O António Sala está muito preocupado com a crise mundial. Cada vez vê o mundo em maiores dificuldades financeiras, diz ele, e a falta de poder de compra deixa-o angustiado. Mas não desesperem, amigos, ele tem a solução milagrosa para todos estes males. Poupar ao máximo? Trabalhar mais por menos dinheiro, à espera de melhores dias? Esquecer sonhos e projectos por uns anos? Assaltar bancos? Nada disso. A solução é simples: investir em barras de ouro. Nunca falha. Temos todos de agradecer-lhe esta ideia luminosa. Sem ele, como iríamos saber o que fazer aos rios de dinheiro que todos temos a mais?
A pólvora
Ana Vidal,


Se não fosse ele com essa preciosa ajuda o que faríamos com tanto dinheiro? Especialmente os privilegiados que ganham a loucura do ordenado mínimo.
Já o disse noutro forum, Leonor: o anúncio é obsceno. E o Sala devia ter vergonha na cara.
É realmente assustador, o que o dinheiro faz.
Vi e ouvi essa publicidade uma vez e até me arrepiei, parece que ele fala com o coração.
Caso para eu dizer: Deus meu, desce depressa porque o capeta tomou conta do mundo.
E isso é o pior: António Sala “parece” que fala com o coração, e é uma figura querida do povo (pelo menos neste momento, com o programa de grandes audiências de que fazia parte ainda bem fresco), o que torna tudo mais obsceno ainda.
Ahahaha já me parti a rir! Esse anúncio e o anúncio da cofidis sobre a fulana que faz um crédito para comprar um home cinema, tiram-me do sério. Parece que querem gozar ainda mais com os portugueses.
Seria para rir se não fosse tão estúpido, Bomboca. Mas é mais ofensivo do que cómico.
Ó Ana ainda bem que verbalizaste bem melhor do que eu. Andava com essa encasquetada há já dias na moleirinha, mas ando tão irritada que até me falta a verve. Salvaste-me a noite!
Não aguento, Helena! Não aguento aquela cara de sacristia a falar de barras de ouro, como se estivesse a gozar connosco.
Mas ainda bem que te salvei a noite… 🙂
Já nada (relacionado com pudor) tem valor!
Tudo o que mais importa passou a ser o montante da conta bancária e/ou a mais rápida (mas não necessariamente a mais correcta) forma de a aumentar.
Concepção válida para Antónios, Manueis, Paulos ou Miguéis…
Cumprimentos.
Não para mim, Stresss. As casas de compra de ouro nasceram como cogumelos assim que se instalou a crise. Parecem abutres.
O anúncio é nojento (pardon my french): de uma forma artificialmente subliminar, fazendo crer na preocupação dos dias e na credibilidade da coisa, o que ele faz não é vender lingotes de ouro, mas comprar, a bom preço, o pouco que resta das jóias pessoais de quem está realmente aflito. É aviltante, asqueroso e nojento…
Subscrevo todos os adjectivos, Paulo. E só não lhes acrescento outros tantos mais pesados, porque… éducation oblige.
Só de olhar para a foto que postou até se me arrepiam as partes e as entretelas (será que é assim que se diz?). Só de pensar que a corrente eléctrica vai fazer das suas aos pobres peixinhos, ocorre-me uma única atitude:
http://www.youtube.com/watch?hl=en&v=2bosouX_d8Y
sera que no momento de crise é normal figuras publicas fazerem publicidade ao ouro?
Não só não acho normal como me parece de um mau gosto atroz. Para não dizer pior ainda.