A quique in de ésse


Cristina Almeida,

 

Como dizia a minha avó, não há mal que sempre dure. Ontem à noite, de repente, comecei a sentir que, se calhar, se formos com jeitinho, isto ainda pode vir a ser um sítio civilizado.

18 comentários em “A quique in de ésse”

  1. Ora aí está, é isso mesmo. Também eu ganhei um bocadinho de fôlego. Mas só um bocadinho, porque a gente distrai-se, o caldo entorna-se outra vez e lá voltamos a ter de dar um quique a alguém. E os ésses deles são muito mais resistentes do que os nossos feetes, Cristina…

  2. A Cristina é fascinante na argúcia das novas. Peço desculpa mas com respeito, apresento-me como fã fascinado pelas suas delícias intelectuais.

  3. “Flores para Quique”

    É fácil perceber porque Quique Flores não triunfou no futebol português.

    O discurso elevado de um estudioso do futebol, o seu “fair-play”, os seus grandes valores morais, a sua forma de estar, não se coadunam com a linguagem brejeira utilizada pelos senhores do futebol cá do burgo onde se misturam compadrios entre políticos, empresários, advogados, jornalistas, árbitros e dirigentes desportivos. Um futebol de calças na mão, endividado, que louva a desonestidade, onde a verdade desportiva é questionada e o campeão é proclamado quase por decreto.

    Os métodos inovadores no plano técnico-táctico do espanhol, na pele de um verdadeiro gentleman, amplamente reconhecidos e elogiados no seu país, não foram suficientes para o desvirtuado futebol português que realmente provou desconhecer.

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