Era impossível que Passos Coelho saísse ileso do episódio da mensagem de Natal. Estando em causa uma tradição, não podia escusar-se a cumpri-la. Nas actuais circunstâncias, a ausência de mensagem daria lugar a todo o tipo de interpretações negativas. Mas, se isto é assim, também é verdade que qualquer das alternativas seria sempre uma forma de escapar ao lume para cair na frigideira. Vejamos. Em época de Natal, ninguém toleraria um discurso estruturado sobre sacrifícios, cortes e austeridade. O Natal é, por definição, um momento de trégua. Ninguém no seu perfeito juízo abriria a porta de sua casa no dia 25 de Dezembro a alguém que viesse com a única intenção de transmitir más notícias. Ora, se era de más notícias que Passos Coelho não podia falar, dadas as circunstâncias, o certo é que só isso é que ele tinha (tem) para dizer. Como se viu nas últimas semanas e como se confirmará nas próximas, quando se forem consolidando os contornos do corte de quatro mil milhões de euros que se anuncia. E o que mais se verá. Restava-lhe, assim, o discurso da vacuidade, ancorado, à falta de melhor, numa ideia difusa e longínqua de equidade na distribuição dos sacrifícios e de futuras oportunidades. É claro que este é um discurso que nada adianta e em nada se traduz. Apesar disso, de nada servindo, não deixa de constituir um empecilho adicional a Passos Coelho. O quase nada que prometeu não deixará de ser muito, e muito contraditório, quando, daqui por uns dias, os portugueses embaterem com o que os espera em 2013. Ver-se-á então que o tudo-nada de esperança que Passos Coelho se sentiu obrigado a transmitir mais não constituiu do que um penoso número de ilusionismo e que o primeiro-ministro não tem, literalmente, nada na manga.
A mensagem de nadal
Rui Rocha,

Discordo do ultimo paragrafo , um batoteiro , mentiroso e traidor tem sempre algo na manga , seja um ás ou uma manilha para ceifar mais uma mão de um povo cabisbaixo e benigno que nada faz contra quem todos os dias o rouba e delapida.
«…o primeiro-ministro não tem, literalmente, nada na manga.»
E por acaso, terá alguma coisa noutro sítio?
Tem toda a razão. “O país está de tanga”!… mas convenhamos que dizer que o primeiro-ministro não tem, literalmente, nada na tanga, ia soar um bocadinho, hã, …
Em boa verdade, eu, que nem sou beato ou sequer crente, gostei muito mais da mensagem de Natal do Cardeal Patriarca.
Infelizmente, logo a seguir, o bispo Manuel Martins veio sugerir a idiotice de que um ministro deveria ir a uma junta de especialistas para ser avaliado, antes de ser nomeado. Junta de especialistas escolhida pela ICAR, pelo Comité Central do PCP ou como?
Quer ver como muda de opinião. O Manuel Martins é um fervoroso anti-comunista. Pronto. Já está. Não se deixe apanhar por preconceitos e xenofobias asquerosas(ex: bispo vermelho). Não seja reactivo. Se não for “areia de mais para a sua camioneta”, crie pensamento.
Quero ver como não muda de opinião e como tem um pensamento muito esclarecido: acha muito bem que uma junta de especialistas caída não se sabe de onde seja a melhor maneira de examinar putativos ministros. Bom proveito.
Poderia sempre apresentar a alternativa da ONU :http://bandalargablogue.blogspot.pt/201 2/12/o-nicolau-santos-ja-tinha-embarcado-n a.html
“todos beneficiarão das novas oportunidades”
Das comunicações deste PM ao país já espero tudo e o seu contrário, desde aquele malfadado dia (para o próprio sobretudo) que foi à TV dizer qualquer coisa como…pessoal, vamos-vos tirar 7% do salário e entregá-lo aos vossos patrões, e agora fiquem bem que eu vou ao concerto do Paulo de Carvalho…
É mesmo de quem não tem grande noção de nada, nem mesmo de inócuas mensagens natalícias.
Quando Socrates atirou a toalha e mandou o então ministro Teixeira dos Santos pedir ajuda à troika, pensei que a grande maioria dos portugueses tinha aprendido a lição, e percebia o que se estava a passar. Por isso, embora discordando de algumas coisas como a inclusão de Miguel Relvas , tenho apoiado no geral este governo.
Mas os portugueses, infelizmente para eles, não aprenderam nada com a ameaça de bancarrota que os ameaçou, e não querem mesmo perceber o que se está a passar. E deixaram-se convencer com os cantos de sereia da esquerda de que a austeridade pode ser mais suave, e que os sacrificios são evitáveis. Não são!
Por isso tenho defendido desde o ultimo verão que Passos Coelho após ter o OGE/2013 aprovado, se deve demitir, e permitir que os portugueses se pronunciem, e entreguem o governo do rectangulozinho à esquerda.
Talvez assim os portugueses aprendam de uma vez por todas o que é “amar a Deus”!
Você ainda é dos que acredita que Passos Coelho o vai poupar? Olhe que o homem é mesmo incompetente, diz apenas que tem uma fezada, Santana à beira dele é um aprendiz, quando não sobrar pedra sobre pedra emigra como o outro, alguém fechará de vez a porta. Valha-me Nossa Senhora, nesta altura do campeonato e você ainda está com esse discurso?!
AMD – Acho que isto já nem é caso para a Nossa Senhora, infelizmente.
Enquanto existirem estes crentes no Santo Passos Coelho, vamo-nos afundando cada vez mais, porque alguns portugueses ainda acham que dali ainda vem algo de bom.
Oh Deus porque colocaste Portugueses conscientes ao pé de outros tão inconscientes….
AMD e CR, eu não fulanizo as questões, e nem alimentos ódiozinhos de esplanada de café sub-urbano. A mim interessa-me mais porque é que as coisas acontecem. E defendo que o que está a acontecer a Portugal é inevitável, e se passarmos por isto com uma recessão durante três anos com um pico de -4%, já não será nada mau, apesar do milhão de desempregados.
Precisamos de muito dinheiro que só conseguimos arranjar se tivermos a casa em ordem. Perceber isto é ser consciente? talvez. Mas NÃO perceber isto, não é inconsciência. É andar muito, muito distraído!
Que bom, um iluminado!
Valha-nos isso.
O que acontece a Portugal é inevitável? pois olhe eu não concordo e para bem dos restantes 9 milhões é bom que o Alexandre também não… Quanto aos ódiozinhos de esplanada de café sub-urbano, desculpe lá mas não encaixo, não venha com os papões da esquerda porque essa já não ” pega “.
Mas respeito a sua opinião que não é a minha, acredito que estamos a ser governados por um rapaz de massamá (soube hoje que já é de condomínio fechado em Cascais)que é orgulhoso, vaidoso e não sabe falar, mas acredita que é Deus e que a ” palavra ” dele é a que está certa. Á sua direita tem o discípulo Relvas, pessoa de extremo valor que o ajudará a marcar o caminho ( provavelmente o das trevas). Vamos aguardar então, até que a pele nos cubra o osso, com imensa paciência, até que a casa fique em ordem, ou melhor desabe de uma vez.
Boas Festas para si!
cr, o iluminado aqui é você! No que me diz respeito e na escuridão da minha ignorância, o que me preocupa verdadeiramente, é de onde é que vem o dinheiro para criar 500-700 mil postos de trabalho nos próximos anos, e simultaneamente fazer a economia crescer de forma sustentada.
Claro que perceber porque é estamos como estamos obriga a olhar prá vida de outra maneira. E isso é o que o caro cr e os outros nove milhões de portugueses provavelmente não querem.
Se o Passos Coelho mora em Massamá ou em Cascais, para mim é igual ao litro. Quanto ao Relvas, e modestamente, devo ter sido o primeiro comentador dos blogs a escrever que o fulano foi um erro de casting, e que o Passos Coelho se haveria de arrepender amargamente de o ter levado pró governo; escrevi isso mesmo dias antes deste governo ter tomado posse.
Papões da esquerda? a esquerda oportunista limita-se a cavalgar na crista da onda o desemprego e as dificuldades que milhões de portugueses estão a atravessar, e há muito que os comunistas deixaram de comer criancinhas ao pequeno-almoço.
Tenho dificuldade em acreditar nos nossos políticos, mas isso faz parte da democracia… triste é ter a mesma desconfiança dos nossos jornalistas.
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2012/1 2/eu-ainda-sou-do-tempo.html
O Rantanplan no seu esplendor. O PM mais estupido de sempre e tambem o mais perigoso.
Sem um ai enviou o país para os braços da troika a mando de Cavaco, sem um ai foi alem da dita para destruir o estado social e voltar ao imaginario salazarento da emigração das provincias ultramarinas. Sem um ai diz qualquer coisa e o seu contrario. Uma completa nulidade.