A morte, essa perigosa socialista


Teresa Ribeiro,

A turma do resfriadinho está a ficar nervosa. Quer o povo na rua, a bulir, que é para isso que o povo serve, mas o mundo continua paralisado. Muito religiosa, esta seita sempre sacrificou tudo ao seu deus todo poderoso. O deus universal a quem na América chamam dólar e por cá é conhecido por vários nomes: massa, carcanhol, pilim, papel, taco, pastel, graveto, caroço, bago, guito… Quase tudo designações carinhosas, pois como diz a canção, “money makes the world go around“.

De facto não há quem o possa negar, até os corações mais empedernidos, que teimam em colocar a vida humana acima da vida empresarial, admitem que não se pode viver muito tempo sem facturar. E é neste equilíbrio de prioridades que agora se está a jogar tudo. Só que não é fácil, pois estamos a falar de uma quadratura do círculo, em que ir trabalhar pode ser um perigo, apesar de ser perigoso não ir trabalhar. Mas já divago…

A turma musculada do resfriadinho considera que já se perdeu demasiado tempo com este choradinho. A Covid-19, afirmam a brandir estatísticas, mata menos que uma gripe vulgar. De facto os números, esses sonsos, servem para provar tudo e o seu contrário, portanto quando a turma do resfriadinho apresenta as suas contas, bate tudo certo.

O problema é quando a senhora da foice chega e lixa tudo. Contra factos não há estatísticas que valham e na pantalha nunca se viu nada assim. Gatos pingados sem mãos a medir, valas comuns abertas em Nova Iorque (dá para acreditar?). No Brasil já se viu familiares enterrar os seus próprios mortos por falta de coveiros disponíveis e até já houve defuntos a sair da pista em hora de ponta e a aterrar no funeral errado. Itália, Espanha, França, Reino Unido, o mundo dito civilizado ficou de joelhos e tudo por culpa dessa senhora que se veste de negro, mas cuja lingerie só pode ser vermelha.

Essa perigosa socialista que – já se percebeu – tem ligações óbvias ao lobby dos ambientalistas, com a sua foice (onde será que pôs o martelo?!), anda a gozar com quem só quer voltar ao business as usual, desacreditando a sua versão dos factos. Mas que estúpida!

94 comentários em “A morte, essa perigosa socialista”

  1. valas comuns abertas em Nova Iorque (dá para acreditar?)

    Tanto quanto entendo, desde há muito tempo que há tais valas comuns. Elas servem, e sempre serviram, para enterrar os pobres, aqueles que morrem sem ter parentes que lhes paguem um funeral. As valas comuns não são invenção da covid.

    1. Claro que valas comuns sempre houve. Mas são agora notícia porque, como acontece em cenários de guerra, o número de óbitos é de tal forma concentrado em poucos dias, que as valas se transformam numa solução não para enterrar pobres, mas para dar vazão a tantos cadáveres.

  2. Se me permite, Teresa, partilho aqui a opinião de um intelectual que muito prezo.

    “As regras económicas são arbitrárias, criadas por nós, podendo ser recriadas a nosso “belo prazer”. As naturais, não. Estas últimas são objectivas, não dependendo, o seu curso, da vontade do Homem. Assim é claramente mais fácil mudar as primeiras, basta, para tal, haver vontade. A economia, mais a ideia de Valor, não passa, na esmagadora maioria de casos, de símbolos, de simbologia (associamos a algo, sem importância real, vital, um valor imaginário – ex: Ouro, moeda). A natureza, não.

    Contudo julgamos naturais as leis económicas, morrendo, idiotas, por ambas, vítimas, indistintas, de um Covid-19, real, existente, quer de um conceito “fabricado” pelas nossas “cabeças”, como a inflação. “

    Joseph Barthélemy, Nova Iorque, 21 de Abril de 2020.

    1. Vorph, subscrevo inteiramente o texto de quem cita. E acrescento: quem pensa que pode submeter as leis da Natureza aos seus interesses não se enxerga. E sofre de uma arrogância que pode, no limite, ser fatal

    2. Tudo muito bonito expresso numa retórica convenientemente humanística que até sensibiliza as pedras da calçada, mas o que ninguém perguntou ao senhor Joseph Barthélemy é como sugere viver-se do ar.
      Isso é que era. Viver sem trabalhar.
      Mas pode-se. Voltamos todos para as cavernas e só temos de nos preocupar em caçar. E mesmo aí temos a tarefa facilitada porque munidos de uma inteligência que antes nos carecia, é só ir roubar a caça aos predadores.

          1. OK. Antigamente o valor do dinheiro dependia da sua equivalência a uma determinada quantidade de ouro. Ou seja poderia ir ao banco, com uma nota, e trocá-la pela quantidade de ouro inscrita na nota. Neste momento vivemos num sistema fiduciário. Ou seja uma nota, um pedaço de papel, vale 20 € não por ser possível trocá-la por um metal precioso, cotado com esse valor, mas porque todos aceitamos, cidadãos, bancos, Estado, que aquele pedaço de papel tem um valor de 20€. Percebe a arbitrariedade?

            https://www.investopedia.com/terms/f/fiatmoney.asp

          2. Percebi perfeitamente. Muito obrigado, porque de facto desconhecia isso.
            Cumprimentos e votos de excelente saúde.

  3. Qual é o seu emprego, a sua profissão? Trabalha para o Estado? Se trabalha para o Estado está explicada a sua tomada de posição.
    Na pantalha nunca se viu nada assim porque os donos da pantalha querem desgraça. Não são os números que relativizam (e minimizam) que vendem, mas sim a “senhora da gadanha”.

    João Lopes

    1. O que afirma só prova que o “estado” está sobredimensionado e que existem muitos serviços redundantes.

      WW

    2. Que soberba.

      Eu não trabalho para o estado, tenho uma posição que me obriga a visitar clientes e esta situação impede-me de fazer o meu trabalho. A minha empresa sofre por isso (menos que outras). Subscrevo completamente o que escreve a Teresa.

  4. I have a rendezvous with Death
    At some disputed barricade,
    When Spring comes back with rustling shade
    And apple-blossoms fill the air—
    I have a rendezvous with Death
    When Spring brings back blue days and fair.

    It may be he shall take my hand
    And lead me into his dark land
    And close my eyes and quench my breath—
    It may be I shall pass him still.
    I have a rendezvous with Death
    On some scarred slope of battered hill,
    When Spring comes round again this year
    And the first meadow-flowers appear.

    (Extracto de um poema de Alan Seeger, A Treasury of War Poetry (1917))

    “A vida é uma doença sexualmente transmissível cujo prognóstico é sempre fatal” (Eduardo Barroso).

    “Quem não morrer em novo, em velho não escapa” (provérbio popular).

    1. Conheço outra, também boa, do Eduardo Barroso: “A saúde é um estado transitório que não augura nada de bom”.

      É claro que todos morremos. O que não está correcto é olhar para os outros como carne para canhão e largar uma loas sobre a irrelevância do Covid 19, a ver se pega. Para ver se a malta volta a consumir, a fazer a sua vida normal, sem restrições, a bem da saúde dos negócios.

      1. Se o meu trabalho for feito a partir de casa ou eu tiver dinheiro para estar em casa sem trabalhar, não me importo que o confinamento continue. Salvaguardando que haja alguém para correr os riscos por mim (pessoal de saúde, de limpeza, de conservação de infraestruturas, motorista, por ex:). A esses bato palmas e mando-os trabalhar.

        Já quem vive de ganhar no dia o que gasta no dia, quem perdeu o emprego precário, quem tinha o pequeno negócio que foi fechado, tem sempre o recurso de viver de esmolas.

        1. Repito o que já antes expliquei aqui e que também afloro no texto: percebo a necessidade do desconfinamento. Não entendo é a necessidade de escamotear a realidade que nos entra pelos olhos e demonstra que este vírus não é uma gripezinha, para induzir as pessoas a um comportamento irresponsável, que nos pode sair muito caro.

          1. A questão é que muitas pessoas arriscam a vida e ainda vão arriscar mais daqui para a frente e fazem-no por sobrevivência.

            Tanto faz que o Estado deixe, como não deixe. Quem precisa de trabalhar para viver arrisca.

            O que é absolutamente escandaloso e mais de metade da população enfiada no Estado ainda ir ter aumentos, quando deviam era ter ordenado diminuído para ajuda das tais situações que não são de luxo nem de ganância.

          2. Isso, dos aumentos na Função Pública, é outra conversa. E estou consigo na sua indignação. Se já antes era polémico, no actual cenário acho imoral isso andar para a frente, pois a prazo, essa conta será apresentada a quem agora vai ficar debaixo de água.

      2. Olhe para curvas de taxa de mortalidade e explique-me porque razão, sobretudo nos países mais fustigados pela crise económica de 2008, as taxas de mortalidade registaram aumentos entre 2009 e 2015.

        Terá sido em consequência de alguma pandemia? Creio que não.

        Tem conhecimento de estimativas, mesmo que grosseiras, do número de vítimas que a crise económica já instalada e decorrente da paragem forçada da economia irá provocar desta vez? Não? Eu também não.

        Mas as curvas de taxa de mortalidade, no período a que fiz referência, provam à evidência que as crises económicas “condenam” muitos à morte.

        No presente caso, haverá os que, não morrendo da doença, irão morrer da “cura” que nos foi imposta. Muito ao contrário do que acontece em Taiwan, na Coreia do Sul, no Japão, em Macau, etc.. Veja os números por milhão de habitantes para comparar.

        E tenha também em conta a experiência sueca, de que quase ninguém fala e se encontra em contra-corrente com as políticas de confinamento. A este propósito, estou a fazer um estudo cuja fase preliminar pode encontrar sintetizada no gráfico cujo link lhe deixo abaixo.

        https://ourworldindata.org/grapher/covid-deaths-days-since-per-million?zoomToSelection=true&country=AUT+BEL+CAN+CZE+DNK+FRA+DEU+ISR+ITA+JPN+NLD+PRT+SGP+ESP+SWE+CHE+TWN+USA

        Distingue alguma diferença de comportamento na curva sueca?

        1. Em situações de emergência a estratégia passa por fazer o que é urgente. É essa a nossa obrigação moral. Como será obrigatório para todos, comunidade, sociedade civil e Estado, mitigar as consequências económicas das decisões impostas pelo valor moral. Entre um prato de sopa e a morte há quem seja sensível às substânciais diferenças.

          E o seu exemplo é caricato. Para salvar bancos os sacrifícios, impostos, eram atendíveis e explicáveis. Perante uma doença pandémica e potencialmente fatal os sacrifícios são incompreensíveis, pois o vírus mata sobretudo os que pagaram a crise anterior – pensionistas e reformados

          1. Há essencialmente duas formas de olharmos cientificamente para a realidade: a perspectiva diferencial e a perspectiva integral. Outras perspectivas, como a proporcionalidade jurídica, são estranhas à ciência.

            Todavia, socorrendo-me para o efeito do exemplo dos controladores, abordados na Teoria de Controlo, os mais eficazes são os PID, acrónimo de “proporcional, integral e diferencial”.

            Quando o controlador é apenas proporcional, originam-se os chamados “overshoots”, que conduzem a instabilidades no sistema. No caso em que o controlador é apenas diferencial, em virtude da resposta ser proporcional à taxa de variação do sistema, se a constante de tempo diferencial não fôr suficientemente pequena, haverá também lugar a instabilidades no sistema. Se o controlador é apenas integral, dada a lentidão da resposta, que no longo prazo será a correcta, não se verificam instabilidades no sistema, mas podem inicialmente ocorrer “overshoots”, embora de menor grandeza do que os verificados em controladores proporcionais.

            Já sei que tudo isto pode parecer caricato e ridículo. Tal como a importância da vitamina D no sistema imunitário e a relação existente entre melanina e produção daquela vitamina. Mas vou tentar descodificar sucintamente.

            Controlador proporcional

            Sempre atrasado relativamente à realidade, atrasa-se na tomada de todas as medidas, sejam elas de contenção, de mitigação ou de desconfinamento.

            Controlador diferencial

            Está tão encostado à árvore que não consegue ver a floresta. Reage tão depressa às ínfimas taxas de variação da realidade que as suas reacções podem ser caracterizadas como reacções de pânico.

            Controlador Integral

            Lento nas reacções, reage de forma comedida, não se atrasa tanto como o proporcional, não tem reacções de pânico como o diferencial e, ao fim de algum tempo, verifica-se que produz resposta adequada.

            PS – Substitua o seu “controlador”. Recomendo um PID e a tomada diária de 1500 UI de vitamina D.

          2. Já lhe disse. A vitamina D ou outros oligoelementos são importantes, de uma Forma Geral, para o bem estar do organismo, reforçando o sistema imunitário contra agressões de variados agentes patogénicos (ex:Ácidos Ómega 3,vitamina E, etc ) mas não de uma Forma Particular para o SARS-Cov2. Tentou associar défices de melanina, na população negra americana, para explicar a taxa de mortalidade mais alta entre os infectados deste segmento populacional. Já lhe respondi que a carência de vitamina D é geral, pandémica, entre brancos e pretos, por isso são obtusas tais inferências.

            Existem factores de risco mais prevalentes entre a população negra (mais pobre) que podem explicar melhor a sua sensibilidade às piores formas da doença :
            1)obesidade – – – doenças metabólicas—-insuficiência cardio respiratória.

            Claro, que há os controladores. E há também gente parva. Parva, cretina e estúpida.

        2. Suécia :

          In a country of around 10 million people, the numbers of infected and deaths in Sweden as of 27 April 2020 are 18,926 and 2,274 respectively. These figures are smaller than those of Italy, Spain or the UK. But they are higher than Greece or Portugal’s, whose population sizes are similar to Sweden’s and much higher than Sweden’s Nordic neighbours. This might not be seen as a disaster but neither can it be viewed as reassuring

          1. https://www.google.com/amp/s/www.sabado.pt/mundo/europa/amp/suecia-ve-se-obrigada-a-mudar-a-estrategia-contra-o-coronavirus

            At the time of publication, Sweden had 18,640 confirmed cases of Covid-19 and 2,194 deaths. That makes the country’s 217 deaths per 1 million people significantly higher than in neighboring Norway, Finland, and Denmark (whose populations are about half of Sweden’s).
            It is Sweden’s older generation that is paying the price.

            One-in-three coronavirus deaths in Sweden has taken place in care facilities for the elderly and Anders Tegnell, state epidemiologist and the architect of the country’s approach, is alarmed.

            Nursing Home staff have complained they are not receiving enough protective gear and Aspinen says they have not been properly tested.

            “There has not been a will to test us systematically, at least in those places where I have worked. Even there have been people with symptoms, but they have not been tested.”

            Percebe-se bem o “sucesso” dos números suecos. Seguem perto a estratégia do Messias Bolsonaro. Velhos com sinais clínicos compatíveis com a covid não são testados.

        3. Não estou a responder a mim próprio. Apenas pretendo, desde já, esclarecer algumas das minhas conclusões provisórias, o que não me foi possível fazer antes. De referir também que o “meu estudo” foi iniciado ontem, muito em consequência das políticas “antagónicas” suecas e porque tenho curiosidade em saber se as medias de confinamento se traduzem em vantagens. Para este efeito, o caso sueco é digno de estudo.

          Pelo que se pode ver, até ao momento, não existe diferença assinalável de comportamento da curva do total diário de óbitos relativos à Suécia.

          Nota-se uma diferença de andamento das curvas da República Checa e da Áustria, a partir de determinado momento, o que terá que ser equacionado com o uso obrigatório de máscara imposto em 6/4/2020 neste último e cerca de 2 -3 semanas antes na República Checa. Questão a merecer estudo diferenciado.

          Os países asiáticos constituem um “universo paralelo”, cujos denominadores comuns são o uso generalizado de máscara e o não-confinamento cego, na fase de mitigação.

          Não esquecer: conclusões provisórias.

        4. Peço desculpa por me intrometer em tão dinâmica e interessante discussão. Mas alguém aqui já foi à Suécia? A Suécia tem mais ou menos a população de Portugal… mas as semelhanças começam e acabam aqui. Os suecos não têm os hábitos dos portugueses. Os suecos não tem a necessidade de convivência social que nós temos. Quem chega a Estocolmo não vê nunca um bairro alto, ou umas galerias de Paris, ou uma avenida da oura em lado nenhum. Nem ao sábado à noite. O sueco é um povo que vive trabalho- casa, casa-trabalho. O sueco priva-se de contacto social durante todo o ano, para se vingar nas férias, que as faz duas vezes por ano e onde, aí sim, dá largas ao contacto social. Quem sai do hotel em Estocolmo, ou em malmoe às 22h vê uma cidade fantasma, principalmente fora do verão. O sueco prefere prefere passar o domingo em família, ao ar livre, do que no tasco com os amigos a jogar à batota. A única altura onde se vêem os suecos em amena cavaqueira nos cafés é nas manhãs de sábado, quando o tempo convida…. e não convida muitas vezes. Portanto, o sueco não é socialmente ativo como o português, ou como qualquer outro latino. É só contar a quantidade de cafés, bares, snack bares, discotecas, pubs, restaurantes e afins que existem em Portugal por km quadrado. Na Suécia não existe um décimo. Estocolmo tem menos discotecas que Braga, ou Viseu. Não vale a pena comparar o incomparável, mesmo se o número de habitantes é o mesmo.
          E não convém esquecer que o sueco é um povo mais esclarecido. E também não convém esquecer que grande percentagem de infetados no país se encontra entre a comunidade migrante… comunidade menos esclarecida.

          1. Chuck Norris, agradeço o seu esclarecimento. O mais a norte que estive foi na Dinamarca, baseado em Lingby (acho que é assim que se escreve e pronuncia-se “lúnguebi”) e lá sempre me disseram que os dinamarqueses eram os latinos dos nórdicos.

            Infelizmente, apenas disponho de números brutos não corrigidos por factores como o que aponta, nem pela densidade populacional, nem outros. Mas não me vou esquecer do que referiu a propósito dos suecos.

          2. O meu contributo foi apenas um modesto comentário, baseado numa viagem de trabalho de 6 dias e com escala em duas cidades suecas. Não me baseei em números nem em estatísticas, apenas na experiência pessoal e naquilo que consegui recolher de suecos que conheci.
            Sobre a Dinamarca, tem toda a razão. Até os suecos reconhecem que os dinamarqueses são mais calorosos.
            E até me deram um exmplo perfeito: os dinamarqueses gostam imenso do contacto pessoal, precisam dele muito mais que os suecos, mas infelizmente vêem-se privados desse contacto por causa do frio. Então encontram-se sempre que podem, normalmente em casa uns dos outros. E o ponto alto desta necessidade de contacto pessoal, é que na Dinamarca existe até o dia nacional do swinger!!! Ora isto é ou não o expoente máximo do contacto pessoal?
            E foi apenas para dar um pequeno exemplo do porquê do rótulo de latinos do Norte.

    2. Do not go gentle into that good night, de
      Dylan Thomas.

      Do not go gentle into that good night,
      Old age should burn and rave at close of day;
      Rage, rage against the dying of the light.
      Though wise men at their end know dark is right,
      Because their words had forked no lightning they
      Do not go gentle into that good night.
      Good men, the last wave by, crying how bright
      Their frail deeds might have danced in a green bay,
      Rage, rage against the dying of the light.
      Wild men who caught and sang the sun in flight,
      And learn, too late, they grieved it on its way,
      Do not go gentle into that good night.
      Grave men, near death, who see with blinding sight
      Blind eyes could blaze like meteors and be gay,
      Rage, rage against the dying of the light.
      And you, my father, there on the sad height,
      Curse, bless, me now with your fierce tears, I pray.
      Do not go gentle into that good night.
      Rage, rage against the dying of the light.

  5. um morto, um, não havia coveiro. estaria confinado ? com medo do covid?
    um corpo, um, foi trocado. coisa que de vez em quando também acontece em tempos “normais”.

    o escândalo vende.

    1. É claro que vende. Mas há escândalos e escândalos.
      Espero que este caso, particularmente chocante, tenha sido só um. Mas mesmo casos isolados funcionam como sinais de uma realidade que se desenha. Este foi um dos sinais (há muitos) do caos que se gerou, um pouco por todo o mundo, devido à concentração de óbitos por Covid 19.

  6. Mais de um milhão de portugueses em “lay off”, sem um terço do salário e com o outro terço pago pelo OE. Centenas de milhares de baixa de assistência à família, a receber do OE. Sessenta mil já despedidos, a receber do OE. Uma multidão de trabalhadores da economia informal (aqueles a que não se pede recibo), “fisioterapeutas, instrutores do ginásio, condutores de tuk-tuk, feirantes, funcionários de manicure, cabeleireiros e empregados de mesa” (cito a Isabel Jonet) e acrescento eu, operários da construção civil, empregadas domésticas e amas, guias turísticos, agentes imobiliários, donos dos cafés, “snacks” e tascas que nem empregados têm, pedintes e arrumadores, a viver de NADA. Centenas de mortes evitáveis causadas, agora e no futuro, por ninguém querer ir a um hospital tratar problemas cardíacos ou oncológicos ou vacinar os filhos. Crianças apavoradas e traumatizadas para a vida por uma gripe que praticamente não os afecta. Famílias sem recursos encerradas há dois meses em casas sem condições, convencidas de que o “bicho anda no ar”, lesando a sua saúde física e mental, por causa de uma doença que não afecta 80% da população e que não matou ninguém com menos de 40 anos (tenho 50). E, vai-se a ver, são os malandros dos “empresários” a querer que este circo acabe. Francamente, se era para escrever isto, antes fosse “socialista”. Saúde.

    1. Cito-me: “De facto não há quem o possa negar, até os corações mais empedernidos, que teimam em colocar a vida humana acima da vida empresarial, admitem que não se pode viver muito tempo sem facturar. E é neste equilíbrio de prioridades que agora se está a jogar tudo. Só que não é fácil, pois estamos a falar de uma quadratura do círculo, em que ir trabalhar pode ser um perigo, apesar de ser perigoso não ir trabalhar”.
      Só para salientar que estou bem ciente da hecatombe económica. Mas o que não aceito é que para encorajar as pessoas com a retoma se branqueie a realidade que, macabra, desfila todos os dias frente aos nossos olhos.
      Sabe-se que a gripe espanhola matou mais na segunda vaga. Já se admitiu também, que de uma segunda vaga de Covid não nos vamos safar. Dizer que isto é só uma gripezinha, é irresponsável. Não podemos continuar parados, mas é avisado avançar devagar, porque a pressa pode conduzir-nos a uma situação semelhante à de Espanha. E nós não temos um SNS que suporte semelhante catástrofe.

      1. Pena é que, tendo redigido esse ponderado trecho, inicie, prossiga e remate o seu post a dizer que são os “empresários” que querem que esta insanidade pare, e depressa. Olhe, eu, por exemplo, não sou empresário.

        1. É verdade. Muitos, mesmo não sendo empresários, defendem, por razões ideológicas, a retoma sem quaisquer medidas de contenção. Mas é notório que essa opinião é partilhada por muitos empresários. É vê-los a desfilar nos debates televisivos.

          1. Nunca pensei que os sociais-democratas suecos fossem perigosos reaccionários. Mas viver é aprender.

          2. Notícias de 5 de Abril. Estamos a 29. https://www.dailymail.co.uk/news/article-8257353/Swedens-virus-expert-popular-people-getting-FACE-tattoo.html
            https://www.telegraph.co.uk/news/2020/04/25/sweden-succeeds-lockdownswill-have-nothing/ – eu sei que são o Mail e o Telegraph, mas se lermos só o Guardian (e as respectivas traduções em todos os jornais portugueses), ficamos burros –
            https://www.npr.org/2020/04/26/845211085/stockholm-expected-to-reach-herd-immunity-in-may-swedish-ambassador-says?t=1587980160172 .

          3. Vamos ver como evolui a Suécia, país que em todo o caso tem uma cultura muito diferente, em que, salvo erro, 40% da população vive sozinha e o distanciamento social é um traço de comportamento normal.
            Cito então uma autoridade portuguesa na matéria, Baltasar Nunes, coordenador da unidade de investigação epidemiológica do Instituto Ricardo Jorge: “Até haver uma vacina, teremos de fazer quarentenas cíclicas e manter o distanciamento em relação aos mais velhos, para evitar uma segunda onde de contágio com crescimento exponencial”.
            Mais: “Numa fase como esta, ainda com tantas pessoas susceptíveis de serem infectadas, se voltar tudo como estava antes, sem medidas, teremos uma segunda onda de contágio com crescimento exponencial” (declarações publicadas no Expresso em 4 de Abril)

      2. Desculpe a minha frontalidade, mas acho que qualquer referência à gripe espanhola obriga a que se contextualizem os números. Segundo os meus cálculos, à data haviam cerca de 1500 milhões de pessoas no planeta, dos quais estima-se que 50 milhões perderam a vida devido a essa pandemia. Disso resulta que o número de mortes por milhão terá rondado as 33000. Compare-se o número de mortes por milhão da actual “pandemia”.
        Pesquise-se até o número de mortes por milhão da gripe comum, por cada “season”. Compare-se também o número (com as devidas correcções inerentes às diferenças de intervalos de tempo). Depois use-se o cérebro e aplique-se uma coisa chamada honestidade intelectual.
        João Lopes

          1. Compare – se os medicamentos disponíveis hoje com os de então. Inexistência de antibióticos, inexistência de antivirais, inexistência de ventiladores, inexistência de tratamento para um sem número de doenças do foro cardio-respiratório. Adenda : a gripe espanhola chegou à Europa através dos soldados americanos enviados para a IGG.

    2. O próprio PCP (perigosos capitalistas portugueses) votou contra a última renovação do e. Emergência e já disse que há que desconfinar.

    3. Então vamos lá a ver a coisa de modo racional e mais prático.

      Tudo bem, a economia tem de funcionar, há que deixar viver e trabalhar.

      Em que é que o dito “pânico” que se vende contraria a realidade factual de um vírus altamente contagioso cujos efeitos nem estão previstos antes de o apanhar.

      Dou apenas uns poucos exemplos que não sei como conseguem equacionar:

      1- Transportes públicos. Há muita gente em crise de sobrevivência para a qual se vai colocar o dilema- arriscar ou não arriscar usar transporte público, não tendo carro nem outra forma de se deslocar para o trabalho.

      2- Que fazer no caso de quem vivia a cuidar de idosos ou a fazer limpezas e pura e simplesmente foi dispensada por real receio de quem precisava e preferiu duas coisas- ser a própria família a tratar dos parentes; serem os próprios a fazerem a limpeza- Neste caso conheço várias pessoas e nem contrato têm. Dou guarida gratuita a uma delas e, eu própria, fui dispensada de um trabalho que fazia para o Estado, a recibos verdes.

      3- Como se pode afirmar que o contágio depende apenas de higiene ou cuidados pessoais e nem vai piorar, se, por exemplo, mesmo com o confinamento, ainda ontem o presidente do BCP informou que nos seus balcões de atendimento ao público (restrito em confinamento) tiveram 24 casos de covid nos seus funcionários.Podia repetir casos de supermercado e por aí fora

      4- Posso também fazer a pergunta ao que se apresenta como alternativo: as infinitas doenças e tratamentos protelados nos hospitais e centros de saúde.
      Pelo simples motivo- o coronavirus continua. Contamina. Contamina muitíssimo em ambiente hospitalar. Tal como sempre contaminaram e mataram as próprias bactérias hospitalares.
      Como se imagina que em deixando de haver confinamento, este perigo real desapareça por efeito de doutrinação (ou pura mentira às pessoas)
      Eu vejo o caso como paradoxo e de forma muito pessimista. Não é negando a perigosidade que se vai conseguir vencer o que se está a viver.

      Como também não é ficando fechado em casa que se pode sobreviver, excepto se for funcionário público ou reformado (como já foi dito).

      1. Resposta: Suécia. Onde as escolas, serviços e espaços públicos, lojas, restaurantes e bares nunca fecharam, e o confinamento e distanciamento social foram promovidos pelos próprios cidadãos (como em Portugal, aliás: o governo limitou-se a reagir à retirada de alunos das escolas e aos protestos do pessoal do comércio, contrariando o parecer do órgão técnico consultivo). Neste momento – repito, neste momento, porque as contas fazem-se no fim – a Suécia, com “grosso modo” população portuguesa, também concentrada em duas zonas metropolitanas e numa faixa litoral, tem 2,5 vezes o número de mortos por Covid-19 que Portugal, a maioria deles devido a surtos em lares de idosos e entre migrantes recentes (onde as nossas medidas restritivas também falharam). Mas, tendo preferido seguir o entendimento de epidemiologistas de topo, absolutamente indiferentes a pressões, em detrimento de jornalistas, de hipocondríacos (como, espero que tenha noção, é o seu caso), de adictos das redes sociais e de “políticos hábeis”, encara o futuro com muito mais tranquilidade e conforto económico e social que o resto do Ocidente (e para grande irritação do resto do Ocidente). PS: o chamado “lockdown” mostrava-se razoável para evitar a sobrecarga do nosso frágil SNS. Todavia, é evidente que, a certa altura, passou a entender-se que deveria durar até ser debelada a pandemia – ignorando o custo em vidas, actuais e futuras, dessa medida e o facto de o SNS ter dado boa resposta (e ter sido reforçado).

        1. Eu não pedi exemplo de país. Tenho amigo de infância na Suécia e aquilo é capital e o resto paisagem.

          O que eu disse é que o argumento das doenças por tratar nos hospitais é circular. Seria igual ou maior se nem contassem os mortos ou se soubesse o que é o vírus.

          O que eu pergunto, para ser ainda mais clara, é o seguinte:

          Defendem que agora se invente uma narrativa que venda esperança e tranquilize as pessoas, de modo a elas chamarem ao trabalho quem precisa e os mesmos também arrisquem, por passarem a acreditar que até nem é grande risco.

          Só isto.
          Porque sempre que se fala em “medo” está-se a remeter para a psicologia.
          Ou então está-se a dizer que é um bom instinto de defesa que o ser humano tem.

          E tanto há medo de contágio como há medo de falência. Quem diz que os que temem a doença estão acagaçados e fazem chacota com isso, não estão livres que se encontre também neles outro tipo de medo bem realista- a falência que até pode atingir gerações.

          Que fazer, então?

          Eu não sei. Sei apenas o que escrevi. Há quem nem arrisque tendo carro e negócio próprio e há quem arrisque por precisar de se deslocar em transporte público.
          Depois depende do tipo de trabalho de cada um. Mas esta prioridade, bem como tratamentos, incluindo outros mais básicos como dentistas, é geral e vai ser semelhante à SIDA. Nem uns nem outros vão querer arriscar.

          O meu dentista encerrou logo antes do lockdown. Por acaso nem estou a precisar mas, quem está, como vai ser?

          Isto não é pânico mediático. É uma realidade que apenas pode ter variantes de contágio mas não tem grandes variantes intrínsecas à própria natureza do vírus e a própria desprotecção com que lidamos perante ele. Sem vacina, sem tratamento, sabendo-se pouco mas sabendo-se a tremenda e macaca forma de contágio onde nem é preciso estar em contacto com alguém que se perceba que está doente.

        2. Eu, hipocondríaca?
          aahahaha

          Eu que trabalho, ando 8 kms por dia, fui operada ao coração e pertenço a grupo de risco?

          hipocondríaca o tanas. Só que a mim é que não me doutrinam nem vão convencer a entrar em transporte público
          Nem um dia obedeci à treta do confinamento. Sempre a sair.

          Se souber de mais trabalho, agradeço e envie-me um email que é mesmo disso que estou à procura.

          Não falei por mim. Não sou umbiguista.Falei pelo que já percebi que é tribalismo de empurra.
          Também não sou funcionária pública para me queixar da chatice de não fazer nada e do tédio…

        3. V. está a politizar o caso e a chamar hipocondríaca por estupidez. Podia chamar-lhe papagaio.

          Para o caso não respondeu a nenhum item que coloquei.
          A questão é circular.

          Eu não sou conselheira governamental e nunca fiz parte de qualquer lobby.
          Apenas tenho a noção e convivo com essa realidade que estou a ver tornar-se circular.

          A dada altura imagino que quem antes criticava o ocular de dados defenda e passe a fazer o mesmo por pressão económica.

          E eu nem sou contra. Apenas não sei como se poderá fazer em certos grupos de risco que, infelizmente, nem reformados estão e nem funcionários públicos são e sem dinheiro não há saúde que tenha grande préstimo.

      2. Zazie , um dos casos do bcp , que eu conheço, foi um tipo que foi a Itália visitar a cunhada, quem sabe quantos colegas contagiou? quem sabe quantos dos 24 foram assim contagiados , em família ? muito pouco provável que tivessem sido os clientes. aposto nos colegas e no entorno familiar.

        1. Exacto!
          Foi a primeira coisa que pensei!
          Não foram contagiados pelo público. Mas podem contagiar-se uns aos outros no trabalho e também aos clientes.

          Isto vai aplicar-se a tudo, de forma exponencial, porque já acontece, sempre aconteceu. Apanham e pegam.
          Depois é roleta russa porque nem idade nem saúde é imunidade para o que quer que seja.
          Por muito saudável que se seja a intensidade de vírus com que se recebe altera as consequências.

          E há quem arrisque por total ignorância ou falta de civismo em se proteger. Duvido é que haja quem esteja mesmo informado (não quero dizer doutrinado) que não se aperceba dos riscos.

          Agora também acredito que a doutrina tem poderes mágicos e aposto que os governos vão até usar doutrinados de facebook para justificarem “venda de esperança e tranquilidade”.

      3. Cara Zazie,
        Em relação aos pontos:

        3- Os funcionários do BCP ou de outras instituições não vivem no banco. A contaminação pode não ter sido no banco. Andam em transportes, vão às compras, etc, etc. Além disso, os cuidados de higiene variam muito de pessoa para pessoa. E é aqui que todos têm de fazer a sua parte. E existe sempre o factor sorte (não existe risco 0).

        4- A maioria das infecções hospitalares acontecem por falta, não uso ou mau uso de EPI (equipamento de protecção individual), que deveriam ser sempre usados (não é por acaso que, na Europa, estamos nos lugares cimeiros no problema das bactérias resistentes aos antibióticos). Falta cuidado e, apesar de procedimentos padronizados, nem todos os profissionais que trabalham na saúde os cumprem (por responsabilidade alheia ou própria). Falta exigência e rigor, falta formação na área (repare em médicos que aparecem na TV com a máscara por baixo do nariz!). E faltam condições de trabalho que potencie a segurança biológica.
        Falar dos EPI somente no contexto da Covid-19, apenas mostra o quanto a gestão hospitalar, a tutela (talvez porque implique com o orçamento) e até alguns profissionais de saúde andam a leste deste problema. A biossegurança deve ser levada a sério, sempre, pois quem atende um doente não sabe nada dele. Nas lutas dos enfermeiros, médicos, quantas vezes ouvimos falar das suas preocupações com a biossegurança?
        Por existir risco elevado (e asseguro-lhe que existe pior do que o Sars-Cov2 e bem mais contagiosos) este tem de ser sempre contabilizado.

        Como refere temos de ser racionais. Dentro da racionalidade temos de nos cingir a factos: o Sars-Cov2 é moderadamente contagioso, existe equipamento e comportamentos que podem reduzir a transmissão pessoa/pessoa, existem procedimentos que reduzem a transmissão objecto/pessoa, pode provocar doença com vários graus de gravidade (depende muito de patologias prévias/crónicas, ou causas desconhecidas), existe/tem de existir equipamento para suportar os doentes mais graves, não existe tratamento validado e não existe vacina (que pode nunca vir – veja-se o caso do HIV, há 40 anos sem vacina, apesar de inúmeros esforços).
        Se cada um se proteger está a proteger os outros. Os mais frágeis terão de ser protegidos, como é óbvio. Podemos trabalhar e viver. É um dever trabalhar para ajudar quem vai ser afectado pelo vírus e vai precisar de tratamento. Sem confinamento o risco continuará (o fim do confinamento não significa que se negue a perigosidade), porém, cumprindo normas de segurança, a probabilidade de enfrentar o vírus será maior, pois teremos mais pessoas a trabalhar contra o vírus e os seus efeitos.

        Fiquem bem,
        Adelaide (declaração de interesse: microbiologista não especialista em virologia).

        1. nem mais , o ponto 2 é um caso flagrante. basta passar um bom bocado num hospital a observar : médicos com anéis , batas abertas , pessoal dos diferentes serviços a circular por todo o lado , o pessoal das doenças infecciosas incluído , cabelos à solta , e sabe-se lá mais o quê.
          uma vez quiseram-me fazer um penso , recém operada , sem luvas e sem terem lavado as mãos : não deixei o enfermeiro tocar até calçar as luvas.

        2. O que é que eu disse de diferente?

          Disse isso- contaminam-se fora e contaminam depois no local de trabalho.

          Os transportes públicos são problema para quem os usa e aposto que não é o v. caso.

          Proteger os mais indefesos é uma frase bonita.
          Quer traduzi-la?
          Vão baixar os ordenados da Função Pública para esse fim?

  7. Quem lê as primeiras linhas do post, e mora em Portugal, e viu o que se passou estes dias, sabe perfeitamente de quem a autora está a falar.

    Mas afinal, não. Ela não fala desses. Fala de outros.
    Ok.

  8. Deixo-lhe uma pérola de diversidade de opiniões, de um seu colega:
    https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/virus-socialista-11511760

    Afinal não é o vírus que é socialista. E, tendo em consideração que usa a figura “Morte” em termos metafóricos, imagino que a crítica se dirija a nossa fragilidade enquanto humanos.

    José de Bêtum

  9. Mais uma vez se demonstra que os que gostam de dizer que desprezam a economia são sempre os que estão sempre atrás das economias dos outros.

    Sim, os socialistas.

    lucklucky

  10. Pois, percebo, haverá muita gente a querer voltar ao business, os bezos da tugulandia, mas também os recém desempregados, sócio-gerentes por conta própria, trabalhadores informais e tudo quanto está ligado ao turismo.
    Têm medo do covid, mas devem preferir ter medo de barriga cheia.

    1. há um ponto positivo , quem está a morrer foram os que não morreram na guerra do Vietname , os veteranos , em vez de rapazes e raparigas novos como aquando da guerra.

      1. Para a marina:

        Sim, realmente é bonito de se ver o abandono, por parte de um Estado, daqueles que foram, por ele e em nome dele , para a guerra.

        Eu pensava que aos velhos era-lhes devido máximo respeito e dignidade. Afinal, agora, nesta modernidade de valores pelo “planeta, animais, vegans, focas e ursos polar”, são-lhe dedicadas deferências de indiferença. O velho não presta. O velho é para deitar fora. O velho é para ser trocado pelo novo, a bem do Ecoponto.

        São os mais frágeis que morrem, sejam velhos ou novos.

        Um dia, bem vistas as coisas, ainda se há de dizer, entre a classe intelectualóide, ou entre os devotos do Santo trabalhinho da treta, que o vírus até foi bonzinho. Só matou os babosos e desdentados velhos.

        Bardamerda para todos esses que pesam a moralidade usando a carteira e o bilhete de identidade.

    2. É verdade, Sérgio. Mas o que me espanta é que, face ao que assistimos, haja gente com coragem para incutir no pagode ideias falsas, baseadas em dados estatísticos que manipulam, com o objectivo de reanimar a economia, rapidamente e em força, seja a que custo for.
      Todos temos a noção de que não podemos continuar assim indefinidamente. Teremos de arriscar a sair do buraco, para não morrermos da cura, mas de uma forma responsável, ou seja, gradual. Mentir descaradamente às pessoas é que não.

  11. Quando se quer desvalorizar os argumentos dos “adversários”, o mais fácil é extremar e caricaturar as suas posições. Por isso cá vai, ó sua hipocondríaca da peste negra: em 2019 morreram mais de 19000 pessoas, das quais só de gripe
    (que é uma doença contagiosa) morreram mais de 3000. Essas pessoas não tinham valor? Cada uma delas não tinha uma história, amigos, familiares, que choraram a sua morte e sentiram a sua perda? As pessoas que morreram o anos passado são só números? Porque é que não paramos tudo e não nos fechamos em casa o ano passado para evitar contagiar essas 3000 pessoas que morreram de gripe e não são só números? Porque é que só as que morrem de covid são importantes e justificam que se feche tudo para as salvar? Não percebo. E olha que penso nisto todos os dias há já algumas semanas. Aínda bem que tu, hipocondriaca da peste negra, consegues ver a luz e perceber porque é que as 3000 pessoas que morreram o ano passado de gripe são só números, pelo que a economia não tem que ser sacrificada, e as 900 que morreram para já de covid, e que, essas sim, não são números, e justificam que se coloque milhares de famílias à beira da miséria (e até da fome, ou o que diz o banco Alimentar será mentira?) para as salvar da senhora da foice que veste de negro mas tem lingerie vermelha. Senhor, perdoa-lhe que ela não sabe o que diz!

  12. Lido mesmo agora esta boca concordo, porque também já chateia a demagogia:

    Antonio N Leite
    @al_antdp
    Se és um verdadeiro “liberal” massajas os dados até transformares o Covid numa gripe. Se não o fizeres, é porque tens medo ou outros interesses

  13. Este texto é uma ode ao egoísmo.
    Assusta ver uma sociedade em que cada vez mais as pessoas pensam só nelas.
    Quem tem emprego assegurado e/ou rendimentos luta pela paragem da economia, e nem sentem vergonha ao ver notícias de centenas de milhar de pessoas a recorrer ao Banco Alimentar.
    Os hipocondríacos fecham os olhos quando veem notícias que mais de 4000 mortes aconteceram por falta de meios médicos para os outros doentes.
    O que interessa é eles próprios, nem que quem quiser ficar em casa que fique, ninguém proíbe, querem é proíbir os outros de tentarem trabalhar para terem comida em casa.
    O egoísta não se compadece.
    Triste sociedade.

    1. É egoísmo preocuparmo-nos com as consequências para a saúde das pessoas de um desconfinamento total?!
      E se surgir em Portugal uma segunda onda, que rebente com a capacidade de resposta do SNS de saúde, o que acha que vai acontecer à economia?

      1. Boa tarde , pode ser que nessa altura se pare as consultas para a aborto .
        Pois na actualidade nunca pararam .
        Luis Almeida

      2. Teresa, se por acaso a esta gente, que por aqui anda, soberbamente, a afirmar “antes os velhos”, ser positivo e bênção viral, a descriminação Darwiniana, matando os que já não prestam, ou a “desdizer” ser o egoísmo a ditar confinamentos, lhes levar, digo, a doença, pais, amigos, avós, desconfio, ou assim espero, que mudem de desumanidade. Ou então querem papar as reformas e as poupanças dos papás e dos vuvus a bem de umas obras lá em casa que lhes trate da humidade da sua humanidade .

        1. Pois, Vorph, e o mais engraçado é que essa gente acusa quem põe a saúde pública em primeiro lugar de egoísmo! Extraordinário, não é? Sobretudo, se tomarmos em conta aquilo que de uma forma muito directa, já escreveu em baixo: os mortos não podem trabalhar, os vivos sim!

    2. Pergunta :

      Um morto consegue trabalhar?
      Não.

      Consegue – se viver sem trabalhar?
      Sim.

      Vida e trabalho têm igual importância? Caso responda negativamente, explique porque é que uma é mais importante do que a outra?
      Não têm igual importância porque a vida é única e irrepetível. As possibilidades de trabalhar múltiplas.

    3. “mais de 4000 mortes aconteceram por falta de meios médicos para os outros doentes.”

      oh inteligência e a culpa é de quem a não ser do vírus?

      aahaha
      Então deviam fazer o quê’ não tratar quem acusa covid para tratar os outros, ou deixar tudo a contaminar-se para aumentar o contágio até nos hospitais?

      Há gente estúpida e há outra que abusa. Esta imbecilidade de considerarem que as doenças e os contágios se excluem mutuamente é patológica

      1. Há coisas que me assustam, e uma delas é a incapacidade de lidar com números, que a grande maioria das pessoas revela. Então quer convencer alguém que os 4000 que morreram a mais eram menos importantes que os que morreram de covid? É que 4000 não são 900 e tal. Há de facto gente estúpida e outra que abusa. Exemplo disso é o estúpido desdém demonstrado pelos 4000 que não foram condignamente tratados. E a leviandade com que chamam os outros de estúpidos.
        E a culpa não é do vírus: é da idiotice plantada na cabeça das pessoas. E da facilidade com que as pessoas se deixam manipular. E do “umbiguismo” desmesurado de quem acha que é dono da verdade.

        João Lopes

        1. V. é estúpido e não se consegue explicar um raciocínio circular a quem tem QI negativo.

          Como é que o mesmo vírus teria menos efeitos no tratamento de outras doenças se mais gente contaminada atafulhasse os hospitais e o vírus ainda se espalhasse mais para os que precisam de usar as urgências, internamentos e tratamentos por outros motivos?

          Ora pergunte ao tico, a ver se ele é capaz de responder, já que o teco deve ter-se confinado e bestunto alheio.

        2. E olhe, de caminho pergunte a médicos que mal isto rebentou meteram baixa, outros até se despediram e deixaram doentes pendurados, se não ajudaram às mortes por efeitos colaterais.

          Conheço vários casos. Consulta cancelada, exames cancelados, tratamento protelado.

          Pânico de quem? da pessoa que precisa de tratamento ou de quem é FP e pode dar-se a estes luxos se não for destacado para o tal combate à pandemia.

          1. Você não é estúpida. É simplesmente mal educada. Então a culpa é do vírus, ou é dos médicos que meteram baixa e das outras coisas que referiu? E se não é funcionária pública olhe que parece, porque tenha certeza que se tivesse de viver do que produz, há muito que teria morrido de inanição. Há quem tenha de trabalhar todos os dias, e que está farto desta histeria, entende? Quanto ao seu QI não sei, mas que é extremamente convencida, tenho a certeza.
            João Lopes

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