Era tonta. Vivia numa rua flutuante, onde os pés não tocavam o chão.
Era de pensamentos leves, como chantilly salpicado de pepitas de chocolate, que a distraíam do seu derradeiro conteúdo.
Era atrasada. Como um relógio que não se alimenta.
Era teimosa na sua ignorância. Teimava que não sabia. Teimava que não havia onde procurar.
Era boa de desculpas. Desculpava o pé direito por pisar o esquerdo, sem nunca pensar como poderia dançar sem causar nódoas negras. Desculpava-se a si de si própria, sem nunca pensar que a sua terceira pessoa poderia com isso sofrer.
Era má de trabalho. Não trabalhava nem para ela própria.

Uma delícia!
Obrigada Helena! Um grande beijinho 🙂
Hummm…temos que trabalhar por nós…uma verdade irrestrita…
Todos os dias 🙂
Há gente sempre disponível para saborear as delícias de um mar contaminado…
Agradeço a leitura Brites 🙂
belo texto, Cláudia!
Obrigada Patrícia 🙂 grande beijinho