“É a maior experiência de Media e Comunicação da Europa.” É desta forma que o News Museum se apresenta no seu site e posso garantir, porque tive o privilégio de o visitar antes de ser inaugurado na noite de 24 para 25, que não é exagero. Aliás, conta quem sabe, este novo espaço dedicado à história do jornalismo e comunicação é bastante superior àquele que já existe há alguns anos em Washington. Na verdade, da parte dos responsáveis do News Museum, houve um cuidado em inovar e apresentar algo diferenciado ao que já existia. O resultado é simplesmente surpreendente, numa mistura muito bem conseguida entre o conteúdo e a forma.
Este projecto teve o contributo de vários profissionais da comunicação, nomeadamente de grandes referências do jornalismo em Portugal, de meios de comunicação social, e envolveu, seguramente, um investimento de muitos milhares de euros e o recurso a “know how” e software desenvolvido de raiz por algumas das empresas do grupo LPM Comunicação.
O News Museum representa um marco importante em Portugal a vários níveis. Não apenas pelo projecto em si, que é simplesmente obrigatório para quem gosta de jornalismo e comunicação e para quem cultiva o conhecimento da história e da sociedade contemporâneas, mas também porque materializa a visão daquilo que, como eu falava com alguém durante a visita, é um projecto inédito de gestão de reputação e notoriedade. Algo a que em Portugal não estamos habituados a ver por parte do sector privado, já que, normalmente, tudo o que é criado em termos de oferta do conhecimento à sociedade ou é feito à “sombra” do Estado ou é desenvolvido por empresas que durante décadas foram monopolistas e que hoje se apresentam como “privadas”, e quase que têm uma obrigação moral de servir a comunidade para além dos serviços que “cobram”.
O News Museum não surge de qualquer obrigação empresarial, mas sim de uma espécie de filantropia misturada com um legítimo interesse próprio. Embora tenha sido concretizado por uma equipa específica, é a Luís Paixão Martins que se deve a sua criação, o mesmo que há cerca de trinta anos trouxe para Portugal conceitos e metodologias de comunicação insitutucional para o mundo económico, empresarial e, mais tarde, político. A verdade é que houve um antes e um depois do LPM no que à disciplina das “public relations” em Portugal diz respeito. Tornou-se num dos homens mais relevantes da comunicação institucional em Portugal, se não o mais importante, construindo uma reputação sólida e uma empresa de sucesso, e hoje dá corpo àquilo que é, sobretudo, um monumento vivo e interactivo à paixão do jornalismo.

Está tudo bem, mas não teriam podido colocar ao museu um nome em português? O nome inglês é extremamente foleiro.
(Ainda por cima confunde-se facilmente com “new museum”.)
Concordo em absoluto
Mas é o maior da Europa. Por consequência as banalidades também.
É bem verdade o que acentuas, Alexandre. Um grande projecto em que tive o privilégio de colaborar. Um projecto inovador, que utiliza com arrojo as novas tcenologias enquanto preserva a memória do jornalismo, informando e formando ao mesmo tempo. Um projecto que valoriza a histórica vila de Sintra e que não deixará de agradar a todos os visitantes, tenho a certeza.
Aparentemente um museu muito interessante. Hei-de visitar.
Mal que pergunte:
1. porquê o nome em inglês? Qual o racional para essa escolha?
2. horror a nome português?
Gostava de perceber, sobretudo da parte de quem (e muito bem) defende o AO antes do AO (??).
António Cabral
Sou de Sintra, por isso sou suspeito.
O nome em inglês é uma parolice. Lamento que para dar lugar ao News Museum tenham destruído o Museu do Brinquedo, um museu único.
Foi no museu do brinquedo?! Não acredito… Ora esta?..
A homenagem à profissão que antes de se o ser é se preciso ser-se político.
Ou seja na verdade uma homenagem à religião política. A responsável pela maiores matanças da religião do Séc XX.
O nome escolhido (news museum) é de uma imbecilidade a toda a prova, só comparável com as idênticas parolices imbecis do Lisboa South Bay e do Algarve.