A ponte mais cara do mundo


jmmcc,

Há dias, o ministro das Obras Públicas garantia que a terceira ponte de Lisboa sobre o Tejo e todos os grandes investimentos iam em frente.

No dia seguinte, o ministro das Finanças dizia que talvez fosse preciso repensar os grandes investimentos.

Uns dias depois, o primeiro-ministro confirmava que os grandes investimentos não podiam ser adiados.

Logo a seguir, o primeiro-ministro regressava de Bruxelas e explicava que os grandes investimentos precisavam de ser recalendarizados.

Dois dias passados, o ministro das Obras Públicas considerava que a nova ponte é dispensável por existir a possibilidade de criar uma via ferroviária para o TGV na Ponte 25 de Abril.

Poucos dias mais tarde, o primeiro-ministro afirmava que a nova ponte sobre o Tejo tem de ser feita.

Agora, o secretário de Estado das Obras Públicas anuncia que a nova ponte avança já e vai ser rodoviária e ferroviária.

 

O que vale é que vamos receber menos salários e pagar mais impostos. Calha bem, porque não vai ser fácil pagar a ponte e cheira-me que ela vai ser a mais cara do mundo. Se uma ponte a direito já custa para cima de um dinheirão, fazer uma ponte com tantos eSSes e eRRes não há-de ser pera doce.

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12 comentários em “A ponte mais cara do mundo”

      1. Isso já não me atrevo a apostar.
        Para estes lados também há muitas curvas.
        E rotundas.
        Esta malta gosta muito de rotundas.
        Devem ser os cabeças de vento que ficam com a cabeça à roda frequentemente.

  1. Ainda faltam muitos dias daqui até à construção da nova ponte. Até lá, se continuar a lógica perfeita da cronologia que apontas, ainda vamos ter mais alguns delírios momentâneos para trazer o tgv até à capital. Talvez uma ponte suspensa de madeira, um túnel subaquático no Tejo, um caminho de pedras romântico à moda japonesa, sei lá. Ou até uma nostálgica ponte de barcas, uma coisa catita para os turistas madrilenos apreciarem quando vêm à praia a Lisboa. Imaginação é o que não falta a este governo e as pontes, como as formas de luta, ainda estão todas em cima da mesa…

  2. É isso que me dana. Toda a austeridade que aí vem, na cabecinha dos nossos líderes, não serve para pôr as contas do Estado em ordem: serve para, num primeiro passo, aliviar o excesso de dívida externa momentaneamente – de modo a que possamos aumentá-la novamente no passo seguinte.

  3. Mas porque raio é que Salazar só deixou feita Uma ponte a prevêr a sua utilização para o combóio? Porque não fez outra a prevêr o TGV?
    Falta de visão. Tacanho.

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