejam-se os casos do BPN (quantos milhões? quantos mil milhões não estão ali enterrados? Com os responsáveis, que toda a gente muito bem conhece, a negarem as suas dívidas, a nada pagarem, para o Estado assumir estas dívidas, ou seja todos nós. Ocupam, muitos deles, cargos de topo, no governo ou em grandes empresas, vivem à fartazana, passeiam-se com o maior descaramento como se nada fosse com eles, como se não tivessem a mínima responsabilidade), do BPP, do BCP, etc. Quando o dinheiro dos nossos impostos é malbaratado nos sucessivos «buracos», além dos bancos que menciono, a Parque Expo, Guimarães, Capital Europeia da Cultura entre outros, nas reformas/pensões milionárias (de Jardim Gonçalves e Santos Silva, por exemplo) , em subvenções (em 2012 a verba atingiu somente 2.241 milhões de euros, 1,35% do PIB), em isenções fiscais, em pensões vitalícias, em subsídios de reintegração, em milhões pagos a escritórios de advogados por ajuste directo, no custo da Presidência da República e da Assembleia da República, em subsídios a empresas e membros das famílias da tauromaquia, a casinos, em suplementos remuneratórios, em fundações (a já citada Fundação Cidade de Guimarães, mas, entre outras, a Fundação Social Democrata da Madeira, a Fundação Mário Soares, etc.), nos «negócios» ruinosos como o dos Pandur, dos submarinos, os «swaps», as PPP. Quando tudo isto acontece com o «nosso» dinheiro, será demagogia considerar este gasto do «supervisor» Costa supérfluo?!
O dinheiro desta compra não saiu dos nossos impostos
Quando disse que se tratava de demagogia barata referia-me ao título do Correio da Manhã, peço-lhe desculpa pelo mal entendido.
Como é possível, pedir-se sacrifícios e mais sacrifícios e eles, esbanjam até não poder mais. Que moral, que exemplo, dá esta gente que não têm um pingo de vergonha, nem sabem o que isso é?
Então um BMW provavelmente serie 3 : 37000 euros é um carro topo de gama?
17×37300=634100 euros
No site da BMW um serie 5 começa nos 50000 e um serie 7 nos 100000 euros.
Este ultimo, sim topo de gama daria mais 1,7 milhões de euros.
Não que eu tenha muito interesse em defender uma instituição que com o Euro deveria ter sido reduzida à mais ínfima expressão.
Não sei também se os carros eram mesmo necessários. Não vem na notícia.
O que vem é a mentira “topo de gama”.
A questão não é saber se os carros são ou não de “topo de gama”. A questão seria antes saber quanto é que gastou, no mesmo perídoo, o Banco Central Sueco – ou Dinamarquês, ou qualquer outro banco central de um país não falido, em compras de carros.
Isso é que seria uma questão interessante – e, certamente, elucidatica sobre as particularidades potuguesas.
“e, certamente, elucidatica sobre as particularidades potuguesas.”
Sim certamente elucidativo sobre as particularidades do jornalismo português.
Para chegar a uma conclusão implica trabalho, investigação do jornalista. Nem é preciso começar por comparar com o estrangeiro, bastava começar por verificar qual a idade media dos carros do BdP. E poderia descobrir de quantos em quantos anos compram carros, quantos tem no parque, quem tem direito a carro pago etc. Talvez encontrasse algo suculento.
Não é ver uma lista de compras e disparar sem sequer fazer o básico que é verificar quanto custa um carro da lista e chamar topo de gama à gama de entrada.
Mas é este o jornalismo que temos. Populista como o Regime.
Sr. lucklucky – O BCE é um banco sui generis. A comparação deverá ser feita com os bancos nacionais.
A questão de ser do “topo” ou da “base” de gama é irrelevante.
Não há metropolitano em Lisboa? Autocarros? Para que precisam de carro? E se não quiserem usar transporte público, o que ganham – mais do que os seus “colegas” do FED e até há bem pouco tanto como os suecos – não lhes dá para comprar carro?