A sucata do regime sucateiro


jmmcc,

O vocabulário político incluiu uma expressão curiosa: "empresas do regime". De cada vez que ouço o primeiro-ministro falar na importância das pequenas e médias empresas e nos apoios que está a pensar destinar-lhes, vem-me logo à cabeça um rol de "empresas do regime", que são as que não exportam, nem sequer produzem, mas são as maiores, com cotação na Bolsa e tudo. Vivem ricamente à custa do Estado, a desafiar o governo a lançar mais e mais obras públicas, que é o sector que as encanta e a que a política não resiste.

Por estes dias, que tanto se tem dito sobre a queda da economia do País e da ética dos políticos, volta-me de novo à ideia a mesma expressão, que me ocorre por confirmar o quanto descemos fundo. Qual é, afinal, a mais recente e tentacular "empresa do regime"? Uma sucateira, senhores. Coisa nunca antes vista: uma sucateira. Sintomático, não é?

12 comentários em “A sucata do regime sucateiro”

  1. Uma sucateira?, quem diria?! E eu a pensar que o que estava a dar mais agora eram as empresas da pesca ao ‘polvo’ e as das energias renováveis com especial incidência nas de captação de ‘sol’…

  2. O valor do metal para…

    I Parte

    A sucata regimental
    destes anos conturbados
    mostra o valor do metal
    para gestores babados.

    Estes negócios sucateiros
    são, de facto, sintomáticos
    de jogadores batoteiros
    e contornos esquemáticos.

    II Parte

    A impunidade visível
    crava-se de benignidade
    num desassombro tão risível
    perante a comunidade.

    Com o múnus violado
    num festim prostituído
    o móbil é revelado
    como um bem corroído.

  3. Sintomático, é verdade. Faz falta uma daquelas máquinas compressoras para reduzir a sucata a cubinhos inofensivos, para dar espaço a alguma coisa que não seja ferro velho…

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