Como dizia a minha avó, não há mal que sempre dure. Ontem à noite, de repente, comecei a sentir que, se calhar, se formos com jeitinho, isto ainda pode vir a ser um sítio civilizado.
18 comentários em “A quique in de ésse”
Como sempre: chegou e disse; tirou o chapéu e foi-se.
Ora aí está, é isso mesmo. Também eu ganhei um bocadinho de fôlego. Mas só um bocadinho, porque a gente distrai-se, o caldo entorna-se outra vez e lá voltamos a ter de dar um quique a alguém. E os ésses deles são muito mais resistentes do que os nossos feetes, Cristina…
É fácil perceber porque Quique Flores não triunfou no futebol português.
O discurso elevado de um estudioso do futebol, o seu “fair-play”, os seus grandes valores morais, a sua forma de estar, não se coadunam com a linguagem brejeira utilizada pelos senhores do futebol cá do burgo onde se misturam compadrios entre políticos, empresários, advogados, jornalistas, árbitros e dirigentes desportivos. Um futebol de calças na mão, endividado, que louva a desonestidade, onde a verdade desportiva é questionada e o campeão é proclamado quase por decreto.
Os métodos inovadores no plano técnico-táctico do espanhol, na pele de um verdadeiro gentleman, amplamente reconhecidos e elogiados no seu país, não foram suficientes para o desvirtuado futebol português que realmente provou desconhecer.
Como sempre: chegou e disse; tirou o chapéu e foi-se.
Ó João, estou a ficar complexada. Quer que entre aqui às vénias e saia às arrecuas? Ai!
Para que conste: era um cumprimento, Cristina.
Era uma graça, só para usar a palavra “arrecuas”, João!
Eu percebi. E fui logo arrecuando…
Arrecuando ou arreésseando, João? 😉
Hehe…
Ora aí está, é isso mesmo. Também eu ganhei um bocadinho de fôlego. Mas só um bocadinho, porque a gente distrai-se, o caldo entorna-se outra vez e lá voltamos a ter de dar um quique a alguém. E os ésses deles são muito mais resistentes do que os nossos feetes, Cristina…
Sim, sim, também acho que tem que ser com jeitinho, aliás é melhor falar baixo e não ter um ar muito contente, que pode agoirar…
Exacto. Como na Itália…
A Cristina é fascinante na argúcia das novas. Peço desculpa mas com respeito, apresento-me como fã fascinado pelas suas delícias intelectuais.
Parece que tens por aí outro admirador.
Nunca falha quando se fala do Benfica…
fantástico título….parabéns pelo sentido de oportunidade…
Obrigada, Margarida. É só um trocadilho, também nunca falha.
Podiam trocar. Ia o Sócrates prà Luz e o tal de Flores prò Rato.
Só pelo título já merecia flores!
:))
“Flores para Quique”
É fácil perceber porque Quique Flores não triunfou no futebol português.
O discurso elevado de um estudioso do futebol, o seu “fair-play”, os seus grandes valores morais, a sua forma de estar, não se coadunam com a linguagem brejeira utilizada pelos senhores do futebol cá do burgo onde se misturam compadrios entre políticos, empresários, advogados, jornalistas, árbitros e dirigentes desportivos. Um futebol de calças na mão, endividado, que louva a desonestidade, onde a verdade desportiva é questionada e o campeão é proclamado quase por decreto.
Os métodos inovadores no plano técnico-táctico do espanhol, na pele de um verdadeiro gentleman, amplamente reconhecidos e elogiados no seu país, não foram suficientes para o desvirtuado futebol português que realmente provou desconhecer.