Até ontem, o PSD era o terceiro partido em Loures, atrás da CDU (que venceu as autárquicas de 2013 sem maioria absoluta) e do PS. Nestes quatro anos os sociais-democratas aceitaram ser muleta dos comunistas na vereação municipal, onde dispunham de dois vereadores.
A partir de hoje, o PSD mantém-se como terceiro partido em Loures, embora com três vereadores. Atrás da CDU (que continua sem maioria absoluta) e do PS.
No essencial, ali fica tudo na mesma. Apesar de um candidato ter sido levado ao colo por certos meios de comunicação, que quase o sagraram como vencedor antecipado. Rui Ramos exagerou, portanto, ao eleger esse candidato como «herói de cidadãos fartos do concurso de misses do “politicamente correcto”.»
Na melhor das hipóteses, o tal “herói” acabará como a próxima muleta do PCP em Loures.

O PSD tem 3 vereadores e a CDU perdeu um. Não ficou bem “tudo na mesma”.
E não, não foi Ventura o responsável pela “hecatombe” dos laranjas.
E para satisfazer a (minha) curiosidade: o CDS de Loures nada ganhou em renegar a coligação com Ventura; em termos percentuais, Cristas ficou atrás de Ventura; e da Leal Coelho nem vale a pena falar.
Tem a certeza de que o CDS nada ganhou com esse gesto? Penso precisamente o contrário.
O PCP também ganhou: em vez de duas muletas em Loures, tem agora três.
Quem nada ganhou foi o PSD. Como está demonstrado.
Em Loures, o CDS não conquistou mais eleitores do que os (poucos) que já tinha.
Será tão provável ver Ventura como muleta de Bernardino que vê-lo como apoiante de Bruno de Carvalho.
Nem ele faz essas juras. Inútil jurar por ele.
Quem não estiver preparado para vender a própria mãe não pode aspirar a uma carreira política neste nosso lindo país.
Tem sempre como alternativa candidatar-se à presidência de um clube de futebol.
Mais uma coisa que ficou patente em Loures: cartazes com um bom trabalho de photoshop dão votos.
Houve disso em Loures? Com louras?